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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

BÊNÇÃOS PROVENIENTES DA OBSERVÂNCIA DA PALAVRA DE DEUS - Por André Rodrigues


É percepção comum entre os que comungam da mesma intenção de fé, que para ter acesso aos inúmeros benefícios descritos nas escrituras é necessário apenas acreditar. Este princípio, propriamente dito, encontra-se em consonância com o que exatamente deve ser feito para o encontro dessas benesses. Crê é o primeiro passo para se começar a desfrutar das bênçãos deixadas pela palavra a nós (cf. Hb. 11.6). Entretanto, declarar que unicamente crê – no sentido restrito de acreditar – credibiliza ao encontro das bondades é pura ilusão ou ignorância. Isto porque o que está por trás da definição de ‘crença’ vai além da expectativa restrita de – simplesmente – acreditar, mas segue uma conotação prioritária e sobretudo, irrevogável de prática. Sem a devida prática não há como ter acesso livre à Deus e bem menos as suas bênçãos. Pode parecer exagero, porém, o que se vê na igreja visível nestes últimos dias são não obedientes integrais e um número cada vez mais alarmante de não observantes escriturístico. Ademais, essa realidade – negligenciada, ao meu ver – insere-se na própria conclusão que caracteriza o tempo do fim predito pela própria escritura, pelo que diz: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” (I Tm 4.1- NVI) e noutro lugar se enfatiza: “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons, traidores, insolentes, cegos de orgulho, amigos dos prazeres e não de Deus, ostentarão a aparência de piedade, mas desdenharão a realidade. Dessa gente, afasta-te! (II Tm 3.1-5 – Versão Católica). Mesmo assim, diante destas informações vaticinadas e bem presente em nossos dias, aos que se esforçam em permanecer no caminho da observância – ou seja, na prática – encontram o respaldo conveniente para acesso as várias bênçãos descritas.
Etimologicamente a palavra crer está relacionada a acreditar, ter por certo, ter confiança, aceitar como verdadeira as palavras de, e dar crédito – que por sua vez – denota:  dar prestígio; dar importância; e finalmente, praticar. Com esta definição a percepção passa a tomar proporções elevadas e nos remetem não apenas a ouvintes e leitores em categoria secundária, mas a exímios praticantes da fé exaustivamente inserida fazendo com que as bênçãos provenientes da observância seja uma realidade inexorável.
Nestas circunstâncias é indispensável inserir ao debate a figura de conhecido personagem que ao fazer uso do crer como prática, foi largamente abençoado tornando-se exemplo singular a esta questão – Abraão (cf. Gn 15.1-6). Diz-nos as escrituras que através de sua fé – crença, seguida de prática –, primeiro: a justiça foi-lhe atribuída (ver Rm 4.3); em segundo lugar tornou-se pai da fé (cf. Gl 3.7-9); e, por último: pela fé obedeceu à palavra (ver Hb. 11.8). Inegavelmente, a cerca desta questão, Abraão possui relevância sui generi.
Mas, em toda a escritura é possível observar indícios que nos levem à prática para uma total cobertura destas incontáveis bênçãos. Assim como os conselhos são explicitados à comunidade hebreia com a lei de Moisés, extensivamente, de igual modo, servem como ditames inegociáveis para nós. Quando Moisés, no livro de Deuteronômio – repetição das leis – exorta ao povo quanto a obediência para entrar na terra prometida, ilustra perfeitamente nossa peregrinação e de maneira indiscutível permite extrair verdades inquestionáveis pela palavra que diz: “Agora, pois, ó Israel, ouve os estatutos e os juízos que eu vos ensino, para os cumprirdes; para que vivais, e entreis, e possuais a terra que o SENHOR Deus de vossos pais vos dá. Não acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando. Os vossos olhos têm visto o que o Senhor fez por causa de Baal-Peor; pois a todo o homem que seguiu a Baal Peor o Senhor teu Deus consumiu do meio de ti. Porém vós, que vos achegastes ao Senhor vosso Deus, hoje todos estais vivos. Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus; para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. Guardai-os pois, e cumpri-os, porque isso será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo é nação sábia e entendida. Pois, que nação há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que o invocamos? E que nação há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje ponho perante vós? Tão-somente guarda-te a ti mesmo, e guarda bem a tua alma, que não te esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e não se apartem do teu coração todos os dias da tua vida; e as farás saber a teus filhos, e aos filhos de teus filhos. O dia em que estiveste perante o Senhor teu Deus em Horebe, quando o Senhor me disse: Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos;” (Dt 4.1-10 – ARCF). A divisão pausada de cada seção desta porção mostrará que aquele que com esforço procura guardar a palavra: torna-se, obediente (vv 1,2); deposita sua confiança em Deus (vv 3); certifica-se do cuidado de Deus para sua vida (vv 4); adquire esperança nas promessas do Senhor (vv 5); obtém sabedoria, entendimento, conquista respeito e dá bom testemunho (vv 6-8); e por fim, desfruta de grandes experiências da parte de Deus (vv 9-10). Esta estrutura de indícios quando observadas criteriosamente, transporta para uma experiência ainda mais satisfatória que são os benefícios – propriamente dito – da obediência. Em continuação no livro que encerra o pentateuco, Moisés, noutra seção endossa ao povo estes benefícios, senão vejamos: “E será que, se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar ao Senhor vosso Deus, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, então darei a chuva da vossa terra a seu tempo, a temporã e a serôdia, para que recolhais o vosso grão, e o vosso mosto e o vosso azeite. E darei erva no teu campo aos teus animais, e comerás, e fartar-te-ás. Guardai-vos, que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e vos inclineis perante eles; E a ira do Senhor se acenda contra vós, e feche ele os céus, e não haja água, e a terra não dê o seu fruto, e cedo pereçais da boa terra que o Senhor vos dá. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos. E ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te; (Dt 11.13-19 – ARCF). Aqui, na seção dos benefícios, encontraremos – com acima – verdades a serem extraídas, agora, não no sentido de guardar a palavra, mas – benefícios da obediência – a quem procura com esmero a prática da palavra. Dentro desta linha é clara a percepção que nos permite primeiro: obter bênçãos da parte de Deus (vv 14,15 / ver paralelamente Sl 1.1-3); em segundo lugar: somos instruídos a tornarmos vigilantes (vv 16,17 / cf. Sl 119.103-106); depois, os que procuram agir neste parâmetro, absorve a palavra e adquire concertos com Deus (vv18 / conferir simultaneamente Sl 119.11-16) e finalmente, passa seus conhecimentos a seus filhos (vv 19 / ver também Pv. 22.6).
Certamente, incontáveis são os benefícios da palavra quando aplicada na vivência da prática. Jesus e os apóstolos, na mesma linha de pensamento, deixaram exemplos úteis à nossa realidade espiritual, concernente a estes benefícios. Ensina-nos o Mestre, com primazia, que a palavra de Deus nos dá autoridade contra o inimigo (cf. Mt 4.1-11); além de nos certificar de um futuro próspero (ver Mt 24.35). Jesus, mostra-nos ainda que pela observância da palavra de Deus tornamo-nos bem-aventurados (ver Lc 11.28); e, que a palavra nos discipula (cf. Jo 8.31); que nos limpa de toda impureza (ver Jo 15.3).
Para uma maior satisfação, é-nos dito que a bênção do Espírito Santo cai sobre os que a ouvem (cf. At 10.44). A palavra de Deus aumenta a nossa fé (ver Rm 10.17); certifica-nos de sermos – por ela – novamente gerados (cf. I Pe 1.23); pela observância temos verdadeiramente o amor de Deus aperfeiçoado em nós mesmos (ver I Jo 2.5); vencemos o maligno (cf. I Jo 2.14); e possuímos a certeza de portas abertas (ver Ap 3.8). Conclui-se, portanto, que as bênçãos provenientes da palavra de Deus estão exclusivamente para os creem praticando. Somente assim é possível desfrutar destes excelentes e abundantes benefícios largamente difundidos nas escrituras sagradas. Retenhamos firmes o que nos diz Tiago: "[...] E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes..." (cf. Tg 1.22a - ARC).   

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