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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A CONSOLIDAÇÃO DA DOUTRINA DOS OFÍCIOS NA HISTÓRIA - Por André Rodrigues

Aqui, passaremos a desenvolver a ideia desses ofícios na história. Os reformados[1] costumam falar de três ofícios com relação à obra de Cristo[2]. Berkhof (2004, p. 327) diz-nos que “Calvino[3] foi o primeiro a reconhecer a importância de distinguir os três ofícios do Mediador e chamar a atenção para isto num capítulo específico das suas Instituta[4]”. Entretanto, não deixa de fazer menção de que os chamados primeiros Pais da Igreja ressaltavam esses diferentes ofícios na pessoa de Jesus[5]. Temos, por exemplo, o testemunho de Euzébio de Cesaréia, “Pai da História Eclesiástica (263-340) ‘que’ propôs-se a escrever desde os primórdios da Igreja Cristã até os seus dias” (ANDRADE, 2007, p. 382), o qual disserta sobre o conhecimento dos hebreus referente aos ofícios de Cristo desta forma:

Deve-se saber que, entre os hebreus, o nome de Cristo[6] não era ornamento apenas dos que estavam investidos do sumo sacerdócio e eram ungidos simbolicamente com óleo preparado, mas também dos reis, que eram ungidos pelos profetas por inspiração divina e faziam deles imagem de Cristo, pois efetivamente estes reis já levavam em si mesmos a imagem do poder real e soberano do único e verdadeiro Cristo, Verbo divino, que reina sobre todas as coisas. Além disso, a tradição nos faz saber igualmente que também alguns profetas foram convertidos em Cristo, figuradamente, por meio da unção com óleo, de forma que todos estes fazem referência ao verdadeiro Cristo, o Verbo divino e celestial, único sumo Sacerdote do universo, único rei de toda a criação e, entre os profetas, único sumo Profeta do Pai. Prova disto é que nenhum dos que antigamente foram ungidos simbolicamente: nem sacerdotes, nem reis, nem profetas, possuíam tão alto poder de virtude divina como está demonstrado que possuía Jesus, nosso Salvador e Senhor, o único e verdadeiro Cristo. (EUSÉBIO DE CESARÉIA, 2005, p. 23, grifo meu).


Essa pode ser uma das mais importantes declarações históricas a esse respeito. Retornando, porém, ao período da Reforma, diz-se que não era unânime a concepção dos três ofícios na pessoa de Jesus. Berkhof ressalta que nem todos os teólogos Luteranos[7] declaravam a existência dos três ofícios, mas distinguiam somente dois, fazendo uma junção do ofício profético ao sacerdotal. Contudo, a tríplice distinção consolidou-se como aceita no âmbito comum da teologia, mesmo não havendo concretização quanto à importância desses ofícios e quanto à relação mútua entre eles (2004, p. 327). Esse pensamento acerca do reconhecimento de apenas dois dos ofícios perdurou com os Socinianos[8].

Os Socinianos, na verdade, reconheciam só dois ofícios: Cristo agiu como profeta na terra, e age como rei no céu. Apesar de falarem também de Cristo como sacerdote, incluíam subordinadamente a Sua obra sacerdotal em Sua obra real e, portanto, não reconheciam o Seu saderdócio terreno. (IBIDEM).

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