terça-feira, 13 de março de 2012

O BEZERRO NAS ESCRITURAS

BEZERRO, עגל. O filhote da espécie do boi. Há menção freqüente na Escritura de bezerros, porque comumente se faziam uso deles nos sacrifícios. O “bezerro cevado,” mencionado em vários lugares, como em 1Sm 28.24, e Lc 15.23, era engordado em estábulo, com especial referência a um festival particular ou sacrifício extraordinário. Os “novilhos dos nossos lábios,” mencionados em Os 14.2, significam os sacrifícios de louvor que os cativos da Babilônia dedicavam a Deus, não estando mais em condições de oferecer sacrifícios em seu templo. A Septuaginta traduz como “frutos dos lábios;” e sua leitura é seguida pela Síriaca, e pelo apóstolo aos Hb 13.15.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A RELEVÂNCIA DOS DÍZIMOS E OFERTAS A LUZ DA TEOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO - Por André Rodrigues





   Dízimos e ofertas é um assunto de importância sui generi. Diversas são as especulações quando o que está em pauta é a doação de algo. No Pacto passado era prática comum a de ofertas e dízimos. Setecentos anos antes da instituição da lei mosaica propriamente dita, Abrão depois da batalha com os reis, deu dízimo dos despojos  ao sacerdote-rei de Salém, Melquisedeque, que por sua vez, era reconhecido como “Sacerdote do Deus-Altíssimo”. As ofertas alçadas, ou seja, voluntárias, eram depositadas tanto quanto os dízimos, para fins específicos. Halley acentua que havia naquela dispensação pelo menos três tipos característicos de dízimo: “o dízimo levítico, o dízimo para as festas e, de três em três anos os dízimos para os pobres” (2001, p. 132). “A décima parte dos produtos da terra e do aumento dos rebanhos e das manadas devia ser dada a Deus; é isto que é chamado de dízimo (Gn 14.20; 28.22; Lv 27. 30-32; Nm 18.21-28 etc.)” (HALLEY, 2001, p. 131).

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

PAGANISMO E POLITEÍSMO


 
 
A cristianização da sociedade romana, após o edito de Milão no ano 313, fez com que as religiões politeístas ficassem restritas às pequenas aldeias rurais que eram chamadas de "Pagus". Desde então os cristãos passaram a chamar de pagãos a todos aqueles que ainda conservavam o politeísmo.
Em seu verdadeiro sentido, o termo paganismo designa as religiões politeístas (religiões que adoram vários deuses e divindades) e seu modelo cultural. 

O termo pagão surgiu nos últimos tempos do Império Romano, mas o conceito em que se baseia provém do judaísmo.
 
Os hebreus estabeleciam uma nítida divisão entre o povo Judeu (eleito por Deus para receber os mandamentos), e os gentios, que posteriormente seriam denominados pagãos. A distinção não era étnica ou política, mas fundamentalmente religiosa; os gentios eram "os povos que não conhecem Jeová". O povo de Israel era o depositário das promessas de Deus, mas as nações poderiam também alcançar essas promessas com o ingresso na comunidade religiosa de Israel. O judaísmo alexandrino foi particularmente aberto nesse sentido, como mostra a tradução grega da Bíblia. 

Os primeiros cristãos herdaram dos judeus a idéia de que a salvação estava reservada aos que pertenciam ao povo de Deus, mas na medida em que se estenderam pela Anatólia, Grécia e Roma, acentuaram o sentido religioso dessa pertinência. "Os que são pela fé, são filhos de Abraão" escreveu aos gálatas Paulo, que se proclamava apóstolo dos gentios, enviado para evangelizar as nações -- porque os caminhos de Deus levariam à salvação final de todas elas, reunidas com Israel no povo de Deus.

Por extensão, o termo paganismo se aplica também ao estilo de vida das pessoas que não aceitam a existência de um único Deus criador de todas as coisas, cujo paradigma pode ser a sociedade greco-romana e, de certo modo, algumas sociedades que emergiram após os movimentos renascentistas. Essa "religião dos pagãos" - segundo a expressão do historiador hispânico Paulo Orosio (século V) - caracteriza-se por conceber deuses segundo o padrão, necessidades e desejos humano. Deuses sujeitos às mesmas vicissitudes, paixões e fraquezas de homens e mulheres. Deuses sem coerência teológica ou norma moral bem definida e objetiva.

No Brasil, também chama-se pagão todo aquele que não foi batizado. 



Artigo extraído de http://www.renascebrasil.com.br/f_paganismo2.htm

domingo, 1 de janeiro de 2012

O QUE QUER DIZER MALDITO?

MALDITO, nas Escrituras, significa aquilo que é separado ou dedicado. Com relação a pessoas, denota o isolamento ou separação de alguém da comunhão da igreja, do número dos vivos, ou dos privilégios da sociedade, e também a dedicação de um animal, cidade, ou outra coisa à destruição. Anátema era uma espécie de excomunhão entre os judeus, e era freqüentemente praticada após terem perdido o poder da vida e da morte, contra aqueles que, de acordo com a lei mosaica, tinham que ter sido executados. Um criminoso, depois que a sentença de excomunhão era pronunciada, se tornava anátema, e eles tinham uma firme convicção de que a sentença não seria em vão, mas que Deus interferiria para punir o ofensor de uma maneira similar à pena da lei de Moisés. Um homem, por exemplo, que a lei condenava que fosse apedrejado, seria, criam eles, morto pela queda de uma pedra sobre ele. Um homem a ser enforcado seria sufocado. E alguém que a lei sentenciava às chamas, seria queimado em sua casa, etc. Maranata, um palavra siríaca, que significa venha Senhor, foi acrescentada à sentença, para expressar sua convicção de que o Senhor Deus viria vingar-se dessa culpa que eles, em suas posições, não tinham o poder de punir, 1Co 16.22.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

30 DE NOVEMBRO

                         30 de Novembro Dia do Teólogo

O dia 30 de Novembro foi instituído como sendo o dia do Teólogo, pela LEI Nº 4.504 de Janeiro, em 1991. Em todo Brasil essa data é marcada por comemorações e atividades alusivas ao estudioso das religiões. Mas, afinal, o que é um Teólogo?
Teólogo é aquele que procura tornar a religião um saber racional, no caso, um saber chamado “teologia” (estudo de Deus: teo = Deus; logia = estudo). Sua atitude diante da religiosidade é quase sempre objetiva, um paradoxo, uma vez que a religião em si e mais precisamente a fé tem caráter subjetivo.
Embora o teólogo possa ser um religioso, é preciso diferenciar. Uma coisa é ter fé, outra é estudar os fenômenos da fé. Para o primeiro caso, basta crer, acreditar num dogma ou numa doutrina como verdade a ser vivida. No outro, esta mesma fé será interpretada, relativizada e, conseqüentemente, racionalizada.
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"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chega a Deus". (Hb 7.24a).

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"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça" (2Tm 3:16).