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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

RESUMO EXPOSITIVO DE INTRODUÇÃO AO NOVO TESTAMENTO - Por André Rodrigues

INTRODUÇÃO

Há alguma divergência, quanto ao uso do termo Novo Testamento. A expressão vem do latim “Novum Testamentum” que por sua vez, derivou-se do termo grego “Diathéke”, que é comumente aplicado com significado diferente daquele expresso no latim.

CONTEÚDO CRONOLÓGICO

Temos o conhecimento de que toda a cronologia bíblica é incerta, portanto, não poderia ser diferente no Novo Testamento. O período de compilação dos livros inspirados do mesmo foi de aproximadamente meio século, e fixou-se sem ordem cronológica, sendo organizado de acordo com os fatos.

O MUNDO POLÍTICO

O mundo político na visão histórica do Novo Testamento divide-se em pelo menos quatro partes: Persa, Grego, Macabeu e Romano.
• Período Persa – No término do Antigo Testamento, os judeus estavam sob o domínio dos persas, que tinham como imperador Ciro, que havia subjugado o reino da Babilônia, em 539 a.C., Ciro, o Imperador, decretou o restabelecimento dos judeus para a sua terra natal e este evento deu-se em três períodos distintos: ICr. 36.22,23/Ed.1.1,3,7 etc. Foi no período persa que se estabeleceu a reorganização do culto no Templo, a instrução do povo acerca da Lei e a reconstrução dos muros de Jerusalém. O governo persa durou até que Alexandre, o Grande, se apoderou do império no ano 333 a.C.

• Período Grego – Com o reino persa subjugado por Alexandre e seu exército, iniciou-se aos judeus um período muito triste. Os judeus não eram de acordo que os estrangeiros dominassem seu país e agora já com o restabelecimento do ofício sacerdotal, o sumo sacerdote passou a liderar a vida política e religiosa da nação por ser ele o representante de Deus no país. Isso ocorreu no período em que os Macabeus promoveram a independência civil e religiosa, mesmo a nação vivendo sob domínio estrangeiro. Depois que Alexandre morreu, não havia herdeiro para a substituição do trono, tinha apenas um filho que na época era muito novo para o ofício e foi assassinado no ano 310 a.C. O reino grego foi dividido entre os quatro generais de Alexandre: Ptolomeu, Celêuco, Lisímaco e cassandro. Cada um desses generais ocupou lugares de destaque, lutando para exercer o domínio sobre todo o império deixado por Alexandre.

• Período Macabeu – O período Macabeu durou entre 165-37 a.C. e foram marcadas por constantes lutas contra o sistema pagão, que por sua vez, atribuíram à nação judaica algumas proibições e obrigações a fim de eles absorvessem a herança pagã na sua forma de culto e cultura. O desbravador dessas lutas contra o sistema pagão foi Matatias que era sacerdote, este promoveu rebelião contratais atrocidades. Matatias morreu de velhice e a revolta perdurou com seus filhos, onde Judas “O Martelo”, foi o de maior destaque por vencer as guerras contra o exército inimigo, na base da oração e na confiança em Deus.
• Período Romano – A conquista de Roma a Jerusalém deu-se no ano 63 a.C., pelo general romano Pompeu. Neste período o sumo sacerdote perde a sua autoridade civil ficando responsável apenas por atividades religiosas.
Antípater foi o primeiro administrador da Judéia enviado por Roma, foi apoiado por Hircano II, irmão de Aristóbolo que foi preso com sua família e levado a Roma. Após o assassinato de Antípater, seu filho Herodes, o Grande, assumiu a liderança, formando após ele uma disnatia que ficou conhecida como “Dinastia dos Herodes”, formada por: Herodes, o Grande, que reinou de 37-4 d.C., Arquelau, de 4-6d.C., Herodes Antipas de 4-39 d.C, este é o mais mencionado nos evangelhos, Agripa I reinou de 37-44 d.C. e Agripa II de 50-100d.C.

A ESTRUTURA SOCIAL, INTELECTUAL E ECONÔMICA DO NOVO TESTAMENTO

A estrutura social – A sociedade judia, ademais as diferenças financeiras, vivia de modo razoavelmente justo, haja vista, a lei que regia a nação, havia pobre e a grande riqueza era concentrada entre os sacerdotes e rabinos.
Já nas sociedades pagãs a desigualdade social era bastante abrangente devido as guerras e outros motivos tais como a venda de suas propriedades ao Estado.
A classe média nesta época foi extinta. Os pobres cada vez mais aumentavam com o trabalho escravo. A população escrava na época era maior que a população livre, três eram as causas de seu nascedouro, guerras, dívidas e por nascimento. Não eram necessariamente pessoas de níveis inferiores, havia escravos que tinham formação de até doutores.

A contribuição intelectual – Pouco impacto intelectual foi deixado pelo império romano, as contribuições são mais acentuadas nas obras e edificações por eles deixadas, entretanto, alguns elementos podem ser citados como contribuição intelectual que são a música e o teatro usados para promover diversão, também os idiomas latim, grego e o aramaico, com suas diferentes funções, além do hebraico que mesmo com grande semelhança com o aramaico era usado pelos religiosos judeus da época. A ciência herdada dos gregos, e uma pouca educação que era desenvolvida por escravos letrados denominados Paidagogos, que instruíam as crianças basicamente em leitura, escrita e aritmética, mais tarde alguns estudaram oratória. Os que possuíam poder aquisitivo alto estudavam em Atenas, Tarso ou Alexandria.

A situação econômica – Da mesma forma como hoje a situação é difícil, na época do Novo Testamento, também. Havia uma moeda, indústria com mão de obra escrava, comércio bancário, sistema de transporte rodoviário e fluvial que facilitava tanto o acesso a outros lugares, bem como o transporte de cargas.

A INFLUÊNCIA RELIGIOSA DAS NAÇÕES

As nações romanas e gregas, mesmo sendo pagãs, contribuíram fortemente para a aceitação do evangelho no mundo, os romanos com o governo e os gregos com a intelectualidade deram lugar a nova “religião”.
O Politeísmo era a cultura própria das religiões antigas. Roma foi e ainda é uma das maiores colecionadoras dessas divindades, que em tempos passados gozavam de comportamentos absurdos a ponto de cada lugar ter seu próprio deus, e o indivíduo que mudasse de lugar deveria aderir agora o deus daquele outro.
Posteriormente Roma com o propósito de unificação do império implanta o culto imperial, onde o imperador recebia atribuições divinas e o povo era conduzido a obediência e sujeição no império, esta herança foi herdada dos gregos, porém, havia aqueles que faziam oposição como os judeus e os cristãos que não dobravam-se aos caprichos da veneração ao imperador eram penalizados por perseguições.
Além do politeísmo havia também as religiões de mistérios que foram um grande impasse para a disseminação do cristianismo.
Já na filosofia manteve-se a questão do saber. Herdada dos gregos a filosofia sempre buscou respostas que fundamentassem suas perguntas, mas o único que pôde satisfazer as respostas foi Jesus que as respondia num sentido completo.

A CONTRIBUIÇÃO RELIGIOSA DOS JUDEUS

Nem Roma, nem Grécia com seus sistemas estabelecidos que fossem estabelecidos que eram o politeísmo da primeira e a sabedoria da segunda, teve espaço para o plano Divino em redimir a humanidade como os judeus. Este povo deixou com seu exemplo a marca pela qual era notório que a salvação vinha deles, senão vejamos: O monoteísmo, crença em um único Deus; A Lei mosaica, que continham ensinamentos observados a risca; O Antigo Testamento, com suas profecias e ensinos atraindo muitos ao Judaísmo, por sua seriedade; e por fim a Esperança Messiânica, aonde viria um Rei e unificaria novamente as tribos, esta esperança foi vivida pela revolta provocada pelos Macabeus.

O Judaísmo pós-exílico – Após o sofrimento dos judeus no exílio, algumas mudanças foram efetuadas a fim de melhorar a qualidade de vida dos judeus, foram criadas sinagogas, como instituição civil e religiosa do povo e como um lugar para o estudo da Lei; Estabeleceram a lei como regra de fé e prática e constituição do Estado, passando a observá-la mais rigorosamente.
Havia no Judaísmo também algumas facções, que eram as seguintes: Os Escribas, os doutos da Lei, interpretando-as ao povo nas sinagogas; Os Fariseus, que quer dizer “separar, separatistas”, não aceitava influências gregas e dentre outras coisas guardavam a Lei com bastante rigor; Os Saduceus, por serem poderosos politicamente (com o poder dado pelas nações estrangeiras), eram responsáveis pela parte religiosa da nação; e por fim Os Essênios, que se destacavam por seus comportamentos puritanos, eram os fatalistas da época, viviam distanciados da sociedade com o temor de se contaminar, praticavam ferrenhas abstinências e possuíam seus próprios ritos de purificação. Quando havia algum habilitado a se tornar um “Essênio”, devia submeter-se a um período de experiência para então ser recebido no grupo.

A VIDA DE JESUS

É absolutamente impossível negar a não estadia de um judeu por nome de Jesus na história. Além de conter um registro de informação nos evangelhos, que sem dúvida são a fonte mais segura e concreta, Jesus é destacado por vários historiadores que em testemunho secular fazem menção de seu nome e atos. Muito embora estas testemunhas sejam de fundamental importância, como mencionado acima, os Evangelhos, fornece-nos a base do Cristianismo autêntico, por descrever com precisão as etapas da vida de Jesus, que são: Os primeiros anos de Sua vida, Seu batismo, a tentação, o episódio da transfiguração, a crucificação e morte, a última páscoa, Sua agonia no Getsêmane, o julgamento perante a cúpula do sinédrio, o julgamento civil, a crucificação, a ressurreição e a Sua volta gloriosa ao céu, chamada de ascenção. Esses elementos constituem uma riqueza de informações acerca deste homem que mudou o curso da humanidade.

ENSINOS DE JESUS

“E, maravilharam-se de sua doutrina, porque ensina com autoridade e não como os escribas”.
Os ensinamentos de Jesus estão em sua maioria registrados nos Evangelhos e alguns outros e no restante do Novo Testamento. Jesus ensinava usando o mesmo método usado pelos rabinos da época, mas o diferencial estava na precisão das palavras, bem como em sua autoridade. Os métodos usados mais comumente por Ele eram as parábolas, leitura e explanação, perguntas e respostas, debates, objetividade, Jesus era singular. O principal tema desenvolvido por Jesus, independentemente do método usado, fora o Reino de Deus.

OS MILAGRES DE JESUS

Dentre inúmeros milagres cometidos por Cristo faze-se menção em número de 36 ações miraculosas. Desde o princípio de sua existência humana Jesus foi constituído de modo miraculoso, sendo gerado pelo Espírito Santo e nascendo de uma virgem, seu ministério foi marcado por muitos milagres desde os que ele realizava com o intuito de atrair as mentes e os corações à revelação de sua própria pessoa bem como, os que o Pai realizou em alguma circunstância de seu ministério como a morte, ressurreição e ascensão por exemplo.

INTRODUÇÃO AOS EVANGELHOS

O termo grego significa “boas novas”, e é aplicado aos ensinos de Jesus como também aos livros que trazem seus ensinos. Cada um dos quatro evangelhos possuem características semelhantes, sendo três deles denominados sinópticos (contemplar juntos), e outro que difere em algum aspecto, mantendo, contudo a mesma essência.
O primeiro dos evangelhos seguindo a ordem bíblica é o de Mateus, datado até 70 d.C. Este discípulo era a princípio um publicano, cobrador de impostos de Roma. O propósito de sua escrita era o de apresentar Jesus como Rei dos Judeus, a quem o livro foi endereçado.
O segundo dos evangelhos é o de Marcos, datado entre 65-68 d.C. Escreveu aos romanos com o propósito de demonstrar o poder sobre-humano de Jesus. Sua principal fonte foi o apóstolo Pedro, e possivelmente algum outro documento.
O terceiro foi o evangelho de Jesus segundo Lucas, datado antes do ano 60 d.C, e é sem dúvida o mais rico em detalhes por ser um tratado de pesquisa foi apresentado pelo então “médico amado” e companheiro de viagens do apóstolo Paulo. Usou mão de fonte de Marcos e de outros documentos particulares. O propósito do autor na escrita era o de demonstrar Jesus como o Homem Ideal.
E por fim o evangelho de Jesus por João, filho de Zebedeu e é o último sobrevivente do grupo dos apóstolos segundo a tradição cristã. Foi escrito provavelmente entre 90/100 d.C e é possível que tenha sido em Éfeso. O propósito de sua escrita é o de que todos venham ao conhecimento de que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus.

Por André Rodrigues

BIBLIOGRAFIA

• Apostila da disciplina de Novo Testamento I, produzida pela Prof° Joseli e publicada pela ESTEADEB - PE

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