Quem sou eu

Minha foto

André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em suas páginas pessoais (Teologia em Alta, Benfica Relógios e Skinni Jeans), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Agradável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.

Atualmente, é CEO na Skinni Jeans (empresa no qual aplica-se, a comercialização varejista/atacadista multimarcas de Jeans Luxo) André Rodrigues desenvolve também, consultoria de negócios e-Commerce básico, com orientações, sugestões e etc.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

EVIDÊNCIAS EXTERNAS DAS EPÍSTOLAS PASTORAIS - Por André Rodrigues



Se a autenticidade fosse decidida somente em bases externas, não haveria nenhuma dúvida acerca da autoria paulina. Há traços destas cartas em Clemente de Roma e Inácio, mas nenhuma citação direta. Há várias palavras e locuções comuns às Pastorais e aos escritos de Clemente e Inácio. Os críticos que atribuem estas cartas a um paulinista do início do segundo século afirmam que o compilador tomou emprestado de Clemente! Policarpo mostra conhecimento mais aguçado das Pastorais e parece citar diretamente delas. Há alusões em Justino Mártir e Heracles, e Irineu indicou diretamente que estas foram cartas de Paulo. Pela época do final do segundo século, as Pastorais eram largamente conhecidas e aceitas como sendo de Paulo. Os traços da circulação das Pastorais na igreja antes da época de Marcião são mais claros que os que podem ser encontrados para Romanos e II Coríntios. Estas três cartas estão incluídas na lista das cartas paulinas, conforme apresentadas no Fragmento Muratoriano.

Os que se opõem à autoria paulina das Pastorais em bases externas fazem isto por duas razões: 1) Elas não aparecem no cânon de Marcião; 2) elas estão ausentes do mais antigo manuscrito grego existente das cartas paulinas, o p46. 

Alega-se que as dez cartas paulinas contidas na lista de Marcião indicam que ele não soube da existência destas outras três. Diz-se que estas não estiveram em circulação o suficiente cedo para Marcião incluí-las em seu cânon; que elas foram escritas durante o segundo século, no grande debate contra a heresia de Marcião. 

Contudo, Tertuliano, em sua polêmica contra Marcião, afirmou que foi por esta razão que Marcião rejeitou três dos Evangelhos, mutilou o terceiro Evangelho, para satisfazer aos seus critérios, mutilou algumas das cartas de Paulo (principalmente Romanos) e rejeitou as cartas que conhecemos como as Pastorais. Esta seleção foi feita em bases doutrinárias, e há materiais, nestas cartas (i.e., I Tm. 1:8; 6:20; II Tm. 3:16; etc), que estão em desacordo com os conceitos básicos de Marcião. 

Deve ser lembrado também que os cristãos ortodoxos do segundo e terceiro séculos aceitaram estas Pastorais como genuínas. Por que deveria ser dado mais peso a uma lista de um conhecido herege do que àqueles que estão na corrente principal do cristianismo?

A ausência das Pastorais (e Filemom), no p46, é também citada como prova para negar-se a autoria paulina. Contudo, se assim fosse, muito do Novo Testamento seria rejeitado também. Os papiros de Chester Beatty contem fragmentos de um códice dos Evangelhos p46, quase tudo de um códice contendo as cartas de Paulo p46 e fragmentos de outro códice do Apocalipse P47. Concluir-se que somente os livros representados nestes papiros são autênticos seria por em risco todos os que não aparecem. Igualmente, é observado que faltam, no códice existente, denominado P46, a primeira e a última páginas. Estimou-se que pelo menos sete das últimas páginas estão faltando. Pode-se ver que o copista estava começando a aglomerar suas cartas nas últimas páginas existentes, e, assim, dando a impressão de que estava tentando colocar todo o material paulino restante dentro do códice. Normalmente se tomaria nove páginas para as Pastorais e Filemom, mas com a aglomeração de cartas isto poderia ser feito em sete páginas. Deve ser também lembrado que estes papiros foram produzidos em Alexandria, e, os escritores patrísticos de Alexandria, todos reconhecem, sem dúvida, a autenticidade destas quatro cartas ausentes de Paulo. Clemente de Alexandria e seus discípulos aceitaram estas como autênticas muito antes de o P46 ter sido escrito. Portanto, rejeitar-se a autenticidade em bases externas é uma conjetura subjetiva, que deve ser abandonada por qualquer observador honesto.


BIBLIOGRAFIA

Introdução ao estudo do Novo Testamento. Hale, Broadus David. Tradução de
Cláudio Vital de Souza. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações, JUERP-RJ 1983.

O Novo Comentário da Bíblia. Editado e organizado pelo Prof. F. Davidson, MA, DD.
Colaboradores Rev. A. M. Stibbs, MA, DD Rev. E. F. Kevan, MTh. Editado em português pelo Rev. Dr. Russell P. Shedd, MA, BD, PhD. Edições Vida Nova-SP

Bíblia de Estudo Pentecostal. Antigo e Novo Testamento, Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Edição Revista e Corrigida, Ed.1995, Edições CPAD-RJ 2002.

sábado, 23 de janeiro de 2016

CENÁRIO HISTÓRICO E AUTENTICIDADE DAS EPÍSTOLAS PASTORAIS - Por André Rodrigues



CENÁRIO HISTÓRICO

O cenário histórico colhido destas epístolas é como segue. Depois que Paulo e Timóteo estiveram juntos em Éfeso, Paulo partiu para a Macedônia (I Tm. 1:3), mas esperava voltar logo (I Tm. 3:14). Timóteo havia partido para Éfeso, para cuidar da igreja refutar os falsos mestres que estavam em atividade lá. Uma vez que sua volta podia ser retardada, Paulo escreveu esta carta, para ajudar Timóteo em seu ministério (I Tm. 3:14,15). De maneira semelhante, Paulo estivera em Creta e, ao partir, deixou Tito para cuidar da organização da igreja (Tt. 1:5). Paulo estava, provavelmente, na Macedônia ou em Acaia e queria que Tito se encontrasse com ele em Nicópolis, onde Paulo planejava passar o inverno (Tt. 3:12). De II Timóteo fica-se sabendo que Paulo era um prisioneiro (II Tm. 1:8, 16,17; 2:9). Ele já havia estado perante o tribunal uma vez (II Tm. 4:11,16, 21) e estava aguardando outro aparecimento. Ele tinha pouca esperança de ser solto (II Tm. 4:6). Somente Lucas ainda estava com ele (II Tm. 4:11), Tito tendo sido enviado à Dalmácia (II Tm. 4:10) e Tíquico a Éfeso (II Tm. 4:12); Demas havia abandonado Paulo e retornara a Tessalônica (II Tm. 4:10).
Esta, então, é a informação colhida das três cartas. A ordem dos eventos de I Timóteo e Tito é difícil traçar; a de II Timóteo logicamente seguiria as outras duas. Mas, onde, na vida e ministério de Paulo estes eventos podem ser colocados? É esta pergunta que levou ao questionamento da autenticidade destas epístolas.

AUTENTICIDADE

Até o século dezenove, estas cartas foram aceitas como cartas genuínas de Paulo. Em 1804, J.E.C. Schmidt expressou alguma dúvida acerca da autenticidade, mas foi F. Schleiermacher (1807) que negou abertamente a autoria paulina de I Timóteo, em bases filológicas. Consequentemente, por causa das semelhanças com as outras Pastorais, os críticos começaram a questionar todas as três. Os estudiosos modernos estão divididos com respeito à autenticidade destas epístolas. Há alguns que diriam que paulinista as escreveu, e alguns admitiriam serem fragmentos paulinos genuínos reunidos após a morte de Paulo. Há muitos estudiosos modernos que ainda mantêm a integridade e autenticidade da autoria paulina. As duas áreas amplas de evidência externa e interna serão discutidas ao se apresentar os problemas críticos na determinação da autenticidade.


BIBLIOGRAFIA

Introdução ao estudo do Novo Testamento. Hale, Broadus David. Tradução de
Cláudio Vital de Souza. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações, JUERP-RJ 1983.

O Novo Comentário da Bíblia. Editado e organizado pelo Prof. F. Davidson, MA, DD.
Colaboradores Rev. A. M. Stibbs, MA, DD Rev. E. F. Kevan, MTh. Editado em português pelo Rev. Dr. Russell P. Shedd, MA, BD, PhD. Edições Vida Nova-SP

Bíblia de Estudo Pentecostal. Antigo e Novo Testamento, Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Edição Revista e Corrigida, Ed.1995, Edições CPAD-RJ 2002.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS EPÍSTOLAS PASTORAIS - Por André Rodrigues



INTRODUÇÃO

Levando em consideração, a alta experiência do apóstolo Paulo com relação a assuntos relacionados à igreja do Senhor, o mesmo proporcionou a dois de seus companheiros, “os quais foram por ele chamados de filhos”, a responsabilidade de estarem à frente de igrejas e os adverti-os de modo sensato e preciso, dando-lhes direção e instrução, afim de que, eles pudessem ter condições suficientes para se manterem firme nesta obra tão árdua. A Timóteo e a Tito, findando a sua missão neste mundo, Paulo, o Apóstolo dos Gentios, endereçou cartas com diversas admoestações, fortalecendo-os quanto a fé e de como deveriam se portar ante as heresias que assolavam a igreja na época, bem como a cerca da formação daqueles que dariam prosseguimento a obra do Senhor. Estas cartas tão preciosas tanto para seus receptores, como para nós igreja, por conterem mais um tratado de conselhos práticos do que compêndio teológico tem sido conhecidas desde os tempos mais remotos como Epístolas Pastorais.


EPÍSTOLAS PASTORAIS
(AS EPÍSTOLAS A TIMÓTEO E A TITO)


A Primeira e a Segunda Epístolas a Timóteo e a Epístola a Tito foram pela primeira vez chamadas "Pastorais" no século dezoito, por D.N. Bardot (1703), e popularizadas por esse título em 1726, por Paul Anton. Embora estas epístolas não sejam cartas de teologia pastoral, o título serve convenientemente para distinguir as três, como um grupo, de outras cartas escritas por Paulo. Estas epístolas não são manuais de organização eclesiástica, disciplina da igreja, administração eclesiástica ou métodos eclesiásticos. Paulo estava dando instruções para situações históricas reais de duas igrejas, que estavam sob os cuidados de dois ministros que ele conhecia intimamente. Por esta razão, as epístolas são limitadas quanto ao assunto discutido, mas elas contêm princípios que podem ser usados em igrejas de qualquer época e lugar. As três tem tanta coisa em comum, quanto a estilo, doutrina e alusões históricas, que devem ser tratadas como um grupo, da mesma maneira como as Epístolas da Prisão.

Em contraste com a Epístola aos Hebreus, que não traz no texto nenhuma indicação clara do seu autor, estas três epístolas declaram abertamente terem sido escritas pelo apóstolo Paulo. Há evidência externa, primitiva e bastante forte, em apoio disto, não havendo evidência igual contra esse fato. A incerteza de hoje em dia sobre este ponto deve-se inteiramente a considerações internas e teóricas: estas considerações são de pouco proveito, visto não levarem a uma conclusão e apenas criarem hesitação e desconfiança. Embora o seu tema e, ainda mais, o seu vocabulário possam usar-se em argumento contra a possibilidade da autoria de Paulo, nenhum desses raciocínios é decisivo. Muito ainda se pode dizer sobre o outro lado da questão, e muitos eruditos de responsabilidade tem ainda aceitado a autoria paulina.

As próprias epístolas não somente endossam esta atitude, como também exortam com instância que não nos demos a debates que não produzem efeitos satisfatórios, e que não somente não trazem benefícios positivos, como podem servir para minar em alguns a sua fé. (Ver 1Tm 1.4; 6.20-21; 2Tm 2.14-23; Tt 3.9).
Estas epístolas, todavia, apresentam um dos maiores problemas no Novo Testamento. As cartas tem forte apoio externo; não obstante, há muitas peculiaridades internas, em comparação com outras cartas paulinas. Estas peculiaridades são de tal natureza que muitos eruditos bíblicos modernos rejeitam estas cartas como sendo verdadeiramente de Paulo. O estudante que quiser entender estas Cartas Pastorais deve examinar, em detalhes", os problemas envolvidos.

BIBLIOGRAFIA

Introdução ao estudo do Novo Testamento. Hale, Broadus David. Tradução de
Cláudio Vital de Souza. Rio de Janeiro, Junta de Educação
Religiosa e Publicações, JUERP-RJ 1983.

O Novo Comentário da Bíblia. Editado e organizado pelo Prof. F. Davidson, MA, DD.
Colaboradores Rev. A. M. Stibbs, MA, DD Rev. E. F. Kevan, MTh. Editado em português pelo Rev. Dr. Russell P. Shedd, MA, BD, PhD. Edições Vida Nova-SP

Bíblia de Estudo Pentecostal. Antigo e Novo Testamento, Traduzida em português por João Ferreira de Almeida, com referências e algumas variantes. Edição Revista e Corrigida, Ed.1995, Edições CPAD-RJ 2002.

domingo, 10 de janeiro de 2016

SOBRE O ECLIPSE LUNAR (27/09) - Por André Rodrigues


No dia 27/09 do ano passado, ocorreu mais um eclipse e com ele vieram algumas 'dúvidas', 'afirmações', 'presunções', 'suposições' e muito mais... Assim, inserir uma nota no Facebook e desejo compartilhar aqui com vocês.

Em Oséias (profeta que escreveu 715 a.C.), no capitulo 4 e versículo 6 está escrito: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; (...)" (ARC), referindo-se é claro, a Israel. No mesmo livro, agora no capítulo 6 e versículo 3, o mesmo profeta aconselha com veemência que: "Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor; (...)" (ARC). Jesus, em determinado momento de seu ministério foi interrogado por discípulos dos fariseus isto é, discípulos dos doutores da Lei, da época e por herodianos (membros de certo partido político que apoiava a dinastia de Herodes), para responder acerca de questões voltadas a entrega de tributos. Jesus, conhecendo a vossa malícia (diz o texto), pedem-lhes uma moeda e pergunta-lhes então: "...De quem é esta efígie e esta inscrição?", eles respondem! E, automaticamente o Mestre indaga o que bem sabemos: "...Dai, pois a César o que é de César e a Deus, o que é de Deus" (ARC) (este é o cerne do problema: muitos dos que dizem professar a fé, não sabem o que é de Deus).
No decorrer do mesmo episódio diz a Escritura que chegaram a Ele (no mesmo dia) os saduceus (pequena seita judaica composta por sacerdotes ricos e influentes), questionando-O sobre a ressurreição, isto porque (os saduceus defendiam que não haver ressurreição), e, com exemplo totalmente bizarro, entretanto válido no contexto da época, nos qual Jesus lhes respondeu: "...Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus" (ARC). (conferir Mateus 22.15-33).
Esta introdução e a insistência ao chamado para o conhecimento das coisas pertencentes ao Reino de Deus, dar-se ao fato de que alguns incautos indagarem (sem conhecimento algum, que na prática não deveria ser assim), que o fenômeno natural ocorrido na noite/madrugada dos respectivos dias 27 e 28, tinha (ou tem) relação com a profecia de Joel 2.31, que diz: "O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do SENHOR". Pediram, inclusive: Maranata: Ora vem Senhor Jesus! O texto não tem nenhuma alusão ao eclipse e este fenômeno ocorrerá outra vez em 2033 (caso o Senhor não volte, de fato). Verdade é que trata-se de uma profecia que será realmente terrível e ocorrerá literalmente, após a abertura do sexto selo, descrito por João em revelação então lhe outorgada, na ocasião de sua prisão na Ilha de Patmos (onde havia sido exilado por causa de sua fé), inserida no livro do Apocalipse no capítulo 6 e versículo 12: "Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda, como sangue (...)" (ARA). Nesta ocasião, a Igreja já havia sido retirada deste mundo, a muito. Alguns estudiosos da escatologia inclusive aludem e expressam que é exatamente a partir do capítulo 6 do referido livro, onde na ocasião começa-se a abertura dos selos, que dar-se-á, literalmente a inauguração, ou seja, o início da tribulação de sete anos. Portanto, a profecia de Joel, nunca poderia ser associada aos nossos dias, haja vista a Igreja do Senhor (ainda) fazer-se presente nesta terra e sim, aplica-se aos julgamentos que serão estabelecidos aos incrédulos que não participaram do arrebatamento.
Tal esclarecimento torna-se importante para chamar a atenção dos que professam a fé e não se esmeram como deveriam, seguindo atentamente as palavras do apóstolo Pedro em sua primeira epístola que diz: "...antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" [...] e noutro lugar acrescenta: "antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo" (I Pedro 3.15 e II Pedro 3.18 - ARC).


SHEDD, Russell P. Bíblia Shedd. 1997. Editora Vida Nova – SP.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. 2002. CPAD – RJ.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

O CONTEXTO DE JUIZ NO ANTIGO TESTAMENTO - Por André Rodrigues


JUIZ - Aurélio dá uma seguinte definição: “Aquele que tem o poder de julgar”. É exatamente esta a ideia do termo hebraico SHÃPHAT, forma verbal que significa “julgar, livrar, dominar”, entretanto, não é somente usada para aludir a um ato de livramento, mas abrange a um processo por meio do qual a ordem e a lei são mantidas dentro de um grupo. Esta ideia encontra-se veementemente no conceito dos juízes de Israel (Jz 4.4).

A atividade de juiz era judicial e constituía um tipo de governo em Israel. Vine define assim a situação de governo dos juízes de Israel antes de pedirem um rei: “O libertador Militar era o chefe de um exército voluntário conclamado quando havia ameaça de perigo. Nos dias de Samuel, este procedimento provou ser inadequado para Israel. Eles queriam um líder que organizasse e conduzisse um exército parado. Eles pediram a Samuel um rei como tinham as outras nações, um que fosse hábil e treinado na guerra, e cujo sucessor (o filho) também fosse treinado cuidadosamente. 

Como consequência, haveria mais continuidade na liderança”. Se observarmos literalmente não havia “problema” naquela decisão, porém, o foco se havia perdido. Queriam um rei como as outras nações, bem como, organizar através de pagamentos de impostos e recrutamento da nação sob a orientação de um regente (I Sm 8.6-18).

BIBLIOGRAFIA

CORRÊA DE ANDRADE, Claudionor; Dicionário Teológico, 16ª edição/2007, revista e ampliada. CPAD – RJ
BUARQUE DE HOLANDA FERREIRA, Aurélio, Dicionário de Verbetes, século XXI, versão eletrônica 3.0. Editora Nova Fronteira – 1999.
FERNADES, Francisco; PEDRO LUFT, Célso; MARQUES GUIMARÃES, F.; Dicionário Brasileiro Globo, 30° edição/1993, Editora Globo – SP
BOYER, Orlando; Pequena Enciclopédia Bíblica, revista e atualizada/2006, 2ª impressão, Editora Vida – SP
MANUAL BÍBLICO SBB; Tradução de Lailah de Noronha, Barueri – SP Sociedade Bíblica do Brasil/2008.
W. E., Vine; F. UNGER, Merril; WHITE JR., William; Dicionário Vine, 4ª edição/2004, CPAD – RJ
C. STAMPS, Donald; Bíblia de Estudo Pentecostal, revista e corrigida edição de 1995, CPAD – RJ 2002.
NORMAN CHAMPLIN, Russell; MARQUES BENTES, João; Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, vol. 2 D ----- G, 3ª edição/1995, Editora Candeia -SP
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Jesus, deseja te salvar!

Jesus, deseja te salvar!
"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chega a Deus". (Hb 7.24a).

Teologia em Alta

Teologia em Alta
"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça". 2 Timóteo 3:16