Demônio é um anjo que se rebelou contra Deus ao seguir as ordens de Satanás. Os demônios executam as ordens de Satanás e tentar induzir as pessoas a desobedecerem o desejo de Deus. Quando eles entram realmente na vida dos seres humanos, isso é chamado de possessão demoníaca. Há muitos exemplos na Bíblia e uma grande parte do trabalho de Jesus na terra envolveu a cura de pessoas controladas pelos demônios.
QUEM SÃO OS DEMÔNIOS
A palavra demônio é de origem grega e significa "falsa deidade" (I Coríntios 10:20). Qualquer deidade que não seja o Deus verdadeiro é um espírito que se opõe a Ele, logo é um espírito do mal ou um demônio. Há só um diabo, que é conhecido por uma variedade de nomes e títulos na Bíblia. O diabo governa sobre todos os outros demônios, que lhe são sujeitos.
Muitas vezes na Bíblia a palavra "espírito" é usada por demônio, com um descritivo. Por ex. a Bíblia menciona "espírito do mal" (Atos 19:12-13), "espírito imundo" (Mateus 10:1, Marcos 1:23, 26; Atos 5:16), "espírito de enfermidade" (Lucas 13:11) e "espírito mudo e surdo" (Marcos 9:25). Alguns demônios possuem o espírito de assassinato, suicídio, medo ou mentira, o que os associa com vários pecados ou atitudes contrários à vontade de Deus.
Demônios são seres criados. São imortais e não podem voltar a ter seu relacionamento anterior com Deus. Têm grandes poderes quando comparados a humanos, mas seus poderes não se comparam com o poder de Deus. Deus nos deu autoridade sobre eles e os cristãos que crêem no poder de Jesus não podem ser conquistados pelo poder dos demônios.
O QUE FAZEM OS DEMÔNIOS
Os anjos foram criados para adorar e louvar a Deus, servi-lO e agir como seus mensageiros. A Bíblia afirma que eles são "espíritos enviados por Deus para cuidar daqueles que receberão salvação"(Hebreus 1:14). Os demônios têm função similar, mas servem a um mestre diferente. São governados por Satanás, a quem servem sem temor. Atuam nas vidas dos seres humanos, mas seu propósito é cumprir os esquemas de Satanás e fazer oposição a Deus. Tentam, enganam e iludem as pessoas com a intenção de trazê-las para a condenação eterna. Constantemente atacam, oprimem e acusam o povo de Deus. Uma vez que Satanás não pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo, usa os demônios para executarem diferentes tarefas. Por ex., na parábola do semeador (Mateus 13:3-9, Marcos 4:1-20, Lucas 8:4-15) os demônios arrancam fora a palavra antes que ela possa enraizar (Marcos 4:15). Muitas vezes, Satanás promove o afastamento de algumas pessoas de Deus antes que façam um genuíno compromisso (Marcos 4:17).
Basicamente, os demônios trabalham de acordo com o padrão estabelecido por Satanás na sua tentação de Eva no Jardim do Éden. Primeiro, negam a verdade da Palavra de Deus e contestam as afirmações que faz. Em seguida, negam a realidade da morte. Finalmente, apelam para a vaidade e orgulho humanos dizendo que homens e mulheres podem ser iguais a Deus ou mesmo serem deuses (Gênesis 3:1-5). Esses são os métodos e ensinos básicos que estão por trás da maioria dos cultos e das falsas religiões.
DESTINO FINAL DOS DEMÔNIOS
A Bíblia nos conta que Deus tomou os anjos que pecaram contra Ele e os "precipitou no inferno e os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo" (II Pedro 2:4). Jesus falou sobre o fogo eterno preparado para o diabo e seus demônios. Também descreveu como as pessoas que não crerem nEle terão da mesma forma esse horrível destino na eternidade (Mateus 25:41). Eventualmente Satanás e seus demônios serão lançados no lago de fogo (Apocalipse 20:10), que é o lugar de tormenta eterna para todas as pessoas cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida (Apocalipse 20: 12-15).
POSSESSÃO DEMONíACA
A possessão demoníaca ocorre quando um demônio ocupa o espírito de um ser humano. A Bíblia nos fala que demônios podem entrar no corpo de uma pessoa (Lucas 8:30, 22:3) a fim de controlar seus pensamentos e ações. Todos os cristãos pertencem a Jesus Cristo e seus espíritos humanos são selados pelo Espírito Santo (Efésios 1:13). Os demônios conhecem e reconhecem este selo. Eles podem também entrar no corpo de animais (Marcos 5:13); são associados com livros de mágica (Atos 19:19) e ídolos (I Coríntios 10:19-21). Com freqüência causam doença ou deficiência física.
Envolvimento com cartas de tarô, horóscopos ou qualquer outra forma de adivinhações podem dar aos demônios a oportunidade de entrar na vida de um cristão. Tais práticas podem ser inofensivas para a maioria das pessoas, mas Satanás usa as menores chances para obter vantagens sobre as pessoas.
MANIFESTAÇÃO
Com freqüência os demônios preferem se esconder para que possam exercer controle sem oposição. Possuem poderes sobrenaturais (Apocalipse 16:14) e exibem esses poderes através de suas vítimas (Marcos 5:4-5; 9:18-20). Muitas vezes Jesus repreendeu os demônios para livrar pessoas que sofriam por suas possessões.
EXORCISMO
Expulsão de demônios ou exorcismo era uma parte normal do ministério de Jesus, que ordenou a seus seguidores que fizessem o mesmo. Essa ordem nunca cessou e se faz ainda mais importante hoje uma vez que as forças do mal grassam com tanta intensidade no mundo. Os seguintes princípios vêm da prática de Jesus, das Escrituras e da observação e envolvimento pessoais:
1. Jesus se dirigia aos demônios e ordenava-lhes que saíssem (Marcos 1:25; 9:25). Amaldiçoava-os "com uma palavra" (Mateus 8:16). Jesus deu autoridade a seus seguidores para usar Seu nome na expulsão de demônios e usar isto como sinal do discípulo cristão (Marcos 16:17). O nome de Jesus não é uma fórmula mágica e seu uso depende do relacionamento entre o Senhor e a pessoa que usa Seu nome (Atos 19:11-18).
2. Jesus expulsa demônios pelo Espírito de Deus (Mateus 12:28). Deus ungiu Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder para curar todos os oprimidos por Satanás (Lucas 4:18-19; Atos 10:38).
3. Jesus ensinou claramente sobre "amarrar o valente" (Mateus 12:29; Marcos 3:27) e sobre ligar e desligar no céu (Mateus 18:18).
4. A oração é arma importante para lidar com demônios. Quando os discípulos perguntaram por que não podiam expulsar um certo tipo de demônio, Jesus respondeu que muitos tipos só poderiam ser dominados com muita oração (Marcos 9:28).
5. Apocalipse 12:11 descreve o poder que "o sangue do Cordeiro" tem sobre Satanás. Os demônios não gostam de ouvir sobre o sangue de Jesus e ficam agitados quando isso é mencionado.
6. Deus equipou o discípulo cristão com arma de defesa em batalha espiritual contra os demônios (Efésios 6:10-17).
7. O Senhor respondeu a Satanás com passagens da Bíblia. A Palavra de Deus nos foi dada como ferramenta de defesa e para atacar Satanás (Efésios 6:17; Hebreus 4:12).
8. Devemos ir contra os demônios do inferno com ajuda dos céus, não com nossos limitados recursos terrenos (Efésios 2:6).
9. Devemos reconhecer que a última vitória já foi ganha por Jesus, que veio para destruir as obras do diabo (I João 3:8) e para destruir o poder de Satanás sobre a morte (Hebreus 2: 14-16). Quando Jesus gritou na cruz "Está consumado", quis dizer que sua obra redentora estava feita. Quando ressuscitou dos mortos, demonstrou poder sobre a morte. Somos vencedores somente se tomamos parte na vitória de Jesus sobre Satanás e seus demônios.
FONTE: ILÚMINA
quarta-feira, 5 de maio de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
CRUCIFICAÇÃO (SÍNTESE)
VISÃO GERALA crucificação era um método de matar pessoas amplamente usado nos tempos primitivos. A vítima era pendurada numa cruz (geralmente feita de traves de madeira) e deixada lá até à morte. A crucificação era uma maneira cruel e dolorosa de morrer, considerada como a mais terrível forma de execução.
A crucificação de Jesus é a mais famosa na História. Jesus permitiu que os romanos o matassem porque assim se cumpria o plano de Deus, trazendo salvação aos pecadores. A morte de Jesus na cruz tornou possível a todos que crêem Nele serem perdoados de seus pecados e aceitos por Deus. O termo "cruz" é também usado na Bíblia de uma maneira simbólica. Jesus o usou para descrever o tipo de sacrifício que seus seguidores deveriam desejar. De forma semelhante, Paulo o usou para simbolizar a morte que ocorre quando um cristão se torna mais e mais semelhante a Cristo.
COMO OS GENTIOS CRUCIFICAVAM AS PESSOAS
Bem antes de Jesus morrer, a crucificação era usada por muitos povos para punir criminosos e inimigos, sendo provavelmente os medas e persas os primeiros a praticá-la. Algumas vezes a pessoa era colocada no alto de uma tora pontiaguda fincada no chão. Noutras era pendurada numa cruz em forma de T ou na forma que a conhecemos hoje.
Os romanos costumavam açoitar severamente a vítima, que em seguida era obrigada a carregar a cruz até o lugar em que ocorreria a crucificação. Lá, era amarrada ou pregada nela, com os pregos atravessando seus pulsos. Levantava-se a cruz , fixando-a num poste vertical. Um cartaz descrevendo o crime era pendurado no seu pescoço ou pregado na cruz.
Seus calcanhares eram algumas vezes pregados no poste vertical e era colocado um pequeno assento ou suporte para os pés, para tornar o sofrimento mais longo. Essa forma de crucificação causava a morte por hemorragia ou asfixia e podia demorar vários dias. Quando queriam apressar a morte, os executores quebravam-lhe as pernas com um cacete. Depois da morte, seu corpo geralmente era deixado na cruz para apodrecer, embora algumas vezes fosse dado aos parentes para sepultá-lo.
COMO OS JUDEUS CRUCIFICAVAM AS PESSOAS
A crucificação é mencionada poucas vezes no Velho Testamento. A Lei diz que se alguém fosse pendurado numa "árvore" (provavelmente numa cruz), o corpo tinha que ser removido antes do cair da noite.A vítima era considerada maldita por Deus e não era permitido que seu corpo contaminasse a terra (Deuteronômio 21:22-23, Gálatas 3:13). Em I Samuel 31: 9-10, lemos que os filisteus cortaram a cabeça do Rei Saul e penduraram seu corpo num muro. Dario, o rei persa, ameaçou pendurar num madeiro todo aquele que alterasse seus decretos (Esdras 6:11). Nos dias de Jesus, os judeus crucificavam as pessoas como os romanos.
A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO
A Bíblia nos relata bastante sobre a morte de Jesus na cruz porque foi a razão principal de sua vinda à terra. Por causa de sua morte, seus seguidores podem ser aceitos por Deus. A crucificação e ressurreição de Cristo são os eventos mais importantes registrados na Bíblia.
JESUS PREDIZ SUA MORTE
Em pelo menos três vezes, Jesus disse claramente a seus discípulos que seria morto (Marcos 8:31; 9:31; 10:33-34). Semelhantemente, o evangelho de João menciona três vezes sobre o Filho do Homem (Jesus) ser levantado (João 3;14; 8:28; 12: 32-33) - uma referência à crucificação. E Jesus fez alusão à sua morte nas referências aos assassinatos dos profetas (Mateus 23:29-30; Lucas 13:33), em algumas parábolas (Mateus 22: 1-4; Marcos 12: 1-10) e em seus ensinos sobre a aproximação dos sofrimentos de seus discípulos (Mateus 10: 24-28; Marcos 8: 34-35, João 15: 18-25). A morte de Jesus foi uma parte importante de sua mensagem suprema e Ele queria que o povo compreendesse seu significado.
Pelo menos quatro fatos podem ser aprendidos nos evangelhos sobre a crucificação de Jesus: a "Paixão" de Cristo - seu sofrimento e morte - era a principal parte do plano de Deus para salvar os pecadores; tanto os judeus quanto os romanos tiveram responsabilidade na morte de Jesus; Sua morte seria seguida por Sua ressurreição, o que provaria que tudo que ensinou era verdade; Sua morte era a maneira pela qual entraria na glória eterna.
COMO ACONTECEU A CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO
Esse relato pode ser lido em Marcos 14:43 - 15:41, Mateus 25: 47 - 27:44, Lucas 22:47 - 23:38) e João 18: 2 - 19: 30). Cada evangelista enfoca aspectos diferentes, complementando-se e abordando de maneira diversa o significado desse fato.
O SIGNIFICADO DA CRUCIFICAÇÃO DE CRISTO
A morte de Cristo e a ressurreição que se seguiu estão no centro da fé cristã. A crucificação é significativa tanto por causa da pessoa envolvida como pelo que se cumpria com aquela morte. Não é de surpreender, portanto, que os primeiros cristãos falassem incessantemente sobre a crucificação de Cristo.
Os apóstolos que escreveram as cartas do Novo Testamento descreveram a crucificação de Cristo como o cerne do plano de Deus para prover salvação aos pecadores (Gálatas 3:1). Não é somente um fato interessante do passado. A morte de Cristo é algo sobre o qual cada pessoa em qualquer tempo deve tomar uma decisão a respeito. A pergunta é: Você aceita o que Cristo fez na cruz por você, ou não? Dependendo de como a responde, seu destino eterno (céu ou inferno) pende na balança.
Paulo foi um dos que escreveu com freqüência sobre a crucificação e um aspecto que enfatizava era o poder da cruz. A crucificação era uma maneira humilhante de morte. Era ofensiva tanto para os gregos que amavam a filosofia quanto para os judeus que se concentravam em obedecer às leis religiosas. Mas a morte de Cristo pela crucificação era especial no sentido em que revelava o poder de Deus para ressuscitá-Lo dos mortos e remover a culpa dos pecadores (I Coríntios 1:17 - 2:5).
Paulo prosseguiu explicando como a crucificação é a chave para o relacionamento direto com Deus. Somos pecadores e o pecado deve ser punido. Mas Jesus tomou sobre si a culpa de nossos pecados e morreu em nosso lugar (Romanos 4:25). Na cruz Ele recebeu o castigo que nós merecemos. Entretanto, quando nos comprometemos com Ele, uma mudança acontece porque recebemos a santidade de Cristo. Aos olhos de Deus nos tornamos perfeitos e podemos ser admitidos em Sua presença. Os teólogos usam palavras como "expiação", "redenção", propiciação" e "justificação" para descrever esse processo. Mas, crer em Cristo não é o fim da vida cristã. É mais do que isso. A morte de Cristo é vista como um modelo para a nossa conduta (Mateus 10:38; 16:24; Marcos 8:34; Lucas 9:23: 14:27). Como Jesus carregou sua cruz para o Calvário nas redondezas de Jerusalém, também devemos "carregar nossa cruz". Assim como Jesus morreu na cruz, assim cada um deve morrer para o seu ego.
Quando escolhemos seguir a Jesus, devemos desejar abandonar todo o lado pecador de nosso velho estilo de vida. Tornar-se cristão é como ser crucificado e ressuscitar, espiritualmente falando. Passamos a ter uma nova vida e não podemos voltar para a anterior. Morremos para a nossa velha pessoa. Paulo disse que o cristão é "crucificado com Cristo" e assim "não sou mais eu que vivo" (Gálatas 2:20).
FONTE: ILÚMINA
sábado, 17 de abril de 2010
ARÃO, O SACERDOTE

VISÃO GERAL
Arão era irmão de Moisés. Ele foi também o primeiro Sumo-Sacerdote de Israel. No Velho Testamento Arão falou por Moisés, começando no Egito quando este confrontou Faraó. Era assistente de Moisés durante o êxodo dos Israelistas do Egito. Três anos mais velho que Moisés, tinha 83 anos quando ambos confrontaram Faraó pela primeira vez. (Êxodo 7:7). A irmã deles, Miriam (Números 26:59), deve ter sido a filha mais velha. Atuou como mensageira quando o bebê Moisés foi achado pela filha de Faraó. (Êxodo 2:1-9)
VIDA FAMILIAR
Arão e sua esposa, Eliseba, tiveram quatro filhos (Êxodo 6:23). Todos seguiram seus passos, tornando-se sacerdotes em Israel (Levítico 1:5). Dois deles, Nadabe e Abiú, violaram as instruções de Deus. O sacrifício que ofereceram não foi agradável a Deus e em consequência morreram queimados. (Levítico 10:1-5) O sacerdócio então foi passado aos seus dois irmãos, Eleazar e Itamar. Estes também não seguiram fielmente os mandamentos de Deus (Levítico 10:6-20).
Arão foi um personagem importante no Êxodo, em parte porque era irmão de Moisés. Quando Deus escolheu Moisés, tentou evitar que, por causa de um problema na fala, o líder de Israel ficasse numa situação constrangedora. Deus reconheceu em Arão o dom da oratória e disse a Moisés que Arão falaria por ele. Porém, algumas vezes, Arão fez mal uso de suas habilidades de líder, como quando ajudou o povo a construir um ídolo para adoração no deserto enquanto Moisés se demorava no encontro com Deus no Monte Sinai.
ARÃO NO EGITO
No início da vida de Arão, o povo hebreu era escravo no Egito. Moisés tinha sido apresentado como egípcio por uma das filhas de Faraó. Mas ele fugiu para o deserto de Midiã depois de matar um escravo egípcio que espancava um hebreu (Êxodo 2:11-12). Quando Deus chamou Moisés de volta para libertar o seu povo (Êxodo 3-4), chamou também Arão para encontrar Moisés no deserto(Êxodo 4:27). Depois de tantos anos de exílio, Moisés era um estranho para seu povo. Assim, Arão fez contato com os anciãos de Israel por ele. (Êxodo 4:29-31). Quando Moisés e Arão foram encontrar o Faraó, Deus falou ao líder egípcio através dos dois para que libertasse os israelitas (Êxodo 5:1) . Ao invés disso, Faraó tornou a vida dos escravos hebreus ainda mais difícil. Entretanto, Deus começou a mostrar o Seu poder para o governante egípcio através de uma série de milagres (Êxodo 5-12) . Deus operou os três primeiros milagres através de Arão, usando uma vara (provavelmente um cajado usado pelos pastores de ovelhas). Havia mágicos no palácio de Faraó que faziam truques semelhantes. Depois que Deus mandou sobre todo o Egito a praga das moscas, os encantadores egípcios admitiram a derrota e disseram "Isto é o dedo de Deus!" (Êxodo 8:19) Então Deus mandou mais pragas através de Moisés. A desgraça final foi a morte de todos os primogênitos egípcios. Arão estava com Moisés (Êxodo 12:1-28) quando Deus lhe revelou como redimiria os israelitas que tivessem os lares devidamente identificados. Deus pouparia seus filhos na noite em que as crianças egípcias morressem. Aquele evento era a origem da festa da Páscoa ainda hoje observada pelos judeus. (Êxodo 13:1-16).
LIDERANÇA NO DESERTO
Deus guiou os israelitas em segurança e destruiu os perseguidores egípcios. Arão ajudou Moisés a conduzir o povo na sua longa peregrinação pelo deserto e a viagem para a Terra Prometida (Êxodo 16:1-6). Mais tarde, lutando contra o exército de Amaleque, Arão ajudou a sustentar os braços de Moisés erguidos em oração para manter as bênçãos de Deus (Êxodo 17:8-16). Embora Moisés conduzisse os israelitas, Arão era visto como um importante líder (Êxodo 18:12). Deus o chamou para estar com Moisés quando lhe deu a lei no Monte Sinai (Êxodo 19:24). Arão foi um dos que ratificaram a lei de Deus no Livro da Aliança (Êxodo 24:1-8). Arão subiu com esses líderes em direção ao monte santo. Ele teve a visão do Deus de Israel (Êxodo 24:9-10). Arão e Hur ficaram cuidando do povo enquanto Moisés estava com Deus no alto do monte (Êxodo 24:13-14). Foi aí que os problemas começaram. Moisés esteve ausente por quase um mês. Num momento de fraqueza, Arão cedeu ao apelo do povo por um ídolo para adorar. Ele fundiu algumas peças de ouro para fazer a estátua de um bezerro (Êxodo 32:1-4). Inicialmente, Arão pensou que estava fazendo algo agradável a Deus (Êxodo 32:1-4). Mas perdeu-se o controle da situação e uma festa selvagem e pecaminosa aconteceu em redor do ídolo (Êxodo 32:6). Deus estava irado a ponto de destruir o povo, mas Moisés intercedeu por ele. Ele lembrou a Deus Sua promessa de multiplicar a descendência de Abraão (Êxodo 32:7-14). Moisés estava furioso com a imoralidade e idolatria. Mas Arão lançou a culpa do ocorrido sobre o povo, sem admitir a sua própria culpa (Êxodo 32:21-24). Os idólatras foram punidos com a morte (Êxodo 32:25-28) e toda a terra com uma praga (Êxodo 32:35). Arão não foi punido. Moisés disse que Arão estava em grande perigo, mas foi poupado porque Moisés orou por ele. (Deuteronômio 9:20).
No segundo ano de peregrinação no deserto, Arão ajudou Moisés a realizar um censo para contar o povo (Números 1:1-3,17-18). Mais tarde Arão teve inveja de Moisés por sua posição de liderança. Ele e Miriam, sua irmã, começaram a conspirar contra ele, embora Moisés fosse o homem mais humilde na face da terra (Números 12:1-4). A ira de Deus sobre eles foi aplacada pela oração de Moisés. Miriam sofreu pelo seu pecado (Números 12:5-15). Arão novamente escapou da condenação. Com Moisés, enfrentou uma rebelião em Cades-Barnéia. (Números 14:1-5) e com ele permaneceu numa outra rebelião posterior. (Números 16). Os israelitas quase se revoltaram de novo em Meribá. Deus acusou Moisés e Arão de não terem acreditado na Sua palavra e negou-lhes a entrada na Terra Prometida (Números 20:1-12).
Artigo extraido da Ilúmina
quinta-feira, 8 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
CHARLES FIINEY - (1792-1875)

Charles Finney (1792-1875)
A Bíblia relata uma infinidade de situações usadas por Deus para manifestar Sua vontade e Sua presença. A conversão de um dos maiores pregadores avivalistas de todos os tempos, o americano Charles Grandison Finney (1792-1875), não chega a ser “estarrecedora” se comparada, por exemplo, ao episódio narrado nas Escrituras, no qual Deus fez falar a mula de Balaão. No entanto, não se pode dizer que seja “natural” alguém entregar-se a Jesus após a leitura exaustiva de livros de Direito, contendo citações bíblicas. Foi exatamente isso que aconteceu com o então advogado Charles Finney.
Daquele momento em diante, tudo em sua vida seria incomum. Conta-se que, após uma de suas pregações em Governeur, no estado de Nova Iorque, não houve baile ou representações teatrais por quase seis anos, tamanha a força das palavras proferidas pelo chamado apóstolo do avivamento. Ao longo de todo seu ministério pela América, calcula-se que cerca de 500 mil pessoas aceitaram ao Senhor.
História
Finney nasceu em Warren, estado de Connecticut, no dia 29 de agosto de 1792. Dois anos depois, sua família foi para a cidade de Hanover, em Nova Iorque. Seus pais não eram convertidos ao Evangelho, e a única imagem religiosa que tinha na adolescência era a de uma igreja conservadora e fria. Em 1821, após ler muitos livros de Direito, cujas leis eram fundamentadas na Bíblia, ele decidiu conhecer as Escrituras. Em uma tarde fria, Finney saiu para dar um passeio nos bosques. Lembrando-se dos exemplos do Livro Sagrado, procurou estar a sós com Deus. Ajoelhado em oração, Finney entregou-se a Jesus após travar uma batalha interior: Achei-me tomado por uma fraqueza e não consegui ficar em pé. Tive vergonha de que alguém me encontrasse ali, de joelhos, e logo em desespero percebi o que me impedia de entregar meu coração ao Senhor: meu orgulho. Fui vencido pela convicção do pecado. E me arrependi. Durante todo seu processo de aprendizado e mais tarde em seu ministério, Finney manteve os princípios que aprendeu nos anos em que esteve na advocacia.
Ele queria entender a profundidade dos problemas da humanidade, usar sua fantástica oratória para falar de Jesus e estudar a Bíblia com uma visão racional e prática. Por causa disso, Finney teve dificuldades para compreender por que as bênçãos não chegavam ao povo de Deus: Ao ler a Bíblia, ao assistir as reuniões de oração, e ouvir os sermões do pregador, percebi que não me achava pronto a entrar nos céus. Fiquei impressionado especialmente com o ato das orações dos cristãos, semana após semana, não serem respondidas. Li na Bíblia: Pedi e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á. Li também, que Deus está mais pronto a dar o Espírito Santo aos que Lho pedirem, do que os pais terrestres a darem boas coisas aos filhos. Mas, ao ler mais a Bíblia, vi que as orações dos cristãos não eram respondidas porque não tinham fé, isto é, não esperavam que Deus lhes desse o que pediram. Entretanto, com isso senti um alívio acerca da veracidade do Evangelho, contou ele anos mais tarde em sua autobiografia.
Ministro do Evangelho
Em 1823, Finney se tornou ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana de Saint Lawrence, e iniciou, no ano seguinte, o processo conhecido nos livros de história como “o fogo dos nove anos,” entre 1824 e 1832. Naquele período, ele administrou reuniões de reavivamento ao longo das chamadas cidades orientais: Gouverneur, Roma, Utica, Ruivo, Troy, Wilmington, Filadélfia, Boston e Nova Iorque. Durante as reuniões, advogados, médicos e homens de negócios se arrependiam de seus pecados e se entregavam a Jesus com lágrimas. Em Rochester, diz-se que o lugar foi estremecido até as suas fundações, e cerca de 1.200 pessoas converteram-se a Cristo. Boa parte delas tornou-se membro da Igreja Presbiteriana daquela cidade. Finney abriu o caminho para evangelistas de massa como Dwight L. Moody, Billy Sunday entre outros.
Finney ficou viúvo duas vezes e teve três esposas. Casou-se com Lydia Raiz Andrews, com quem teve seis filhos. Ela morreu em 1847. Depois, casou-se com Elizabeth Ford Atkinson, que também faleceu, e, por último, Rebecca Allen Rayl. As três compartilharam do trabalho de reavivamento, acompanhando-o nas viagens e nos ministérios paralelos.
Obra teológica
Em 1832, Finney começou a pastorear uma igreja presbiteriana em Nova Iorque, ao mesmo tempo em que era evangelista em cidades mais distantes. Três anos depois, um comerciante de seda, rico e benfeitor, Arthur Tappan, ofereceu apoio financeiro ao recém fundado Instituto Colegial Oberlin naquela cidade, desde que Finney fosse convidado a montar um departamento teológico. Por influência do abolicionista Theodore Dwight Solda, o pregador aceitou o convite, mas com duas exigências: a de continuar pregando a Palavra de Deus em Nova Iorque e a de que a escola admitisse negros. Assim foi feito.
Mais tarde, o colégio passou a chamar-se Seminário Teológico Oberlin. Naquele estabelecimento, Finney foi professor de teologia sistemática e teologia pastoral. Durante os 40 anos em que atuou como evangelista, escreveu 17 livros, quatro deles impressos até hoje. O mais significativo deles foi, sem dúvida, Teologia Sistemática, considerado por muitos a maior obra sobre Teologia escrita após as Escrituras. Vítima de um problema cardíaco, o professor e apóstolo apaixonado por Jesus faleceu em 1875.
Fonte: Revista Graça, ano 2, nº 22 – maio/2001/Artigo extraido do Blog Arminianismo.com/seção categorias-biografias.
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