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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


segunda-feira, 15 de junho de 2009

A APOSTASIA PESSOAL

Hb 3.12 “Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo”.

A apostasia (gr. apostasia) aparece duas vezes no NT como substantivo (At 21.21; 2Ts 2.3) e, aqui em Hb 3.12, como verbo (gr. aphistemi, traduzido “apartar”).
O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.

(1) Apostatar significa cortar o relacionamento salvífico com Cristo, ou apartar-se da união vital com Ele e da verdadeira fé nEle (ver o estudo FÉ E GRAÇA).
Sendo assim, a apostasia individual é possível somente para quem já experimentou a salvação, a regeneração e a renovação pelo Espírito Santo (cf. Lc 8.13; Hb
6.4,5); não é simples negação das doutrinas do NT pelos inconversos dentro da igreja visível. A apostasia pode envolver dois aspectos distintos, embora relacionados entre si: (a) a apostasia teológica, i.e., a rejeição de todos os ensinos originais de Cristo e dos apóstolos ou dalguns deles (1Tm 4.1; 2Tm 4.3); e (b) a apostasia moral, i.e., aquele que era crente deixa de permanecer em Cristo e volta a ser escravo do pecado e da imoralidade (Is 29.13; Mt 23.25-28; Rm 6.15-23; 8.6-13).

(2) A Bíblia adverte fortemente quanto à possibilidade da apostasia, visando tanto nos alertar do perigo fatal de abandonar nossa união com Cristo, como para nos motivar a perseverar na fé e na obediência. O propósito divino desses trechos bíblicos de advertência não deve ser enfraquecido pela idéia que afirma: “as
advertências sobre a apostasia são reais, mas a sua possibilidade, não”. Antes, devemos entender que essas advertências são como uma realidade possível durante
o nosso viver aqui, e devemos considerá-las um alerta, se quisermos alcançar a salvação final. Alguns dos muitos trechos do NT que contêm advertências são: Mt
24.4,5,11-13; Jo 15.1-6; At 11.21-23; 14.21,22; 1Co 15.1,2; Cl 1.21-23; 1Tm 4.1,16; 6.10-12; 2Tm 4.2-5; Hb 2.1-3; 3.6-8,12-14; 6.4-6; Tg 5.19,20; 2Pe 1.8-11; 1Jo 2.23-25.

(3) Exemplos da apostasia propriamente dita acham-se em Êx 32; 2Rs 17.7-23; Sl 106; Is 1.2-4; Jr 2.1-9; At 1.25; Gl 5.4; 1Tm 1.18-20; 2Pe 2.1,15,20-22; Jd 4,11-13;
(4) Os passos que levam à apostasia são:(a) O crente, por sua falta de fé, deixa de levar plenamente a sério as verdades, exortações, advertências, promessas e ensinos da Palavra de Deus (Mc 1.15; Lc 8.13; Jo 5.44,47; 8.46).
(b) Quando as realidades do mundo chegam a ser maiores do que as do reino celestial de Deus, o crente deixa paulatinamente de aproximar-se de Deus através
de Cristo (4.16; 7.19,25; 11.6).
(c) Por causa da aparência enganosa do pecado, a pessoa se torna cada vez mais tolerante do pecado na sua própria vida (1Co 6.9,10; Ef 5.5; Hb 3.13). Já não
ama a retidão nem odeia a iniqüidade (ver 1.9 nota).
(d) Por causa da dureza do seu coração (3.8,13) e da sua rejeição dos caminhos de Deus (v. 10), não faz caso da repetida voz e repreensão do Espírito Santo (Ef
4.30; 1Ts 5.19-22; Hb 3.7-11).
(e) O Espírito Santo se entristece (Ef 4.30; cf. Hb 3.7,8); seu fogo se extingue (1Ts 5.19) e seu templo é profanado ( 1Co 3.16). Finalmente, Ele afasta-se
daquele que antes era crente (Jz 16.20; Sl 51.11; Rm 8.13; 1Co 3.16,17; Hb 3.14).
(5) Se a apostasia continua sem refreio, o indivíduo pode, finalmente, chegar ao ponto em que não seja possível um recomeço. (a) Isto é, a pessoa que no passado
teve uma experiência de salvação com Cristo, mas que deliberada e continuamente endurece seu coração para não atender à voz do Espírito Santo (3.7-19), continua a pecar intencionalmente (10.26) e se recusa a arrepender-se e voltar para Deus, pode chegar a um ponto sem retorno em que não há mais possibilidade de arrependimento e de salvação (6.4-6; Dt 29.18-21 nota; 1 Sm 2.25 nota; Pv 29.1 nota). Há um limite para a paciência de Deus (ver 1 Sm 3.11-14; Mt 12.31,32; 2 Ts 2.9-11; Hb 10.26-29,31; 1 Jo 5.16). (b) Esse ponto de onde não há retorno, não se pode definir de antemão. Logo, a única salvaguarda contra o perigo de apostasia extrema está na admoestação do Espírito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações ( 3.7,8,15; 4.7).
(6) É próprio salientar que, embora a apostasia seja um perigo para todos os que vão se desviando da fé (2.1-3) e que se apartam de Deus (6.6), ela não se consuma sem o constante e deliberado pecar contra a voz do Espírito Santo (ver Mt 12.31, nota sobre o pecado contra o Espírito Santo).
(7) Aqueles que, por terem um coração incrédulo, se afastam de Deus (3.12), podem pensar que ainda são verdadeiros crentes, mas sua indiferença para com as exigências de Cristo e do Espírito Santo e para com as advertências das Escrituras indicam o contrário. Uma vez que alguém pode enganar-se a si mesmo, Paulo exorta todos aqueles que afirmam ser salvos: "Examinai-vos a vós mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos" (ver 2 Co 13.5 nota).
(8) Quem, sinceramente, preocupa-se com sua condição espiritual e sente no seu coração o desejo de voltar-se arrependido para Deus, tem nisso uma clara evidência de que não cometeu a apostasia imperdoável. As Escrituras afirmam com clareza que Deus não quer que ninguém pereça (2 Pe 3.9; cf. Is 1.18,19; 55.6,7) e declaram que Deus receberá todos que já desfrutaram da graça salvadora, se arrependidos, voltarem a Ele (cf. Gl 5.4 com 4.19; 1 Co 5.1-5 com 2 Co 2.5-11; Lc 15.11-24; Rm 11.20-23; Tg 5.19,20; Ap 3.14-20; note o exemplo de Pedro, Mt 16.16; 26.74,75; Jo 21.15-22).

ARTIGO EXTRÍDO DA BEP

O VINHO NOS TEMPOS DO NOVO TESTAMENTO (1)


Lc 7.33,34 “Porque veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio. Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores.”

VINHO: FERMENTADO OU NÃO FERMENTADO? Segue-se um exame da palavra bíblica mais comumente usada para vinho. A palavra grega para “vinho”, em Lc 7.33, é oinos. Oinos pode referir-se a dois tipos bem diferentes de suco de uva: (1) suco não fermentado, e (2) vinho fermentado ou embriagante. Esta definição apóia-se nos dados abaixo.

(1) A palavra grega oinos era usada pelos autores seculares e religiosos, antes da era cristã e nos tempos da igreja primitiva, em referência ao suco fresco da uva (ver Aristóteles, Metereologica, 387.b.9-13). (a) Anacreontes (c. de 500 a.C.) escreve: “Esprema a uva, deixe sair o vinho [oinos]” (Ode 5). (b) Nicandro (século II a.C.) escreve a respeito de espremer uvas e chama de oinos o suco daí produzido (Georgica, fragmento 86). (c) Papias (60-130 d.C.), um dos pais da igreja primitiva, menciona que quando as uvas são espremidas produzem “jarros de vinho [oinos]” (citado por Ireneu, Contra as Heresias, 5.33.3–4). (d) Uma carta em grego escrita em papiro (P. Oxy. 729; 137 d.C.), fala de “vinho [oinos] fresco, do tanque de espremer” (ver Moulton e Milligan, The Vocabulary of the Greek Testament, p. 10). (e) Ateneu (200 d.C.) fala de um “vinho [oinos] doce”, que “não deixa pesada a cabeça” (Ateneu, Banquete, 1.54). Noutro lugar, escreve a respeito de um homem que colhia uvas “acima e abaixo, pegando vinho [oinos] no campo” (1.54). Para considerações mais pormenorizadas sobre o uso de oinos pelos escritores antigos, ver Robert P. Teachout: “O Emprego da Palavra ‘Vinho’ no Antigo Testamento”. (Dissertação de Th.D. no Seminário Teológico de Dallas, 1979).

(2) Os eruditos judeus que traduziram o AT do hebraico para o grego c. de 200 a.C. empregaram a palavra oinos para traduzir várias palavras
hebraicas que significam vinho (ver o estudo VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO). Noutras palavras, os escritores do NT entendiam que oinos pode referir-se ao suco de uva, com ou sem fermentação.

(3) Quanto a literatura grega secular e religiosa, um exame de trechos do NT também revela que oinos pode significar vinho fermentado, ou não fermentado. Em Ef 5.18, o mandamento: “não vos embriagueis com vinho [oinos]” refere-se ao vinho alcoólico. Por outro lado, em Ap 19.15 Cristo é descrito pisando o lagar. O texto grego diz: “Ele pisa o lagar do vinho [oinos]”; o oinos que sai do lagar é suco de uva (ver Is 16.10 nota; Jr 48.32,33 nota). Em Ap 6.6, oinos refere-se às uvas da videira como uma safra que não deve ser destruída. Logo, para os crentes dos tempos do NT, “vinho” (oinos) era uma palavra genérica que podia ser usada para duas bebidas distintivamente diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não fermentado.

(4) Finalmente, os escritores romanos antigos explicam com detalhes vários processos usados para tratar o suco de uva recém-espremido, especialmente as maneiras de Evitar sua fermentação. (a) Columela (Da Agricultura, 12.29), sabendo que o suco de uva não fermenta quando mantido frio (abaixo de 10 graus C.) e livre de oxigênio, escreve da seguinte maneira: “Para que o suco de uva sempre permaneça tão doce como quando produzido, siga estas instruções: Depois de aplicar a prensa às uvas, separe o mosto mais novo [i.e., suco fresco], coloque-o num vasilhame (amphora) novo, tampe-o bem e revista-o muito cuidadosamente com piche para não deixar a mínima gota de água entrar; em seguida, mergulhe-o numa cisterna ou tanque de água fria, e não deixe nenhuma parte da ânfora ficar acima da superfície. Tire a ânfora depois de quarenta dias. O suco permanecerá doce durante um ano” (ver também Columela: Agricultura e Árvores; Catão: Da Agricultura). O escritor romano Plínio (século I d.C.) escreve: “Tão logo tiram o mosto [suco de uva] do lagar, colocam-no em tonéis, deixam estes submersos na água até passar a primeira metade do inverno, quando o
tempo frio se instala” (Plínio, História Natural, 14.11.83). Este método deve ter funcionado bem na terra de Israel (ver Dt 8.7; 11.11,12; Sl 65.9-13).
(b) Outro método de impedir a fermentação das uvas é fervê-las e fazer um xarope. Historiadores antigos chamavam esse produto de “vinho” (oinos). O Cônego Farrar (Smith’s Bible Dictionary, p. 747) declara que “os vinhos assemelhavam-se mais a xarope; muitos deles não eram embriagantes”. Ainda, O Novo Dicionário da Bíblia , observa que “sempre havia meios de conservar doce o vinho durante o ano inteiro”.

O USO DO VINHO NA CEIA DO SENHOR. Jesus usou uma bebida fermentada ou não fermentada de uvas, ao instituir a Ceia do Senhor (Mt
26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1Co 11.23-26)? Os dados abaixo levam à conclusão de que Jesus e seus discípulos beberam no dito ato suco
de uva não fermentado.

(1) Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra “vinho” (gr. oinos) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão “fruto da vide” (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira.

(2) Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Êx 12.14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de seor (Êx 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era freqüentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era proibido (Êx 12.19; 13.7). Deus dera essas leis porque a fermentação simbolizava a corrupção e o pecado (cf. Mt 16.6,12; 1Co 5.7,8). Jesus, o
Filho de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17). Logo, teria cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.

(3) Um intenso debate perpassa os séculos entre os rabinos e estudiosos judaicos sobre a proibição ou não dos derivados fermentados da videira durante a Páscoa. Aqueles que sustentam uma interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras hebraicas, especialmente Êx 13.7, declaram que nenhum vinho fermentado devia ser usado nessa ocasião.

(4) Certos documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não fermentado na Páscoa era comum nos tempos do NT. Por exemplo: “Segundo os Evangelhos Sinóticos, parece que no entardecer da quinta-feira da última semana de vida aqui, Jesus entrou com seus discípulos em Jerusalém, para com eles comer a Páscoa na cidade santa; neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa Ceia instituído naquela ocasião por Ele, como memorial, seria o pão asmo e o vinho não fermentado do culto Seder” (ver “Jesus”. The Jewish Encyclopaedia, edição de 1904. V.165).

(5) No AT, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.9 nota). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus do novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).

(6) O valor de um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade espiritual. Logo, assim como o pão representava o corpo puro de Cristo e tinha que ser pão asmo (i.e., sem a corrupção da fermentação), o fruto da vide, representando o sangue incorruptível de Cristo, seria melhor representado por suco de uva não fermentado (cf. 1Pe 1.18,19). Uma vez que as Escrituras declaram explicitamente que o corpo e sangue de Cristo não experimentaram corrupção (Sl 16.10; At 2.27; 13.37), esses dois elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido nem fermentado.

(7) Paulo determinou que os coríntios tirassem dentre eles o fermento espiritual, i.e., o agente fermentador “da maldade e da malícia”, porque Cristo é a
nossa Páscoa (1Co 5.6-8). Seria contraditório usar na Ceia do Senhor um símbolo da maldade, i.e., algo contendo levedura ou fermento, se
considerarmos os objetivos dessa ordenança do Senhor, bem como as exigências bíblicas para dela participarmos.

ARTIGO EXTRAÍDO DA BEP

sábado, 6 de junho de 2009

O VINHO NOS TEMPOS DO ANTIGO TESTAMENTO

Nm 6.3 “de vinho e de bebida forte se apartará; vinagre de vinho ou vinagre de bebida forte não beberá; nem beberá alguma beberagem de uvas; nem uvas frescas nem secas comerá.”

PALAVRAS HEBRAICAS PARA “VINHO”. De um modo geral, há duas palavras hebraicas traduzidas por “vinho” na Bíblia.

(1) A primeira palavra, a mais comum, é yayin, um termo genérico usado 141 vezes no AT para indicar vários tipos de vinho fermentado ou não-fermentado(ver Ne 5.18, que fala de “todo o vinho [yayin]” = todos os tipos). (a) Por um lado, yayin aplica-se a todos os tipos de suco de uva fermentado (Gn 9.20,21; 19.32-33; 1Sm 25.36,37; Pv 23.30,31). Os resultados trágicos de tomar vinho fermentado aparecem em vários rechos do AT, notadamente Pv 23.29-35 (ver a próxima seção). (b) Por outro lado, yayin também se usa com referência ao suco doce, não-fermentado, da uva. Pode referir-se ao suco fresco da uva espremida. Isaías profetiza: “já o pisador não pisará as uvas [yayin] nos lagares” (Is 16.10); semelhantemente, Jeremias diz: “fiz que o vinho [yayin] acabasse nos lagares; já não pisarão uvas com júbilo” (Jr 48.33). Jeremias até chama de yayin o suco ainda dentro da uva (Jr 40.10, 12). Outra evidência que yayin, às vezes, refere-se ao suco não-fermentado da uva temos em Lamentações, onde o autor descreve os nenês de colo clamando às mães, pedindo seu alimento normal de “trigo e vinho” (Lm 2.12). O fato do suco de uva não-fermentado poder ser chamado “vinho” tem o respaldo de vários eruditos. A Enciclopédia
Judaica (1901) declara: “O vinho fresco antes da fermentação era chamado yayin-mi-gat [vinho de tonel] (Sanh, 70a)”. Além disso, a Enciclopédia Judaica (1971) declara que o termo yayin era usado para designar o suco de uva em diferentes etapas, inclusive “o vinho recém-espremido antes da fermentação.” O Talmude Babilônico atribui ao rabino Hiyya uma declaração a respeito de “vinho [yayin] do lagar” (Baba Bathra, 97a). E em Halakot Gedalot consta: “Pode-se espremer um cacho de uvas, posto que o suco da uva é considerado vinho [yayin] em conexão com as leis do nazireado” (citado por Louis Ginzberg no Almanaque Judaico Americano, 1923). Para um exame de oinos, o termo equivalente no grego do NT, à palavra hebraica yayin.

(2) A outra palavra hebraica traduzida por “vinho” é tirosh, que significa “vinho novo” ou “vinho da vindima”. Tirosh ocorre 38 vezes no AT; nunca se refere à bebida fermentada, mas sempre ao produto não-fermentado da videira, tal como o suco ainda no cacho de uvas (Is 65.8), ou o suco doce de uvas recém-colhidas (Dt 11.14; Pv 3.10; Jl 2.24). Brown, Driver, Briggs (Léxico Hebraico-Inglês do Velho Testamento) declaram que tirosh significa “mosto, vinho fresco ou novo”. A Enciclopédia Judaica (1901) diz que tirosh inclui todos os tipos de sucos doces e mosto, mas não vinho fermentado”. Tirosh tem “bênção nele” (Is 65.8); o vinho fermentado, no entanto, “é escarnecedor” (Pv 20.1) e causa embriaguez (ver Pv 23.31 nota).

(3) Além dessas duas palavras para “vinho”, há outra palavra hebraica que ocorre 23 vezes no AT, e freqüentemente no mesmo contexto — shekar, geralmente traduzida por “bebida forte” (e.g., 1Sm 1.15; Nm 6.3). Certos estudiosos dizem que shekar, mais comumente, refere-se a bebida fermentada, talvez feita de suco de fruto de palmeira, de romã, de maçã, ou de tâmara. A Enciclopédia Judaica (1901) sugere que quando yayin se distingue de shekar, aquele era um tipo de bebida fermentada diluída em água, ao passo que esta não era diluída. Ocasionalmente, shekar pode referir-se a um suco doce, não-fermentado, que satisfaz (Robert P. Teachout: “O Uso de Vinho no Velho Testamento”, dissertação de doutorado em Teologia, Seminário Teológico
Dallas, 1979). Shekar relaciona-se com shakar, um verbo hebraico que pode significar “beber à vontade”, além de “embriagar”. Na maioria dos casos, saiba-se que quando yayin e shekar aparecem juntos, formam uma única figura de linguagem que se refere às bebidas embriagantes.

A POSIÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO SOBRE O VINHO FERMENTADO. Em vários lugares o AT condena o uso de yayin e shekar como bebidas fermentadas. (1) A Bíblia descreve os maus efeitos do vinho embriagante na história de Noé (Gn 9.20-27). Ele plantou uma vinha, fez a vindima, fez vinho embrigante de uva e bebeu. Isso o levou à embriaguez, à imodéstia, à indiscrição e à tragédia familiar em forma de uma maldição imposta sobre Canaã. Nos tempos de Abraão, o vinho embriagante contribuiu para o incesto que resultou em gravidez nas filhas de Ló (Gn 19.31-38). (2) Devido ao potencial das bebidas alcoólicas para corromper, Deus ordenou que todos os sacerdotes de Israel se abstivessem de vinho e doutras bebidas fermentadas, durante sua vida ministerial. Deus considerava a violação desse mandamento suficientemente grave para motivar a pena de morte para o sacerdote que a cometesse (Lv 10.9-11). (3) Deus também revelou a sua vontade a respeito do vinho e das bebidas fermentadas ao fazer da abstinência uma exigência para todos que fizessem voto de nazireado (ver a próxima seção). (4) Salomão, na sabedoria que Deus lhe deu, escreveu: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio” (Pv 20.1 nota). As bebidas alcoólicas podem levar o usuário a zombar do padrão de justiça estabelecido por Deus e a perder o autocontrole no tocante ao pecado e à imoralidade. (5) Finalmente, a Bíblia declara de modo inequívoco que para evitar ais e pesares e, em lugar disso, fazer a vontade de Deus, os justos não devem admirar, nem desejar qualquer vinho fermentado que possa embriagar e viciar (ver Pv 23.29-35 notas).

OS NAZIREUS E O VINHO. O elevado nível de vida separada e dedicada a Deus, dos nazireus, devia servir como exemplo a todo israelita que quisesse assim fazer (ver Nm 6.2 nota). Deus deu aos nazireus instruções claras a respeito do uso do vinho. (1) Eles deviam abster-se “de vinho e de bebida forte” (6.3; ver Dt 14.26 nota); nem sequer lhes era permitido comer ou beber qualquer produto feito de uvas, quer em forma líquida, quer em forma sólida. O mais provável é que Deus tenha dado esse mandamento como salvaguarda ante a tentação de tomar bebidas inebriantes e ante a possibilidade de um nazireu beber vinho alcoólico por engano (6.3-4). Deus não queria que uma pessoa totalmente dedicada a Ele se deparasse com a possibilidade de embriaguez ou de viciar-se (cf. Lv 10.8-11; Pv 31.4,5). Daí, o padrão mais alto posto diante do povo de Deus, no tocante às bebidas alcoólicas, era a abstinência total  (6.3-4).

(2) Beber álcool leva, freqüentemente, a vários outros pecados (tais como a imoralidade sexual ou a criminalidade). Os nazireus não deviam comer nem beber
nada que tivesse origem na videira, a fim de ensinar-lhes que deviam evitar o pecado e tudo que se assemelhasse ao pecado, que leva a ele, ou que tenta a pessoa a cometê-lo. (3) O padrão divino para os narizeus, da total abstinência de vinho e de bebidas fermentadas, era rejeitado por muitos em Israel nos tempos de Amós. Esse profeta declarou que os ímpios “aos nazireus destes vinho a beber” (ver Am 2.12 nota). O profeta Isaías declara por sua vez: “o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos do vinho, desencaminham-se por causa da bebida forte, andam errados na visão e tropeçam no juízo. Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia; não há nenhum lugar limpo” (Is 28.7,8). Assim ocorreu, porque esses dirigentes recusaram o padrão da total abstinência estabelecido por Deus (ver Pv 31.4,5 nota). (4) A marca essencial do nazireado — i.e., sua total consagração a Deus e aos seus padrões mais elevados — é um dever do crente em Cristo (cf. Rm 12.1; 2Co 6.17; 7.1). A abstinência de tudo quanto possa
levar a pessoa ao pecado, estimular o desejo por coisas prejudiciais, abrir caminho à dependência de drogas ou do álcool, ou levar um irmão ou irmã a tropeçar, é tão necessário para o crente hoje quanto o era para o nazireu dos tempos do AT (ver 1Ts 5.6 nota; Tt 2.2 nota;).

ARTIGO EXTRAÍDO DA BEP

CÉSARES, VISÃO GERAL

O que está implícito num nome? Como governante de uma nação, seu nome pode significar poder, prestígio, riquezas e honra. Na Rússia, o nome do governante foi durante um tempo "Czar". Na Alemanha, era "Kaiser". Roma chamava seu governante de "Caesar", do nome de Júlio César (100-44 AC). Doze Césares reinaram durante o período do Novo Testamento, mas somente seis deles vieram da linhagem de Júlio. Dentre os nomes citados no Novo Testamento, César Augusto decretou o censo que trouxe José e Maria a Belém antes do nascimento de Jesus (Lucas 2:1) e Tibério César reinou durante o tempo de João Batista (Lucas 3:1). O livro de Atos menciona Nero (Atos 25:11-12, 21).

IMPERADORES DA LINHAGEM DE CÉSAR

JÚLIO CÉSAR (100-44 AC)

Júlio tinha poderes imperiais, mas nunca teve o título de imperador. Roma foi uma república (na realidade, uma aristocracia) por quase quinhentos anos. Seus cidadãos odiavam a idéia de um monarca e Júlio César declinou do cargo para ser politicamente correto. Mas reinou como um ditador numa república que foi morta na prática se não em princípio. Esperando em vão revivê-la e temendo as ambições do império de César, um grupo de republicanos conspirou seu assassinato. César foi morto em 15 de março (44 AC), quando entrava no Senado Romano. Embora a conspiração tenha sido bem sucedida, seu propósito fracassou. Na guerra civil que se seguiu, seu sobrinho-neto Otaviano saiu-se vencedor e em 31 AC se tornou o primeiro imperador romano.

AUGUSTO (63 AC-14 DC)
Reinou de 31AC a 14 DC. Augusto, título que significa "aquele que é exaltado", foi dado a Otaviano, sobrinho-neto de Júlio César, em 27 AC.

Otaviano não possuía o brilhantismo militar de seu tio-avô, mas tinha talento para acabar com a rivalidade e manter a paz, o que o povo imediatamente apoiou. Durante seu reinado, a cultura romana gozou de um período de ouro, especialmente na arquitetura e na literatura. Augusto fundou a Guarda Pretoriana, a guarda de honra particular do imperador formada por nove mil soldados. Originalmente com a função de assegurar a posição do imperador, mais tarde essa guarda se tornou tão influente que podia independentemente depor ou eleger um imperador sem a confirmação do Senado.
O título Augusto reflete o costume de adoração do imperador parcialmente iniciado no reinado de Júlio César, que se autodeclarava "o deus invencível" e "o pai dos patriarcas".

Quando assumiu o trono, Augusto se dedicou a reorganizar seu império. Por causa do caos em que prevalecia nas províncias, encarregou-se de reestruturar a política econômica e financeira. Embora citado somente uma vez no Novo Testamento, César Augusto é famoso pelo censo que decretou em todas as províncias antes do nascimento de Jesus (Lucas 2:1). Há poucas informações sobre aquele censo, mas Lucas relatou que o primeiro censo aconteceu quando Jesus nasceu. O segundo ocorreu no ano 6 DC e resultou num levante instigado por Judas da Galiléia (Atos 5:37).

TIBÉRIO (42 AC-37 DC; reinou de 14 a 37 DC).

Tibério Cláudio Nero se tornou enteado de Otaviano aos quatro anos, quando sua mãe, Lívia, se divorciou de seu pai para se casar com o futuro imperador. Tibério foi feito co-regente de Augusto no ano 13 DC e o sucedeu no ano seguinte. Quando se tornou imperador, mudou seu nome para Tibério César Augusto.

Tibério não teve uma vida fácil. Forçado por seu padrasto, fez um mau casamento. O Senado Romano sempre se opunha a ele. Retirou-se para a ilha de Capri e deixou em seu lugar Sejano, um prefeito romano, que secretamente intentou matá-lo. Descoberta a tempo a conspiração, Tibério mandou executá-lo. A despeito disso, seu reinado foi marcado por sabedoria, inteligência, prudência e comprometimento. Continuou a política de seu predecessor de lutar pela paz e segurança. No ano 26 DC, presumivelmente antes de se afastar do governo, indicou Pôncio Pilatos para governador da Judéia. Reportando-se diretamente ao imperador, Pilatos poderia ser imediatamente afastado de suas funções se notícias de distúrbios ou reclamações feitas pelos judeus chegassem ao conhecimento de Tibério. Conseqüentemente, Pilatos desejou agradar as autoridades judaicas durante o julgamento de Jesus. Os judeus acusavam Jesus de se proclamar rei, o que implicava numa rivalidade com o imperador. Quando Pilatos julgou Jesus inocente da acusação e intentou libertá-lo (João 18:33-38), os judeus insistiram que não poderia fazer aquilo e permanecer amigo de César (João 19:12). Se absolvesse Jesus, eles insinuavam, ele se arriscava a perder o apreço do imperador. Por causa dos crimes cometidos contra os judeus, Pilatos sabia que eles poderiam cumprir sua ameaça, resultando na sua demissão. Assim, rendendo-se ao comando deles, condenou Jesus à crucificação.

Tibério César é mencionado somente uma vez no Novo Testamento. O Evangelho de Lucas afirma que João Batista começou seu ministério no 15º ano do reinado de Tibério César, quando Pôncio Pilatos era governador da Judéia (Lucas 3:1).

Depois desses, Roma teve ainda diversos imperadores que se destacaram e influenciaram na expansão do Cristianismo de várias maneiras. Dentre eles:

Calígula (12-41 AC; reinou de 37-41 DC);
Cláudio (10 AC - 54 DC, reinou de 41-54 DC);
Nero (37-68 DC, reinou de 54-68 DC);
Galba (3 AC-69 DC, reinou de 68-69 DC);
Vespasiano (9-79 DC, reinou de 69-79 DC);
Tito (39-81 DC, reinou de 79-81 DC);
Domício (51-96 DC, reinou de 81-96 DC);
Trajano (53-117 DC, reinou de 98-117DC);
Dioclécio (245-313 DC, reinou de 284-305DC);
Constantino, o Grande (272 ou 273-337 DC, reinou de 306-337DC).

ARTIGO EXTRAÍDO DA ILÚMINA

DIÁSPORA DOS JUDEUS, O QUE SIGNIFICA?

A Diáspora se refere à dispersão do povo judeu de Israel para outras terras. Isto ocorreu porque os judeus foram obrigados a deixar sua terra natal devido a guerras, cativeiro ou outras perseguições. Esse fato também é conhecido como Dispersão. A palavra significa semeadura ou dispersão e também exílio. Ela ocorre duas vezes no Novo Testamento (Tiago 1:1; I Pedro 1:1), ambas se referindo a judeus cristãos vivendo fora da Palestina como resultado de várias dispersões na História de Israel. Algumas vezes Diáspora se refere ao povo exilado, outras vezes ao local do exílio.
MAIORES DIÁSPORAS

Do fim do oitavo século AC em diante, a história dos judeus foi marcada por diversas grandes dispersões.
DIÁSPORA DO REINO DO NORTE

Depois da morte de Salomão, seu reino se dividiu em dois. O reino do norte de Israel mergulhou na idolatria e imoralidade (II Reis 17:14-18). Jeroboão, o primeiro rei do Israel dividido, estabeleceu um padrão de abandono da fé. O Velho Testamento lembra sempre que os reis subseqüentes "não se apartaram dos pecados de Jeroboão" (10:31; 13:11; 14:24; 15:9, 18,24,28, 29). A Assíria conquistou o reino do Norte em 722 AC. Mais de 27.000 israelitas foram levados para o exílio, como tinha sido predito (II Reis 17:23). Estabeleceram-se em cidades próximas ao Rio Eufrates e na terra dos Medas, regiões da antiga Ásia. Por sua vez, os assírios das cidades circunvizinhas à Babilônia colonizaram Israel (17: 6,24).

DIÁSPORA DO REINO DO SUL
O reino do sul de Judá foi exilado para o leste, na Babilônia, e para o sul, no Egito. Nabucodonozor, rei da Babilônia, capturou os judeus em diversas viagens de 605 AC até a queda de Jerusalém em 596 AC. A primeira expedição à Babilônia tomou os tesouros do templo e do palácio. Isso incluía "seus príncipes, todos os homens valentes, e todos os artífices e ferreiros, ao todo dez mil; ninguém ficou senão o povo pobre da terra" (II Reis 24: 12-14; II Crônicas 36:10; Jeremias 52:29-30). Um ano depois uma segunda expedição atacou o rebelde rei judeu Zedequias e seus filhos (II Reis 25: 1, 6-7; Jeremias 52: 4-11). No 19° ano do reinado de Nabucodonozor, a Babilônia atacou Judá novamente. Nessa época o templo e o palácio do rei foram destruídos, e os muros da cidade derrubados. Com exceção das pessoas mais pobres, todos foram levados cativos (II Reis 25:8-21; Jeremias 52:12-16).
No século VI AC, Joanã, um judeu, pensou que podia escapar de Nabucodonozor fugindo para o Egito. Ele obrigou Jeremias e um grupo de judeus a irem com ele. Fixaram-se em

Migdol, Tafnes e Mênfis. Contudo, os babilônios os perseguiram e dominaram o Egito. Muitos judeus foram executados lá (Jeremias 43:5-44:30). Registros de posse de propriedades e um altar sugerem que uns poucos sobreviventes do exílio estabeleceram colônias permanentes no Egito (Isaías 19:18-19).

OUTRAS DIÁSPORAS
O rei egípcio Ptolemy I (323-285 AC) capturou muitos judeus e os levou para o Egito por volta de 300 AC. Esses exilados povoaram Alexandria. Depois disso, a cidade ficou famosa como um centro de erudição tanto grego quanto judeu. Grandes grupos de judeus foram também enviados da Babilônia para a Frígia e Lídia por Antíoco III (o Grande) da Síria (223 - 187 AC). Os romanos enviaram um grupo considerável de judeus para Roma. O general romano Pompeu tomou muitos deles como escravos no primeiro século AC.

Os judeus se espalharam amplamente. No livro de Atos, Lucas listou visitantes de Jerusalém: partos, medas, elamitas, povos da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto, a província da Ásia, Frígia, Panfília e Egito. A relação ainda incluía as regiões da Líbia na direção de Cirene, visitantes de Roma (tanto judeus como convertidos ao judaísmo), cretas e árabes (Atos 2:9-11). Aqueles judeus "da Diáspora" estavam em Jerusalém para celebrar a Festa de Pentecostes.

Outras comunidades judaicas se localizaram nas cidades da Macedônia visitadas pelo apóstolo Paulo. Nas suas viagens missionárias visitou judeus em Tessalônica, Beréia e Corinto (Atos 17:1, 10; 18:2-4). Por volta de 50 DC, Cláudio, imperador romano, ordenou que todos os judeus saíssem de Roma (18:2). Estima-se que na época do nascimento de Jesus havia na Palestina de quatro a seis milhões de judeus. A população dispersa era muitas vezes maior do que a da Palestina. Comunidades com mais de um milhão floresciam na Ásia Menor, Mesopotâmia e Alexandria. Hoje, mesmo com uma nação constituída, o número de judeus que vivem fora de Israel é superior ao dos que vivem lá.

A despeito da sua dispersão, judeus de várias diásporas mantêm uma união básica com os judeus palestinos através de várias práticas.

1. As grandes festas nacionais - Páscoa, Colheita e Tabernáculos (Êxodo 23:12-17; Deuteronômio 16: 1-17) - continuaram a ser observadas por todo o mundo.

2. A taxa usada para a manutenção do templo (Êxodo 30:11-16) foi coletada em comunidades judaicas estrangeiras mesmo depois que o templo foi destruído.

3. Os judeus de todo o mundo reconheceram a autoridade do Sinédrio (o conselho religioso judaico) sobre eles.

ASPECTOS POSITIVOS

No exílio os judeus procuraram abandonar a adoração de ídolos que os havia afastado de Deus. O exílio os levou a fundar sinagogas como lugares para adoração e instrução. Os judeus de Alexandria, Egito, traduziram o Velho Testamento para o grego, naquele tempo a língua internacional.

Do ponto de vista cristão, a rede de comunidades judaicas dispersas teve um significado especial. Elas proporcionaram bases importantes para a expansão do Cristianismo para o mundo gentio que as cercava. Assim, Deus usou as dispersões para trazer o Evangelho aos gentios (Romanos 1:11-15; I Coríntios 10:11-12).

Finalmente, as artes, ciências e humanidades foram grandemente enriquecidas pelos judeus espalhados pela cultura ocidental. Poucos povos suportaram tantos prejuízos étnicos como os judeus. Contudo deram ao mundo recompensas culturais e excelência em muitas áreas. A igreja de Jesus Cristo se tornou um "novo Israel" e uma "raça eleita" (I Pedro 2:9). Mas o testemunho da história e da Escritura indica que Deus ainda tem um único interesse nos judeus.

ARTIGO EXTRAÍDO DA ILÚMINA

quinta-feira, 4 de junho de 2009

LUTERO, MARTINHO (1483-1546) PAI DA REFORMA ALEMÃ






VISÃO GERAL

Há alguns anos atrás, quando as pessoas começaram a listar as pessoas mais importantes do segundo milênio, Martinho Lutero se encontrava no topo ou quase no topo da maioria das listas. Ele simplesmente mudou o mundo, se atrevendo a desafiar a corrupção da igreja católica romana e dando início a uma reforma social política e espiritual.

EBULIÇÃO DO PROBLEMA

Em 1517, Lutero foi despertado quando bem perto de onde ele estava John Tetzel, pregou uma indulgência aonde uma teologia crua foi acompanhada por um materialismo crasso. Lutero rapidamente protestou desenhando noventa e cinco teses para debate, as quais ele colou na porta da igreja em outubro 31, 1517. Quando foi traduzido e altamente circulado, essas teses causaram uma explosão de sentimentos contra a igreja que acabou com a indulgência. Em conseqüência disso a teologia de Lutero não podia mais passar desapercebida e ele sofreu imediatamente pressões eclesiásticas.

RECONSTRUINDO UMA RELIGIÃO

Espalhar a reforma às paróquias formava uma parte essencial da reconstrução. Lutero viu claramente a necessidade por educação e publicou um apelo a escolas cristão em 1524, trabalhou com Melanchthon num plano para educação popular nas instruções para a visitação a Saxon em 1528 e pregou aos pais sobre mandar os seus filhos a escola em 1530. Tanto a instrução espiritual como a secular era necessária para curar a ignorância predominante no fim da Idade Média. Para ajudar os pastores a proverem isso, Lutero compôs uma obra chamada Large Catechism em 1528 e depois a mais famosa chamado de Small Catechism em 1529. Mais adiante ele fez uma exposição simples sobre o credo, a oração do Senhor, os dez mandamentos e os dois sacramentos. Ele também ofereceu formas de confissão, orações para hora da manhã e para a noite e para antes das refeições. Para suprir mais pastores e professores hábeis para a paróquia ele apoiou Melanchthon nas reformas universitárias, especialmente nas faculdades teológicas.

LEGADO

Essa figura humana tinha dons extraordinários. Talvez a coisa mais notável dele era a sua versatilidade. Sem ao menos ser um lingüístico excepcional ele tinha o domínio da linguagem bíblica. Esse domínio seguia de mãos dadas com um discernimento teológica raro. Lutero conseguia enxergar a fundo as perguntas teológicas e expressáva-se com uma originalidade e força impressionante. Lutero contribuiu mais do que a vasta maioria de dogmáticos para a teologia verdadeira. No entanto, Lutero não era nenhum acadêmico ou teorista teológico. Preocupações teológicas e pastorais o levaram a atacar as indulgências que derrubaram o sistema medieval. A sua habilidade lingüística produziu uma das melhores traduções bíblicas de todos os tempos. A sua combinação de conhecimento bíblico com a simplicidade gráfica de declaração e de realidade vital de fé fez dele um pregador eminente e efetivo. Por trás de tudo, é claro, tinha a sinceridade de uma pessoa que fora trazida a essa missão não por especulação abstrata mas pela realidade do pecado, graça, perdão e fé. Os seus trabalhos são todos vibrantes e desafiadores, pois eles não vieram somente do estudo, mas da vida e ação.

Lutero fez um trabalho que provavelmente nenhum outro poderia ter feito. Ele fez porque ele tinha a combinação necessária de aprendizado, discernimento, caráter e fé.

ARTIGO EXTRAÍDA DA ILÚMINA

O QUE É UMA HERESIA?

Heresia é qualquer ensino que se afasta dos ensinamentos normais de uma tradução religiosa. Em particular, isto se refere a grupos dentro do Cristianismo que ignoram alguns de seus elementos básicos - tal como a idéia de que Cristo foi divino. A palavra grega (hairesis), que literalmente significa "escolha", é usada no Novo Testamento para designar uma seita ou facção, Por exemplo, os saduceus eram uma seita dentro do Judaísmo (Atos 5:17), assim como eram os fariseus (15:5). Quando inicialmente muitos judeus creram que Jesus de Nazaré era o Messias, eram conhecidos como "a seita dos Nazarenos" (24:5). Em cada um desses versos, a palavra hairesis não é usada para insultar - ela significa meramente uma seita, um pequeno grupo dissidente que se separou do Judaísmo. Depois que a igreja cresceu e se desenvolveu, qualquer grupo faccioso dentro de uma igreja local foi chamado de heresia - isto é, era uma seita que detinha certas opiniões contrárias às verdades estabelecidas pelos apóstolos. Em vista disso, Paulo disse à igreja em Corinto que seitas deveriam se desenvolver entre eles como uma forma de separar o falso do verdadeiro (I Corintios 11:19).
Eventualmente, a palavra "heresia" veio a significar o ensino particular que causava a separação de alguns do Cristianismo ortodoxo. Assim, Pedro exortava os cristãos sobre vários falsos mestres que tentariam demover os fiéis com seus ensinos heréticos (II Pedro 2:1). Na era moderna, eta é a forma como a palavra "heresia" é normalmente entendida;
é incomum e/ou falso ensinamento aquele que prejudica a fé de certos fiéis e também causa facções distintas dentro da igreja. Algumas heresias famosas incluem o Gnosticismo, a perda de um corpo de idéias que normalmente incluem o ensino de que um ser maligno criou o mundo físico; Docetismo, que ensinava que Cristo não era humano de verdade; e muitas outras, frequentemente tendo a ver com a identidade de Cristo ou com a Trindade (dois tópicos muito polêmicos na história da igreja).

ARTIGO EXTRAÍDO DA ILÚMINA
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"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chega a Deus". (Hb 7.24a).

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"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (2Tm 3:16).