segunda-feira, 26 de abril de 2010

CRUCIFICAÇÃO (SÍNTESE)

VISÃO GERAL

A crucificação era um método de matar pessoas amplamente usado nos tempos primitivos. A vítima era pendurada numa cruz (geralmente feita de traves de madeira) e deixada lá até à morte. A crucificação era uma maneira cruel e dolorosa de morrer, considerada como a mais terrível forma de execução.

A crucificação de Jesus é a mais famosa na História. Jesus permitiu que os romanos o matassem porque assim se cumpria o plano de Deus, trazendo salvação aos pecadores. A morte de Jesus na cruz tornou possível a todos que crêem Nele serem perdoados de seus pecados e aceitos por Deus. O termo "cruz" é também usado na Bíblia de uma maneira simbólica. Jesus o usou para descrever o tipo de sacrifício que seus seguidores deveriam desejar. De forma semelhante, Paulo o usou para simbolizar a morte que ocorre quando um cristão se torna mais e mais semelhante a Cristo.

COMO OS GENTIOS CRUCIFICAVAM AS PESSOAS

Bem antes de Jesus morrer, a crucificação era usada por muitos povos para punir criminosos e inimigos, sendo provavelmente os medas e persas os primeiros a praticá-la. Algumas vezes a pessoa era colocada no alto de uma tora pontiaguda fincada no chão. Noutras era pendurada numa cruz em forma de T ou na forma que a conhecemos hoje.

Os romanos costumavam açoitar severamente a vítima, que em seguida era obrigada a carregar a cruz até o lugar em que ocorreria a crucificação. Lá, era amarrada ou pregada nela, com os pregos atravessando seus pulsos. Levantava-se a cruz , fixando-a num poste vertical. Um cartaz descrevendo o crime era pendurado no seu pescoço ou pregado na cruz.

Seus calcanhares eram algumas vezes pregados no poste vertical e era colocado um pequeno assento ou suporte para os pés, para tornar o sofrimento mais longo. Essa forma de crucificação causava a morte por hemorragia ou asfixia e podia demorar vários dias. Quando queriam apressar a morte, os executores quebravam-lhe as pernas com um cacete. Depois da morte, seu corpo geralmente era deixado na cruz para apodrecer, embora algumas vezes fosse dado aos parentes para sepultá-lo.

COMO OS JUDEUS CRUCIFICAVAM AS PESSOAS

A crucificação é mencionada poucas vezes no Velho Testamento. A Lei diz que se alguém fosse pendurado numa "árvore" (provavelmente numa cruz), o corpo tinha que ser removido antes do cair da noite.A vítima era considerada maldita por Deus e não era permitido que seu corpo contaminasse a terra (Deuteronômio 21:22-23, Gálatas 3:13). Em I Samuel 31: 9-10, lemos que os filisteus cortaram a cabeça do Rei Saul e penduraram seu corpo num muro. Dario, o rei persa, ameaçou pendurar num madeiro todo aquele que alterasse seus decretos (Esdras 6:11). Nos dias de Jesus, os judeus crucificavam as pessoas como os romanos.

A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

A Bíblia nos relata bastante sobre a morte de Jesus na cruz porque foi a razão principal de sua vinda à terra. Por causa de sua morte, seus seguidores podem ser aceitos por Deus. A crucificação e ressurreição de Cristo são os eventos mais importantes registrados na Bíblia.

JESUS PREDIZ SUA MORTE

Em pelo menos três vezes, Jesus disse claramente a seus discípulos que seria morto (Marcos 8:31; 9:31; 10:33-34). Semelhantemente, o evangelho de João menciona três vezes sobre o Filho do Homem (Jesus) ser levantado (João 3;14; 8:28; 12: 32-33) - uma referência à crucificação. E Jesus fez alusão à sua morte nas referências aos assassinatos dos profetas (Mateus 23:29-30; Lucas 13:33), em algumas parábolas (Mateus 22: 1-4; Marcos 12: 1-10) e em seus ensinos sobre a aproximação dos sofrimentos de seus discípulos (Mateus 10: 24-28; Marcos 8: 34-35, João 15: 18-25). A morte de Jesus foi uma parte importante de sua mensagem suprema e Ele queria que o povo compreendesse seu significado.

Pelo menos quatro fatos podem ser aprendidos nos evangelhos sobre a crucificação de Jesus: a "Paixão" de Cristo - seu sofrimento e morte - era a principal parte do plano de Deus para salvar os pecadores; tanto os judeus quanto os romanos tiveram responsabilidade na morte de Jesus; Sua morte seria seguida por Sua ressurreição, o que provaria que tudo que ensinou era verdade; Sua morte era a maneira pela qual entraria na glória eterna.

COMO ACONTECEU A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

Esse relato pode ser lido em Marcos 14:43 - 15:41, Mateus 25: 47 - 27:44, Lucas 22:47 - 23:38) e João 18: 2 - 19: 30). Cada evangelista enfoca aspectos diferentes, complementando-se e abordando de maneira diversa o significado desse fato.

O SIGNIFICADO DA CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO

A morte de Cristo e a ressurreição que se seguiu estão no centro da fé cristã. A crucificação é significativa tanto por causa da pessoa envolvida como pelo que se cumpria com aquela morte. Não é de surpreender, portanto, que os primeiros cristãos falassem incessantemente sobre a crucificação de Cristo.

Os apóstolos que escreveram as cartas do Novo Testamento descreveram a crucificação de Cristo como o cerne do plano de Deus para prover salvação aos pecadores (Gálatas 3:1). Não é somente um fato interessante do passado. A morte de Cristo é algo sobre o qual cada pessoa em qualquer tempo deve tomar uma decisão a respeito. A pergunta é: Você aceita o que Cristo fez na cruz por você, ou não? Dependendo de como a responde, seu destino eterno (céu ou inferno) pende na balança.

Paulo foi um dos que escreveu com freqüência sobre a crucificação e um aspecto que enfatizava era o poder da cruz. A crucificação era uma maneira humilhante de morte. Era ofensiva tanto para os gregos que amavam a filosofia quanto para os judeus que se concentravam em obedecer às leis religiosas. Mas a morte de Cristo pela crucificação era especial no sentido em que revelava o poder de Deus para ressuscitá-Lo dos mortos e remover a culpa dos pecadores (I Coríntios 1:17 - 2:5).

Paulo prosseguiu explicando como a crucificação é a chave para o relacionamento direto com Deus. Somos pecadores e o pecado deve ser punido. Mas Jesus tomou sobre si a culpa de nossos pecados e morreu em nosso lugar (Romanos 4:25). Na cruz Ele recebeu o castigo que nós merecemos. Entretanto, quando nos comprometemos com Ele, uma mudança acontece porque recebemos a santidade de Cristo. Aos olhos de Deus nos tornamos perfeitos e podemos ser admitidos em Sua presença. Os teólogos usam palavras como "expiação", "redenção", propiciação" e "justificação" para descrever esse processo. Mas, crer em Cristo não é o fim da vida cristã. É mais do que isso. A morte de Cristo é vista como um modelo para a nossa conduta (Mateus 10:38; 16:24; Marcos 8:34; Lucas 9:23: 14:27). Como Jesus carregou sua cruz para o Calvário nas redondezas de Jerusalém, também devemos "carregar nossa cruz". Assim como Jesus morreu na cruz, assim cada um deve morrer para o seu ego.

Quando escolhemos seguir a Jesus, devemos desejar abandonar todo o lado pecador de nosso velho estilo de vida. Tornar-se cristão é como ser crucificado e ressuscitar, espiritualmente falando. Passamos a ter uma nova vida e não podemos voltar para a anterior. Morremos para a nossa velha pessoa. Paulo disse que o cristão é "crucificado com Cristo" e assim "não sou mais eu que vivo" (Gálatas 2:20).

FONTE: ILÚMINA

sábado, 17 de abril de 2010

ARÃO, O SACERDOTE









VISÃO GERAL

Arão era irmão de Moisés. Ele foi também o primeiro Sumo-Sacerdote de Israel. No Velho Testamento Arão falou por Moisés, começando no Egito quando este confrontou Faraó. Era assistente de Moisés durante o êxodo dos Israelistas do Egito. Três anos mais velho que Moisés, tinha 83 anos quando ambos confrontaram Faraó pela primeira vez. (Êxodo 7:7). A irmã deles, Miriam (Números 26:59), deve ter sido a filha mais velha. Atuou como mensageira quando o bebê Moisés foi achado pela filha de Faraó. (Êxodo 2:1-9)

VIDA FAMILIAR

Arão e sua esposa, Eliseba, tiveram quatro filhos (Êxodo 6:23). Todos seguiram seus passos, tornando-se sacerdotes em Israel (Levítico 1:5). Dois deles, Nadabe e Abiú, violaram as instruções de Deus. O sacrifício que ofereceram não foi agradável a Deus e em consequência morreram queimados. (Levítico 10:1-5) O sacerdócio então foi passado aos seus dois irmãos, Eleazar e Itamar. Estes também não seguiram fielmente os mandamentos de Deus (Levítico 10:6-20).

Arão foi um personagem importante no Êxodo, em parte porque era irmão de Moisés. Quando Deus escolheu Moisés, tentou evitar que, por causa de um problema na fala, o líder de Israel ficasse numa situação constrangedora. Deus reconheceu em Arão o dom da oratória e disse a Moisés que Arão falaria por ele. Porém, algumas vezes, Arão fez mal uso de suas habilidades de líder, como quando ajudou o povo a construir um ídolo para adoração no deserto enquanto Moisés se demorava no encontro com Deus no Monte Sinai.

ARÃO NO EGITO

No início da vida de Arão, o povo hebreu era escravo no Egito. Moisés tinha sido apresentado como egípcio por uma das filhas de Faraó. Mas ele fugiu para o deserto de Midiã depois de matar um escravo egípcio que espancava um hebreu (Êxodo 2:11-12). Quando Deus chamou Moisés de volta para libertar o seu povo (Êxodo 3-4), chamou também Arão para encontrar Moisés no deserto(Êxodo 4:27). Depois de tantos anos de exílio, Moisés era um estranho para seu povo. Assim, Arão fez contato com os anciãos de Israel por ele. (Êxodo 4:29-31). Quando Moisés e Arão foram encontrar o Faraó, Deus falou ao líder egípcio através dos dois para que libertasse os israelitas (Êxodo 5:1) . Ao invés disso, Faraó tornou a vida dos escravos hebreus ainda mais difícil. Entretanto, Deus começou a mostrar o Seu poder para o governante egípcio através de uma série de milagres (Êxodo 5-12) . Deus operou os três primeiros milagres através de Arão, usando uma vara (provavelmente um cajado usado pelos pastores de ovelhas). Havia mágicos no palácio de Faraó que faziam truques semelhantes. Depois que Deus mandou sobre todo o Egito a praga das moscas, os encantadores egípcios admitiram a derrota e disseram "Isto é o dedo de Deus!" (Êxodo 8:19) Então Deus mandou mais pragas através de Moisés. A desgraça final foi a morte de todos os primogênitos egípcios. Arão estava com Moisés (Êxodo 12:1-28) quando Deus lhe revelou como redimiria os israelitas que tivessem os lares devidamente identificados. Deus pouparia seus filhos na noite em que as crianças egípcias morressem. Aquele evento era a origem da festa da Páscoa ainda hoje observada pelos judeus. (Êxodo 13:1-16).

LIDERANÇA NO DESERTO

Deus guiou os israelitas em segurança e destruiu os perseguidores egípcios. Arão ajudou Moisés a conduzir o povo na sua longa peregrinação pelo deserto e a viagem para a Terra Prometida (Êxodo 16:1-6). Mais tarde, lutando contra o exército de Amaleque, Arão ajudou a sustentar os braços de Moisés erguidos em oração para manter as bênçãos de Deus (Êxodo 17:8-16). Embora Moisés conduzisse os israelitas, Arão era visto como um importante líder (Êxodo 18:12). Deus o chamou para estar com Moisés quando lhe deu a lei no Monte Sinai (Êxodo 19:24). Arão foi um dos que ratificaram a lei de Deus no Livro da Aliança (Êxodo 24:1-8). Arão subiu com esses líderes em direção ao monte santo. Ele teve a visão do Deus de Israel (Êxodo 24:9-10). Arão e Hur ficaram cuidando do povo enquanto Moisés estava com Deus no alto do monte (Êxodo 24:13-14). Foi aí que os problemas começaram. Moisés esteve ausente por quase um mês. Num momento de fraqueza, Arão cedeu ao apelo do povo por um ídolo para adorar. Ele fundiu algumas peças de ouro para fazer a estátua de um bezerro (Êxodo 32:1-4). Inicialmente, Arão pensou que estava fazendo algo agradável a Deus (Êxodo 32:1-4). Mas perdeu-se o controle da situação e uma festa selvagem e pecaminosa aconteceu em redor do ídolo (Êxodo 32:6). Deus estava irado a ponto de destruir o povo, mas Moisés intercedeu por ele. Ele lembrou a Deus Sua promessa de multiplicar a descendência de Abraão (Êxodo 32:7-14). Moisés estava furioso com a imoralidade e idolatria. Mas Arão lançou a culpa do ocorrido sobre o povo, sem admitir a sua própria culpa (Êxodo 32:21-24). Os idólatras foram punidos com a morte (Êxodo 32:25-28) e toda a terra com uma praga (Êxodo 32:35). Arão não foi punido. Moisés disse que Arão estava em grande perigo, mas foi poupado porque Moisés orou por ele. (Deuteronômio 9:20).

No segundo ano de peregrinação no deserto, Arão ajudou Moisés a realizar um censo para contar o povo (Números 1:1-3,17-18). Mais tarde Arão teve inveja de Moisés por sua posição de liderança. Ele e Miriam, sua irmã, começaram a conspirar contra ele, embora Moisés fosse o homem mais humilde na face da terra (Números 12:1-4). A ira de Deus sobre eles foi aplacada pela oração de Moisés. Miriam sofreu pelo seu pecado (Números 12:5-15). Arão novamente escapou da condenação. Com Moisés, enfrentou uma rebelião em Cades-Barnéia. (Números 14:1-5) e com ele permaneceu numa outra rebelião posterior. (Números 16). Os israelitas quase se revoltaram de novo em Meribá. Deus acusou Moisés e Arão de não terem acreditado na Sua palavra e negou-lhes a entrada na Terra Prometida (Números 20:1-12).

Artigo extraido da Ilúmina

quarta-feira, 7 de abril de 2010

CHARLES FIINEY - (1792-1875)




Charles Finney (1792-1875)

A Bíblia relata uma infinidade de situações usadas por Deus para manifestar Sua vontade e Sua presença. A conversão de um dos maiores pregadores avivalistas de todos os tempos, o americano Charles Grandison Finney (1792-1875), não chega a ser “estarrecedora” se comparada, por exemplo, ao episódio narrado nas Escrituras, no qual Deus fez falar a mula de Balaão. No entanto, não se pode dizer que seja “natural” alguém entregar-se a Jesus após a leitura exaustiva de livros de Direito, contendo citações bíblicas. Foi exatamente isso que aconteceu com o então advogado Charles Finney.

Daquele momento em diante, tudo em sua vida seria incomum. Conta-se que, após uma de suas pregações em Governeur, no estado de Nova Iorque, não houve baile ou representações teatrais por quase seis anos, tamanha a força das palavras proferidas pelo chamado apóstolo do avivamento. Ao longo de todo seu ministério pela América, calcula-se que cerca de 500 mil pessoas aceitaram ao Senhor.

História

Finney nasceu em Warren, estado de Connecticut, no dia 29 de agosto de 1792. Dois anos depois, sua família foi para a cidade de Hanover, em Nova Iorque. Seus pais não eram convertidos ao Evangelho, e a única imagem religiosa que tinha na adolescência era a de uma igreja conservadora e fria. Em 1821, após ler muitos livros de Direito, cujas leis eram fundamentadas na Bíblia, ele decidiu conhecer as Escrituras. Em uma tarde fria, Finney saiu para dar um passeio nos bosques. Lembrando-se dos exemplos do Livro Sagrado, procurou estar a sós com Deus. Ajoelhado em oração, Finney entregou-se a Jesus após travar uma batalha interior: Achei-me tomado por uma fraqueza e não consegui ficar em pé. Tive vergonha de que alguém me encontrasse ali, de joelhos, e logo em desespero percebi o que me impedia de entregar meu coração ao Senhor: meu orgulho. Fui vencido pela convicção do pecado. E me arrependi. Durante todo seu processo de aprendizado e mais tarde em seu ministério, Finney manteve os princípios que aprendeu nos anos em que esteve na advocacia.

Ele queria entender a profundidade dos problemas da humanidade, usar sua fantástica oratória para falar de Jesus e estudar a Bíblia com uma visão racional e prática. Por causa disso, Finney teve dificuldades para compreender por que as bênçãos não chegavam ao povo de Deus: Ao ler a Bíblia, ao assistir as reuniões de oração, e ouvir os sermões do pregador, percebi que não me achava pronto a entrar nos céus. Fiquei impressionado especialmente com o ato das orações dos cristãos, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Li também, que Deus está mais pronto a dar o Espírito Santo aos que Lho pedirem, do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos. Mas, ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos cristãos não eram respondidas porque não tinham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes desse o que pediram. Entretanto, com isso senti um alívio acerca da veracidade do Evangelho, contou ele anos mais tarde em sua autobiografia.

Ministro do Evangelho

Em 1823, Finney se tornou ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana de Saint Lawrence, e iniciou, no ano seguinte, o processo conhecido nos livros de história como “o fogo dos nove anos,” entre 1824 e 1832. Naquele período, ele administrou reuniões de reavivamento ao longo das chamadas cidades orientais: Gouverneur, Roma, Utica, Ruivo, Troy, Wilmington, Filadélfia, Boston e Nova Iorque. Durante as reuniões, advogados, médicos e homens de negócios se arrependiam de seus pecados e se entregavam a Jesus com lágrimas. Em Rochester, diz-se que o lugar foi estremecido até as suas fundações, e cerca de 1.200 pessoas converteram-se a Cristo. Boa parte delas tornou-se membro da Igreja Presbiteriana daquela cidade. Finney abriu o caminho para evangelistas de massa como Dwight L. Moody, Billy Sunday entre outros.

Finney ficou viúvo duas vezes e teve três esposas. Casou-se com Lydia Raiz Andrews, com quem teve seis filhos. Ela morreu em 1847. Depois, casou-se com Elizabeth Ford Atkinson, que também faleceu, e, por último, Rebecca Allen Rayl. As três compartilharam do trabalho de reavivamento, acompanhando-o nas viagens e nos ministérios paralelos.

Obra teológica

Em 1832, Finney começou a pastorear uma igreja presbiteriana em Nova Iorque, ao mesmo tempo em que era evangelista em cidades mais distantes. Três anos depois, um comerciante de seda, rico e benfeitor, Arthur Tappan, ofereceu apoio financeiro ao recém fundado Instituto Colegial Oberlin naquela cidade, desde que Finney fosse convidado a montar um departamento teológico. Por influência do abolicionista Theodore Dwight Solda, o pregador aceitou o convite, mas com duas exigências: a de continuar pregando a Palavra de Deus em Nova Iorque e a de que a escola admitisse negros. Assim foi feito.

Mais tarde, o colégio passou a chamar-se Seminário Teológico Oberlin. Naquele estabelecimento, Finney foi professor de teologia sistemática e teologia pastoral. Durante os 40 anos em que atuou como evangelista, escreveu 17 livros, quatro deles impressos até hoje. O mais significativo deles foi, sem dúvida, Teologia Sistemática, considerado por muitos a maior obra sobre Teologia escrita após as Escrituras. Vítima de um problema cardíaco, o professor e apóstolo apaixonado por Jesus faleceu em 1875.

Fonte: Revista Graça, ano 2, nº 22 – maio/2001/Artigo extraido do Blog Arminianismo.com/seção categorias-biografias.

sexta-feira, 26 de março de 2010

JOHN WESLEY (1703-1791)



John Wesley (1703-1791)

Em 28 de junho de 1703 nascia em Lincolnshire, na Inglaterra, John Wesley, cuja mãe chamava-se Susanna, era o 12º dos dezenove filhos do reverendo Samuel Wesley, um pároco de Epworth.

Quando completava seis anos, quase perdeu a vida num incêndio à noite, provocado por um grupo de malfeitores. O fogo se alastrava no teto de palha da paróquia onde eles moravam, começando a estilhaçar brasas sobre as camas. Subitamente, Hetty Wesley, um dos irmãos menores, acordou assustado e correu até o quarto de sua mãe. E logo todo mundo estava em pé, tentando conter o domínio das chamas, enquanto a pequena criada, agarrando o bebê Charles nos braços, chamava as crianças para um lugar mais seguro. A essa altura, Twice Susanna Wesley forçava a porta contra as costas, numa tentativa desenfreada de proteger-se.

A família finalmente conseguiu sair de casa e, apavorada, reuniu-se no jardim, pois descobrira que o pequeno Jackie havia ficado lá dentro dormindo. Voltaram correndo, mas era tarde: a escada estava em cinzas e tornava impossível resgatá-lo. O rapaz chegou até aparecer na janela, porém não podiam segurá-lo, visto que a casa ficava no segundo piso. Todavia, um pequeno homem pulou sobre os largos ombros do pai de Wesley e, num esforço desmedido, conseguiu salvar a criança.

Um Estudante de Cristo

Conseqüentemente, uma profunda ternura passou a residir no coração de Jackie que, mesmo depois de homem, considerava que havia escapado aquela noite porque Deus tinha um propósito muito especial em sua vida. Várias vezes ele chegou a comemorar este dia em seu diário secreto que escreveu: “Arrancado das Chamas.”

Seis anos depois, em Charter House School, Jackie matriculou-se na Universidade em Oxford, tornando-se um estudante da igreja de Cristo. Quatro anos mais tarde graduou-se em bacharel de artes e em 1726 foi eleito acadêmico do Colégio Lincoln.

Enquanto John Wesley era ordenado ao ministério e ajudava o pai em casa, Charles, o irmão mais novo, organizava em Oxford um pequeno grupo de estudantes para orações regulares, estudos bíblicos e outros serviços cristãos. O Clube Santo, como era chamado, incluía vários integrantes, que, mais tarde, tornaram-se pioneiros de um avivamento, ocorrido no século XVIII, destacando-se, entre outros, George Whitfield.

Obedecendo ao Senhor, John Wesley viajou para colônia em Georgia, como capelão, em 1736. Charles nesta época era secretário do governador e o piedoso trabalho em Georgia, embora com muitas lutas, teve sucesso mais tarde. O reverendo George Whitfield, depois de visitar a sede do movimento, escreveu: “O eficiente trabalho de John Wesley na América é impressionante. Seu nome é muito precioso entre o povo, pois tem edificado as fundações que, espero, nem homens nem demônios a abalem.”

Aprendendo a Confiar

Em contato com German Moravian Christians na América, Wesley questionava sobre as verdades cristãs. Sabia muito bem que o êxito de seus trabalhos estava nas mãos de Deus e, por isso, começou a buscá-lo em oração. Não demorou muito tempo e, em 24 de maio de 1738, acabou encontrando a resposta quando, de volta para a Inglaterra, resolveu registrar tudo quanto acontecera naquele dia: “À tarde, visitando a sociedade em Aldersgate Street, li o ‘Prefácio da epístola aos Romanos’ na versão de Lutero, cujas palavras tocaram-me profundamente. Senti meu coração bater fortemente. E, desde aquele momento, aprendi a confiar em Cristo como meu Salvador. Estou seguro de que os meus pecados estão perdoados. Me salvei da lei do pecado e da morte.” Esta experiência mudou o rumo da vida de Wesley que, a partir daquele momento, passou a ser uma nova criatura, sendo consagrado o maior apóstolo da Inglaterra.

John Wesley começou o trabalho de pregação ao ar livre quando viajava para Bristol a fim de ajudar George Whitfield, que na época era conhecido como o mais eloquente pregador da Inglaterra. Wesley, a princípio, rejeitou a idéia, mas uma vez convencido da vontade de Deus, acabou se tornando mais famoso que Whitfield. Viajava 11 quilômetros por ano. Experimentou os mais cruéis sofrimentos e oposições em toda sua vida. Estava frequentemente em perigo.

Embora fosse sábio e proeminente, o itinerante evangelista era um homem simples e executou muitas obras sociais. As suas poderosas mensagens muito influenciaram a igreja que, no ano de 1739, adquiriu uma sede para o movimento protestante, que crescia vertigiosamente. Comprou uma casa de fundição em ruínas, na cidade de Moofield, e transformou-a num templo. O prédio passou por uma rigorosa reforma que custou, na época, 800 libras (quantia superior ao da compra que foi de 115 libras), mas valeu a pena. Depois de pronta, a capela passou a comportar cerca de mil e quinhentas pessoas.

Era o primeiro edifício metodista em Londres, onde a verdadeira doutrina de Cristo era proclamada. Pessoas sedentas por ouvir a gloriosa mensagem do evangelho cruzavam todos os domingos a escuridão das estradas de Moorfield com lanternas, para ouvir os ensinamentos de Wesley. O prédio dispunha de sala de reuniões, com capacidade para 300 pessoas, sala de aula e biblioteca.

Mais tarde, John Wesley instalou a sua própria casa na parte superior da capela, onde passou a morar com a sua família. Em 1746, abriu um centro de atendimento médico e escola gratuitos, com capacidade para 60 estudantes, contratou farmacêutico, cirurgião e dois professores e, em 1748, alugou uma casa conjugada para refugiar viúvas e crianças.

Muitos foram os patrimônios conseguidos pela igreja durante os 40 anos do movimento metodista em Moorfield, organizada por John Wesley. Entretanto, devido a expiração do contrato imobiliário, a sede teve de mudar-se para um outro lugar.

Próximo dali, em City House, encontrava-se um vasto campo onde jaziam os túmulos de Bunhill Field e o de sua esposa Susana Wesley. Um lugar de pântanos, recentemente aterrado, onde foi construída a catedral de Saint Paul. Havia também no local algumas pedras de moinho, utilizadas para moer milho trazido do Thames, que era transformado em trigo.

John Wesley alugou quatro mil metros quadrados destas terras em 1777 para construir a nova capela. E, finalmente, em 21 de abril do mesmo ano, sob forte chuva, lançou a pedra fundamental, com a seguinte gravação: “Provavelmente, esta pedra não será vista por algum olho humano, mas permanecerá até que a terra e o trabalho sejam consumados.” Naquele dia, Wesley improvisou um púlpito sobre a pedra e pregou em Nm 23.23.

A Recompensa

Em 1º de novembro de 1778, dezoito meses depois, no Dia de Todos os Santos, a capela estava próxima de ser aberta para a adoração pública. Apesar dos ventos das dificuldades (além de ter contraído muitas dívidas, os trabalhadores tiveram as ferramentas roubadas), Deus recompensou grandemente o esforço de Wesley, levantando voluntários dentre os membros. O rei George III, por exemplo, doou mastros de navios de guerra para o suporte das galerias.

Conta a história que um certo dia Wesley ficou de um lado do templo e Taylor, um dos cooperadores do outro, com os chapéus nas mãos, e conseguiram arrecadar 7 libras; o suficiente para a conclusão das obras. Toda a galeria foi coberta com gesso e os bancos de madeira de carvalho, doadas pelas igrejas da América, Canadá, Sul da África, Austrália, Oeste da Índia e Irlanda. As janelas vitrificadas, as impressões no teto foram trabalhados no estilo Adams (réplica antiga), e a casa de Wesley construída num pátio em frente à capela. Estas raridades, depois de reformadas em 1880, no centenário da morte de Wesley, memorizam as epopéias deste bravo soldado de Cristo.

Sua Morte

Mesmo depois de velho, quase cego e paralítico, John Wesley continuava pregando em City Road e Latherhead. E, quando percebeu que sua vida estava chegando ao fim, sentou-se numa cama, bebeu um chá e cantou:

“Quando alegre eu deitar este corpo e minha vida for coroada de bênção, quão triunfante será o meu fim! Eu glorificarei a meu Criador enquanto tenho fôlego; E, quando a minha voz se perder na morte, empregarei minhas forças; em meus dias o glorificarei enquanto tiver fôlego até o fim de minha existência.”

Wesley foi enterrado no Jardim-túmulo, em frente à capela em City Road, sob as luzes das lanternas, na manhã de 2 de março de 1791. Morreu com os olhos abertos e balbuciando a seguinte palavra: “Farwell” (adeus). Cerca de 10 mil pessoas acompanharam o funeral. E a lápide até hoje indica o significado histórico: “À memória do venerável John Wesley: o último companheiro do Lincoln College, Oxford...”

Fonte: Revista Obreiro Aprovado (Fev/Mar 1996)
artigo extraído do blog: http://www.arminianismo.com
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