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André Rodrigues de Almeida (mais conhecido com André Rodrigues), nascido em 12/10/1982, na Cidade de Jaboatão dos Guararapes, no Estado de Pernambuco. É Teólogo formado pela - Escola de Teologia das Assembléias de Deus no Brasil - ESTEADEB. Foi aluno laureado no ano de 2010, e publicou o Trabalho de Conclusão de Curso pela Editora Nossa Livraria (Editora e Comércio de Livros Jurídicos Ltda), no Estado de Pernambuco no início do ano de 2011 com o Tema: O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei.

É escritor, articulista e criador de conteúdos em (Teologia em Alta, Benfica RelógiosSkinni Jeans e Leitura Saudável), além do grupo de compras e vendas (Rapidão Negociação) no Facebook. Escreve publicações voltadas para a teologia em: Teologia em Alta e no Leitura Saudável, dispõe de assuntos diversos, frases, pensamentos e comenta política cotidiana.


quarta-feira, 4 de julho de 2012

QUAL A DIFERENÇA ENTRE AS PALAVRAS CRISTO E MESSIAS - Por André Rodrigues





Entendemos que, a partir deste momento, faz-se necessário tratarmos acerca da etimologia das palavras Cristo e Messias de forma mais profunda. É notória a aparente diferença entre esses termos. Não é comum para nós o uso do segundo, em relação ao primeiro. Porém ambos os termos possuem o mesmo significado, só que em idiomas diferentes. Cristo é a forma grega de Messias, que provém do aramaico e hebraico. Na prática, a real diferença está ligada a sua aplicação. A expressão Christos, traduzida na LXX no Antigo Testamento, é entendida como “aquele que fora ungido”. A mesma palavra no Novo Testamento aplica-se a Jesus, o Filho de Deus, como um adjetivo, qualificando-o como O Ungido por excelência.  Já a palavra Messias, usada no Antigo Testamento, é assim definida pelo escritor:


[...] palavra, usada como o título oficial da figura central da esperança judaica, é um produto do judaísmo posterior. Seu uso, naturalmente é validado pelo NT, mas o termo se encontra apenas por duas vezes no AT (Dn 9.25,26) (DOUGLAS, Et all, 2006, p. 860, 861).





 E no Novo Testamento indica:




O termo hebraico mashiah ou aramaico meshiha’ é por duas vezes transliterado para o grego na forma de messias (Jo 1.41, 4.25, e em ambas estas passagens o termo recebe a interpretação christos). Em outros lugares o termo se representa pelo grego christos (“ungido”, adjetivo verbal derivado de chrio “ungir”), o qual é transliterado em português por “Cristo”. Entretanto, visto que no uso moderno, “Cristo” é praticamente um nome alternativo ou adicional de Jesus, e não sugere imediatamente seu sentido original, há versões que frequentemente traduzem o vocábulo christos por “Messias”, onde o sentido original é claramente requerido. [...] O Messias é Jesus de Nazaré [...] (DOUGLAS, Et All, 2006, p. 867, 868).    



Desse modo, podemos observar que as diferenças encontram-se somente nas aplicações em ambos os Testamentos. É coerente a explicação de outros expoentes que concordam com o autor acima e assim definem o termo Messias:


O termo hebraico mashiah significa ungido e vem de uma raiz hebraica que significa untar. A Septuaginta traduziu essa palavra pelo vocábulo grego christós, ungido. Essa palavra grega foi transliterada para o português, Cristo, em vez de ser traduzida, para Ungido. Assim, o Cristo ou o Ungido, cumprem as expectações e simbolismo do ato de ungir. Essa palavra, referindo-se ao esperado Messias, é um produto do judaísmo posterior, ainda que desde tempos bem remotos, entre os hebreus, encontramos indicações simbólicas. Somente por duas vezes, em todo o Antigo Testamento, essa palavra é usada como um título oficial. Ver Dan. 9:25,26. O conceito messiânico, pois, embora tivesse tido início no Antigo Testamento, (como no livro de Isaías, onde não é usada a palavra hebraica específica), teve prosseguimento durante o período intertestamentário, nos livros apócrifos e pseudepígrafos. [...] A palavra grega Crhistós, ungido, é de uso freqüente no Novo Testamento. Aparece por nada menos de quinhentas e sessenta e nove vezes ali (CHAMPLIN, 1995, vol. 4, p. 241, grifo do autor).



É possível percebermos a ausência de complexidade entre os dois termos. Contudo, essa explicação é, como dissemos, necessária. Depois de delinearmos a situação apresentada, abre-se um precedente para desenvolvermos algum comentário sobre a  manifestação da unção.




Artigo extraído de: RODRIGUES, André. O Tríplice Ofício de Cristo: Profeta, Sacerdote e Rei. 2011, Editora Nossa Livraria - PE


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