Dízimos e ofertas é um assunto de importância
sui generi. Diversas são as
especulações quando o que está em pauta é a doação de algo. No Pacto passado
era prática comum a de ofertas e dízimos. Setecentos anos antes da instituição
da lei mosaica propriamente dita, Abrão depois da batalha com os reis, deu
dízimo dos despojos ao sacerdote-rei de
Salém, Melquisedeque, que por sua vez, era reconhecido como “Sacerdote do
Deus-Altíssimo”. As ofertas alçadas, ou seja, voluntárias, eram depositadas
tanto quanto os dízimos, para fins específicos. Halley acentua que havia
naquela dispensação pelo menos três tipos característicos de dízimo: “o dízimo
levítico, o dízimo para as festas e, de três em três anos os dízimos para os
pobres” (2001, p. 132). “A décima parte dos produtos da terra e do aumento dos rebanhos
e das manadas devia ser dada a Deus; é isto que é chamado de dízimo (Gn 14.20;
28.22; Lv 27. 30-32; Nm 18.21-28 etc.)” (HALLEY, 2001, p. 131).
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
PAGANISMO E POLITEÍSMO
A cristianização da sociedade romana, após o
edito de Milão no ano 313, fez com que as religiões politeístas ficassem
restritas às pequenas aldeias rurais que eram chamadas de "Pagus".
Desde então os cristãos passaram a chamar de pagãos a todos aqueles que
ainda conservavam o politeísmo.
Em seu verdadeiro sentido, o termo paganismo designa
as religiões politeístas (religiões que adoram vários deuses e
divindades) e seu modelo cultural.
O termo pagão surgiu nos últimos tempos do Império Romano, mas o conceito em que se baseia provém do judaísmo.
Os hebreus estabeleciam uma nítida divisão entre o
povo Judeu (eleito por Deus para receber os mandamentos), e os gentios,
que posteriormente seriam denominados pagãos. A distinção não era étnica
ou política, mas fundamentalmente religiosa; os gentios eram "os povos
que não conhecem Jeová". O povo de Israel era o depositário das
promessas de Deus, mas as nações poderiam também alcançar essas
promessas com o ingresso na comunidade religiosa de Israel. O judaísmo
alexandrino foi particularmente aberto nesse sentido, como mostra a
tradução grega da Bíblia.
Os primeiros cristãos herdaram dos judeus a idéia de que a salvação estava reservada aos que pertenciam ao povo de Deus, mas na medida em que se estenderam pela Anatólia, Grécia e Roma, acentuaram o sentido religioso dessa pertinência. "Os que são pela fé, são filhos de Abraão" escreveu aos gálatas Paulo, que se proclamava apóstolo dos gentios, enviado para evangelizar as nações -- porque os caminhos de Deus levariam à salvação final de todas elas, reunidas com Israel no povo de Deus.
Por extensão, o termo paganismo se aplica também ao estilo de vida das pessoas que não aceitam a existência de um único Deus criador de todas as coisas, cujo paradigma pode ser a sociedade greco-romana e, de certo modo, algumas sociedades que emergiram após os movimentos renascentistas. Essa "religião dos pagãos" - segundo a expressão do historiador hispânico Paulo Orosio (século V) - caracteriza-se por conceber deuses segundo o padrão, necessidades e desejos humano. Deuses sujeitos às mesmas vicissitudes, paixões e fraquezas de homens e mulheres. Deuses sem coerência teológica ou norma moral bem definida e objetiva.
No Brasil, também chama-se pagão todo aquele que não foi batizado.
Artigo extraído de http://www.renascebrasil.com.br/f_paganismo2.htm
domingo, 1 de janeiro de 2012
O QUE QUER DIZER MALDITO?
MALDITO,
nas Escrituras, significa aquilo que é separado ou dedicado. Com
relação a pessoas, denota o isolamento ou separação de alguém da
comunhão da igreja, do número dos vivos, ou dos privilégios da
sociedade, e também a dedicação de um animal, cidade, ou outra coisa à
destruição. Anátema era uma espécie de excomunhão
entre os judeus, e era freqüentemente praticada após terem perdido o
poder da vida e da morte, contra aqueles que, de acordo com a lei
mosaica, tinham que ter sido executados. Um criminoso, depois que a
sentença de excomunhão era pronunciada, se tornava anátema,
e eles tinham uma firme convicção de que a sentença não seria em vão,
mas que Deus interferiria para punir o ofensor de uma maneira similar à
pena da lei de Moisés. Um homem, por exemplo, que a lei condenava que
fosse apedrejado, seria, criam eles, morto pela queda de uma pedra sobre
ele. Um homem a ser enforcado seria sufocado. E alguém que a lei
sentenciava às chamas, seria queimado em sua casa, etc. Maranata, um palavra siríaca, que significa venha Senhor,
foi acrescentada à sentença, para expressar sua convicção de que o
Senhor Deus viria vingar-se dessa culpa que eles, em suas posições, não
tinham o poder de punir, 1Co 16.22.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
30 DE NOVEMBRO
30 de Novembro Dia do Teólogo
O dia 30 de Novembro foi instituído como sendo o dia do Teólogo, pela LEI Nº 4.504 de Janeiro, em 1991. Em todo Brasil essa data é marcada por comemorações e atividades alusivas ao estudioso das religiões. Mas, afinal, o que é um Teólogo?
Teólogo é aquele que procura tornar a religião um saber racional, no caso, um saber chamado “teologia” (estudo de Deus: teo = Deus; logia = estudo). Sua atitude diante da religiosidade é quase sempre objetiva, um paradoxo, uma vez que a religião em si e mais precisamente a fé tem caráter subjetivo.
Teólogo é aquele que procura tornar a religião um saber racional, no caso, um saber chamado “teologia” (estudo de Deus: teo = Deus; logia = estudo). Sua atitude diante da religiosidade é quase sempre objetiva, um paradoxo, uma vez que a religião em si e mais precisamente a fé tem caráter subjetivo.
Embora o teólogo possa ser um religioso, é preciso diferenciar. Uma coisa é ter fé, outra é estudar os fenômenos da fé. Para o primeiro caso, basta crer, acreditar num dogma ou numa doutrina como verdade a ser vivida. No outro, esta mesma fé será interpretada, relativizada e, conseqüentemente, racionalizada.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
O QUE É HERESIA
Heresia é qualquer ensino que se afasta dos ensinamentos normais de uma tradução religiosa. Em particular, isto se refere a grupos dentro do Cristianismo que ignoram alguns de seus elementos básicos - tal como a idéia de que Cristo foi divino.
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"Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chega a Deus". (Hb 7.24a).





