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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


terça-feira, 22 de maio de 2012

QUE INFORMAÇÃO OBTEMOS DO TERMO CRISTO - Por André Rodrigues




                   É maravilhoso tratar de Cristologia, porque ela possibilita um encontro bem particular com o personagem central do Cristianismo - Jesus Cristo. Nesta primeira seção, será retratado todo o contexto acerca de definições do termo Cristo, sua relação com outros termos, como se realizava a unção, como era o cenário do Antigo Testamento em relação ao Messias, suas manifestações, com destaque à tipologia, que se constitui em parte importante para a interpretação das Escrituras. Por último, a vinda Dele a este mundo no momento propício estabelecido por Deus, conhecido como a “Plenitude do Tempo”.

1.1.  Definição etimológica
 
 Em língua portuguesa, o estudo da origem das palavras define-se como etimologia, que de acordo com Aurélio, averigua, entre outras coisas, a história e as mudanças dos significados de uma palavra de acordo com a época. Etimologicamente, a palavra Cristo tem significado particular. Isso é possível porque não há constantes variações nos idiomas hebraico e grego, dos quais o termo se deriva. É basicamente impossível haver discordância entre os expoentes de léxicos. Entretanto, pode haver mudanças nos vocábulos, mantendo-se unânimes no sentido e na aplicação.
 Na definição de Champlin, a palavra Cristo é a:

 [...] Transliteração do adjetivo verbal grego, Christós, que significa ungido. Essa palavra hebraica, por sua vez traduz o termo hebraico mashiach, que tem o mesmo sentido. Essa palavra hebraica foi absorvida pelo grego sob a forma modificada de messias, conforme se vê em João 14:1[1] e 4:25. É daí que vem a palavra portuguesa Messias. [...] O termo Messias através de sua tradição grega, e, daí, para o português, tornou-se parte integrante do nome de Jesus, pois ele é Jesus, o Cristo, ou então, o Senhor Jesus Cristo, ou o  Filho, Jesus Cristo, que é nosso Senhor (1995, vol. 1, p. 977).

 
Nota-se que o estudioso acima teve a preocupação de mostrar a raiz desta palavra inicialmente trazendo a informação do grego e, posteriormente, fazendo menção ao seu uso. Contudo, a idéia de Cristo, ou seja, a idéia de Messias, é melhor contextualizada no aramaico e hebraico, como expõem Coenen e Brown:

 
 “Cristo” é derivado através do Lat. Christus, do Gr. Christos, que, na LXX[2] e no NT é o equivalente gr. do Aram. mesiha. Essa palavra, por sua vez, corresponde ao Heb. masiah, e denota uma pessoa que foi cerimonialmente ungida para um cargo [...]. A transliteração gr. de mesiah é Messias, que [...] ocorre apenas duas vezes no NT gr., somente em Jo 1:41,4:25. Em ambas as ocasiões, refere-se a Jesus de Nazaré. A LXX não emprega a palavra estrangeira mas, assim como no NT (excetuando-se as passagens supra mencionadas), emprega com consistência a palavra gr. correspondente. Não foram, portanto, os cristãos os primeiros a cunharem esta palavra. Ao empregá-la no NT, os autores e suas formas literárias estavam adotando, sem dúvida alguma, uma palavra e um conceito que já estavam disponíveis e em uso corrente no período pré-cristão. Esta situação é evidenciada pelos escritos veterotestamentários apócrifos e pseudepígrafos[3], entre outros (2000, p. 1079).

 
 As definições acima deixam evidentes que o emprego dessa palavra é particular àquele que é Ungido, termo comumente encontrado nos escritos canônicos veterotestamentários. Desta forma, explica Vine na segunda parte de sua obra que define o significado de algumas palavras gregas:

Chistos (cristoV),  “ungido”, traduz, na Septuaginta, a palavra “Messias”, termo aplicado aos sacerdotes que eram ungidos com óleo santo, particularmente o sumo sacerdote (por exemplo, Lv 4.3,5,16). Os profetas são chamados hoi christoi theou, “os ungidos de Deus” (Sl 105.15). Um rei de Israel foi descrito em certa ocasião como christos tou kuriou, “o ungido do Senhor” (1 Sm 2.10,35; 2 Sm1.14; Sl 2.2; 18.50; Hc 3.13); o termo é usado até para se referir a Ciro (Is 45.1).
O título ho christos, “o Cristo”, não é usado acerca de Cristo na versão Septuaginta dos livros inspirados do Antigo Testamento [...] (2004, p. 522, grifo meu).



 Contudo, na aplicação do Novo Testamento, a palavra Cristo refere-se a Jesus. Ele é o Ungido por excelência. Cristo é o “Título oficial de Jesus, o qual lhe foi conferido pelo próprio Deus (At 1.16). [...] Evoca-lhe ainda o tríplice ofício: profeta, sacerdote e rei” (ANDRADE, 2007, p. 122). Assim também descreve Boyer, numa breve citação: “Cristo, do gr., Ungido, e do heb., Messias: O Cristo quer dizer o Ungido”  (2006, p. 184, grifos do autor).
 Vine nos informa detalhes da utilização do termo no contexto neotestamentário. Segundo ele, a palavra não é usada estritamente como título:

 
[...] No Novo Testamento, a palavra é usada muitas vezes com o artigo, referindo-se ao Senhor Jesus, como apelativo em vez de título (Lc 2.11; 23.2; Jo 1.41). Três vezes o título foi expressamente aceito pelo próprio Senhor (Mt 16.17; Mc 14.61,62; Jo 4.26).
É acrescentado como apelativo ao nome próprio “Jesus” (por exemplo, Jo 17.3, a única vez que o Senhor assim se referiu a Si mesmo; At 9.34; 1 Co 3.11; 1 Jo 5.6). É distintamente um nome próprio em muitas passagens, quer com o artigo (por exemplo, Mt 1.17; 11.2; Rm 7.4; 9.5; 15.19; 1 Co 1.6), quer sem o artigo (Mc 9.41; Rm 6.4; 8.9,17; 1 Co 1.12; Gl 2.16). O título Christos é as vezes usado sem o artigo, e significa o Único que pelo Espírito Santo e poder habita nos crentes e molda o caráter deles de conformidade com a Sua semelhança [...] (2004, p. 522, grifo meu).

 
Dessa forma, concluímos que a palavra Cristo (do aramaico Mesiah, do hebraico Masiah, do grego Christós, do latim Christus e em português Messias) ficou bem delineada (COENEN; BROWN, 2000, p. 1079).


1 É necessário evidenciar que o editor da obra usada na referência citou, de modo equivocado, João 14.1, para explicar que a “palavra hebraica foi absorvida pelo grego sob a forma modificada de messias”, quando deveria ter utilizado a passagem de João 1.41 que, de fato, corrobora com a explicação precedente.

[2] Durante o reinado de Ptolomeu II Filadelfo (um rei egípicio), os judeus receberam privilégios políticos e religiosos totais. Também foi durante este período que o Egito passou por um tremendo programa cultural e educacional [...] neste programa inclui-se a fundação do museu de Alexandria e a tradução das grandes obras para o grego. Entre as obras que começaram a ser traduzidas para o grego, nessa época, estava o Antigo Testamento hebraico. [...] Os líderes do judaísmo em Alexandria produziram uma versão modelar do Antigo Testamento em língua grega conhecida pelo nome de Septuaginta (LXX), palavra grega que significa setenta. Embora esse termo se aplique estritamente ao Pentateuco, que foi o único trecho da Bíblia hebraica que se traduziu totalmente durante o tempo de Ptolomeu Filadelfo, essa palavra viria a denotar a tradução para o grego de todo o Antigo Testamento (GEISLER; NIX, 2006, p. 195,196).

[3] Durante os séculos II e III, numerosos livros espúrios e heréticos surgiram e receberam o nome de pseudepígrafos, ou escritos falsos. Euzébio os chamou de “totalmente absurdos e ímpios” (GEISLER; NIX, 2006, p. 110).

Artigo extraído de: RODRIGUES, André. O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei. 2011, Editora Nossa Livraria - PE

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