quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

(SÍNTESE) CIDADE DE JERICÓ


Jericó foi a primeira cidade que os israelitas conquistaram na terra prometida. Esta torre em Jericó foi construída em torno de 6.850 a.C., muito antes dos israelitam invadirem a cidade.


Jericó era uma cidade antiga do lado oeste do Rio Jordão. O nome Jericó pode ser ligado ao nome antigo do deus lua Cananita. O nome Hebreu que se refere a lua, mês, lua nova e Jericó são muito parecidos. Outros associam com as palavras espírito ou cheiro. Eles acham que os aromas agradáveis das frutas e especiarias que cresciam neste oásis tiveram influência ao dar nome ao lugar. O Velho Testamento ocasionalmente a chama de "a cidade das palmeiras" (por exemplo, Deuteronômio 34:3; 1 Crônicas 28:15).

NO VELHO TESTAMENTO

A Jericó do Velho Testamento, é mais conhecida como a primeira cidade tomada pelos Israelitas através do milagre da queda dos muros. Israel passou algum tempo na margem do Rio Jordão, nas planícies de Moab (Números 22:1; 26:3; 63). Lá eles definiram Jericó como o primeiro objetivo militar na conquista. Josué enviou espias para inspecionar a terra e a cidade. Raab, uma prostituta, deixou-os entrar e mais tarde os tirou de lá. Por causa de sua cooperação ela e a sua família foram poupada quando Israel destruiu a cidade (Josué 2:1; 6:1). A queda da cidade em si, se deu depois que os israelitas marcharam em volta dela em silêncio, exceto pelo barulho contínuo das trombetas, um vez ao dia por seis dias e depois sete vezes no sétimo dia. Ai então, quando os sacerdotes tocaram as trombetas, o povo gritou e os muros caíram.

Josué amaldiçoou qualquer um que tentasse reconstruir a cidades de Jericó (Josué 6:26). A maldição se consumou quinhentos anos mais tarde quando Hiel reconstruiu a cidade e seus dois filhos morreram por conta disso (1 Reis 16:34).

Jericó se encontrava no território de Benjamin, porém era na divisa com a parte norte do território de Efraim (Josué 16:1; 7; 18:12,21). A cidade reaparece em diferentes episódios espalhados pelo resto do Velho Testamento. Em 2 Samuel 10:5 (veja também 1 Crônicas 19:5) mandou que seus embaixadores humilhados esperassem lá até que suas barbas tivessem crescido novamente. Servia também como uma espécie de quartel general para Elias e aparentemente era também aonde vivia um grupo de profetas (2 Reis 2:5; compare 1 Samuel 10:5). No tempo de Acaz aconteceu ali o retorno de alguns prisioneiros (2 Crônicas 28:15). Quando Jerusalém caiu em 586 BC, o rei Zedequias, fugiu para um lugar perto de Jericò, mas foi pego pelos Babilônios. As últimas referências a Jericó estão na listagem de censo de Esdras (Esdras 2:34) e Neemias (Neemias 7:36). Homens de Jericó também ajudaram a reconstruir o muro de Jerusalém (Neemias 3:2).

NO NOVO TESTAMENTO

A Jericó do Novo Testamento foi construída por Herodes ela se localizava mais de 1,6 Km para o sul da Jericó do Velho Testamento. É possível entender os episódios em que Jesus curou os homens cegos nas escrituras, quando entendemos que Jesus estava passando pela Jericó antiga (Mateus 20:29; Marcos 10:46) e se aproximando da Jericó de Herodes (Lucas 18:35). Quando Jesus passava por Jericó (Lucas 19:1) ele conheceu e comeu com Zaqueu, um rico coletor de impostos da nova Jericó Romana. A cidade também aparece na parábola do Bom Samaritano (Lucas 10:30-37).

REGISTROS PÓS-BíBLICOS

Enquanto a Jericó antiga era uma cidade sem grande importância, a Jericó de Herodes era uma cidade linda e de muita importância. Porém até esta cidade desmoronou com o declínio da influência Romana no Oriente Médio. Muito do que sabemos da cidade vem de escrituras de peregrinos. Eles muitas vezes falam sobre coisas que viram e que tem alguma importância bíblica, tais como a árvore aonde Zaqueu subiu. Porém, eles também falam que Jericó era um vilarejo Mulçumano sujo e desgraçado. A cidade era assim até pouco tempo atrás, quando cresceu em tamanho e importância.

FONTE: ILÚMINA

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

(SÍNTESE) CRENTES BATISTAS, ORIGEM;

BATISTAS

É atualmente uma das maiores denominações protestantes no mundo, mas começou como um ramo de religiosos dissidentes. Através dos quatro últimos séculos, a paixão dos Batistas pela fé bíblica, seu espírito missionário e seu senso de separação entre Igreja e Estado têm sido traços marcantes do testemunho cristão no mundo.

ORIGENS

Considerado o primeiro batista, John Smyth se batizou na Holanda em 1608. Era um ministro independente da Inglaterra que sofreu perseguição e se ligou a alguns menonitas holandeses, que seguiam grande parte da tradição dos Anabatistas do século anterior. Smyth desejava se desarraigar da tradição da igreja e ansiava pela simplicidade da igreja do Novo Testamento. Importante entre suas interpretações bíblicas era a necessidade do "batismo do crente", em contra-posição ao batismo infantil das igrejas inglesas. Depois de reunir um pequeno grupo de pessoas que tinham o mesmo pensamento, Smyth morreu, deixando seu companheiro Thomas Helwys retornar à Inglaterra com esse novo "rebanho" de batistas, onde outras pessoas já estavam adotando as mesmas idéias teológicas. As reformas de Oliver Cromwell criaram uma atmosfera de liberdade e influência para Congregacionalistas e Independentes, incluindo os Batistas. Por volta de 1660, havia 300 igrejas batistas no país.

Enquanto isso, na América, Roger Williams meteu-se em dificuldades com os Puritanos: liberdade de consciência era seu tema principal e os líderes das colônias o consideravam um perigoso cismático. Banido de Massachussetts em 1635, Williams foi para o sul, fixando-se num povoado ao qual chamou Providência e estabelecendo a colônia de Rhode Island. Lá fundou uma igreja Batista em 1638, considerada a primeira da América.

CARACTERíSTICAS

Desde o início, independência tem sido a marca da fé Batista. Como resultado, a história organizacional do movimento é um tanto confusa, com várias congregações se autodenominando Batistas sem qualquer conexão oficial. Igrejas locais tinham autonomia, o que significa que nenhum papa ou bispo exercia poder sobre elas. Embora não houvesse um único credo Batista, as igrejas rapidamente começaram a fazer associações entre si, adotando confissões de fé que lhes eram comuns, tal como a Confissão de Londres de 1644.

Com é de se esperar, o batismo se destacou como a principal característica dos Batistas. Como os Anabatistas, que lhe antecederam, os Batistas viam esse rito como uma declaração consciente de fé em Cristo. Não era um banho para tirar o pecado, nem um selo da aliança, mas uma representação simbólica da unidade do crente com Cristo na morte e na ressurreição. Acreditavam que crianças não podiam fazer essa decisão, somente aqueles que tinham maturidade para saber em que criam.

Enquanto a maioria dos batistas hoje pratica o batismo por imersão, devido grandemente a sua força simbólica, os primeiros Batistas costumavam aspergir ou derramar água ocasionalmente.

Da mesma forma que rejeitam os rituais na igreja, eles preservam uma segunda observância junto com o batismo: a Ceia do Senhor. (Muitos Batistas são cuidadosos em chamá-las de duas "ordenanças" da igreja em vez de "sacramentos". Isto é, não têm nenhum valor de salvação em si próprias, mas foram ordenadas no Novo Testamento.) A visão Batista da Ceia do Senhor se assemelha à do batismo - é simbólica. Os Batistas geralmente enfatizam que o poder da Comunhão vem da "lembrança", e não em transubstanciação ou mesmo consubstanciação. Os fiéis relembram o sacrifício de Cristo quando celebram a refeição sagrada.

Ainda mais, a América deve aos Batistas o foco na nova noção de liberdade religiosa.

Eles se comprometeram com uma Igreja independente do controle do Estado.

O CRESCIMENTO DA DENOMINAÇÃO

Depois de um período de estagnação, os Batistas foram despertados pelo movimento das missões. Em 1792, um sapateiro pobre se tornou pastor na Inglaterra e publicou um artigo conclamando para a evangelização das pessoas de outras terras. William Carey pediu a seu rebanho que o mandasse para a índia, onde serviu por quatro décadas. Ele é chamado o "Pai das Missões Modernas", já que seus esforços corajosos provocaram um novo espírito missionário. Os Batistas da América mais tarde enviaram Adoniram e Ann Judson para Burma como missionários pioneiros. Naturalmente a própria América era um crescente campo missionário. A simplicidade da fé Batista, bem como seu espírito independente, se ajustaram perfeitamente com a mentalidade pioneira. A igreja também encontrou guarida no Sul, onde se tornou ponto de apoio da comunidade livre afro-americana depois da Guerra Civil.

Brilhantes pregadores, como Charles Haddon Spurgeon e Billy Graham que se baseavam simplesmente nas verdades bíblicas, compõem a galeria de pregadores batistas que encantava as multidões. Martin Luther King Jr., também pregador batista, tornou-se conhecido por lutar em favor da igualdade racial.

A independência dos Batistas possibilitou a formação de pequenos grupos que ministram a seus semelhantes conforme a etnia, nacionalidade ou grupo cultural, o que gerou uma diversidade na interpretação de alguns aspectos teológicos e sociais.

FONTE: ILÚMINA

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A VIDA DE JESUS CRISTO

VISÃO GERAL

Jesus Cristo é o Messias, Salvador e fundador da igreja cristã. Para os cristãos, Ele é o Senhor de suas vidas. Embora tenha vivido na terra somente 33 anos, tem exercido grande impacto nas pessoas – mesmo naqueles que não crêem que Ele é o Filho de Deus.
Jesus Cristo é descrito em detalhe na Bíblia – sua vida, obra e ensinamentos – nos Evangelhos, cada um focando diferentes ângulos. Mateus o apresenta como o esperado Rei do povo judeu. Marcos o mostra como servo de todos. Lucas tende a destacar seu caráter compassivo e bondoso para com os pobres. João descreve um relacionamento amoroso com Jesus. No entanto todos concordam que Jesus é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.

A VIDA DE JESUS

A história contada nos Evangelhos abrange estágios que vão da encarnação de Cristo, ou sua entrada no mundo, até sua morte na cruz. A apresentação total da vida de Cristo está centrada na cruz e na sua ressurreição triunfal.

A PRÉ-EXISTÊNCIA DE JESUS

João começa o seu Evangelho com uma referência à Palavra (João 1:1), e com isso dá uma visão gloriosa de Jesus, que existia mesmo antes da criação do mundo (1:2). Jesus tomou parte no ato da criação (1:3). Entretanto, o nascimento de Jesus foi ao mesmo tempo um ato de humilhação e de iluminação. A luz brilhou, mas o mundo preferiu permanecer nas trevas (1:4-5, 10).

O NASCIMENTO VIRGINAL DE JESUS

Mateus e Lucas contam que Jesus Cristo foi concebido pelo Espírito Santo e nascido de Maria, que era virgem. Para ser Deus e homem, Jesus não poderia ter sido concebido naturalmente. Profetizado por Isaías e Acaz (Isaías 7:10-14), seu nascimento miraculoso não foi um fato sem importância – é o cerne da história de Jesus. O nascimento virginal é prova da Encarnação de Jesus e de que Cristo era realmente Deus.Jesus passou sua infância em Nazaré e aos 12 anos foi achado no templo conversando com os doutores da lei.

A PREGAÇÃO DE JOÃO BATISTA

João Batista andava pelo deserto conclamando o povo para o arrependimento e o batismo (Mateus 3:1-6). Falava da aproximação do reino (Mateus 3:2). Com esse mesmo tema Jesus iniciou seu ministério (4:17), o que mostra que a obra de João Batista integrava a preparação do ministério público de Jesus. O mesmo se pode dizer sobre o rito do batismo, embora João reconhecesse que Jesus batizaria com o Espírito Santo e com fogo (3:11). João foi protagonista do primeiro ato público de Jesus – seu desejo de ser batizado (3:13-15; Lucas 3:21).

O BATISMO DE JESUS

Jesus veio ao mundo com uma missão e embora não fosse pecador, decidiu se submeter ao batismo para mostrar que estava preparado para levar a carga de pecados da humanidade. O batismo é um símbolo da morte do homem, sepultamento de seus pecados e ressurreição de uma nova criatura em Cristo. É uma visão externa da mudança interna de uma pessoa. A parte mais importante do batismo de Jesus foi a voz que desceu do céu, declarando prazer no Filho amado (Mateus 3:17). Esse pronunciamento de Deus foi o verdadeiro início do ministério de Jesus; o Pai lhe dava total aprovação para sua obra. Outro fato importante foi a manifestação do Espírito Santo sob a forma simbólica de uma pomba (3:16).

A TENTAÇÃO DE JESUS

O batismo de Jesus mostrou a natureza de sua missão. A tentação mostrou a natureza do ambiente em que exerceria seu ministério (Mateus 4:1; Lucas 4:1-2). A confrontação com forças espirituais adversas ocorreram em várias situações e a todas Jesus rebateu com as Escrituras.

O MINISTÉRIO DE JESUS

Desenvolvido num período curto de 3 anos, o ministério de Jesus foi intenso, marcado por uma convivência rica com os discípulos que escolheu (Mateus 4:18-22; Marcos 1:16-20; Lucas 5:1-11) e que compartilharam de momentos muito especiais em que foram testemunhas de seus milagres (João 2:1-10), curas (Mateus 8:1-9:34), sermões (Mateus 5:1-7:29), encontros inusitados com pecadores (João 2:13-16; John 4:1-42; João 3) e líderes religiosos (Mateus 21:23-22:45), encontros e visitas a amigos (João 11; Mateus 26:6), de sua perseguição (Mateus 12:1-14; Lucas 13:10-17; João 5:9-18), sofrimento (Mateus 27: 27-44) e morte (Mateus 27: 45-50).

OS DIAS FINAIS EM JERUSALÉM

Incomodados com a crescente popularidade de Jesus, os líderes religiosos procuravam achá-lo em falta. Jesus começou a preparar seus discípulos, instruindo-os sobre eventos futuros, especialmente o fim do mundo. Reafirmou-lhes a certeza de sua volta e mencionou vários sinais que a precederiam (Mateus 24-25; Marcos 13; Lucas 21). Desafiou-os a estarem vigilantes (Mateus 25:13) e diligentes (25:14-30). Com isso preparava o caminho para os eventos da prisão, julgamento, sofrimento e crucificação que se seguiram.
Na noite anterior à sua prisão, porém, tomou com eles a Ceia do Senhor e lhes explicou o significado da sua morte (Mateus 26:26-30; Marcos 14:22-25; Lucas 22:19-20; 1 Coríntios 11:23-26). Através do pão e do vinho, que simbolizavam seu corpo partido e seu sangue derramado pelos pecadores, instituiu um memorial que selava uma nova aliança.

TRAIÇÃO E PRISÃO

Naquela mesa estava também o traidor, Judas, que o entregaria aos soldados e autoridades (Mateus 26:21-25; Marcos 14:18-21; Lucas 22:21-23; João 13:21-30).
Depois de cear, Jesus se retirou para o Jardim do Getsêmane (Mateus 26:36-46; Marcos 14:32-42; Lucas 22:40-46) onde orou intensamente e em agonia, mas ao mesmo tempo submetendo-se à vontade do Pai. Por isso, não ofereceu resistência quando o prenderam.

JULGAMENTO E CRUCIFICAÇÃO

Levado à presença das autoridades, Jesus foi interrogado (Mateus 27:1-2; Marcos 15:1; Lucas 23:1; João 18:28; Lucas 23:7-12) e julgado inocente por Pilatos. Mas seus inimigos escarneciam dele e incitavam a multidão pedindo sua morte. Pilatos entregou-o para ser crucificado. Foi pregado numa cruz, sofreu zombarias, açoites e humilhações, mas ainda assim expressou compaixão pelo criminoso arrependido crucificado ao seu lado (Lucas 23:39-43). Também comoveu-se por sua mãe (João 19:25-27), orou ao Pai pelo perdão daqueles que o crucificaram (Lucas 23:34) e com um grande grito, expirou (Marcos 15:37). Naquele momento houve escuridão e um terremoto, como se a natureza reconhecesse o significado daquele evento. O véu do templo de Jerusalém se partiu ao meio, não mais servindo como barreira ao lugar Santo dos Santos. A morte de Jesus abriu o caminho para todas pessoas chegarem livremente à presença de Deus e adorá-lo. Ele pagou por nossos pecados e nos trouxe de volta para o Pai.

SEPULTAMENTO, RESSURREIÇÃO E ASCENSÃO

O corpo de Jesus foi colocado numa tumba emprestada (Mateus 27:57-60; João 19:39) que, depois de 3 dias foi encontrada vazia (João 20:2-10). Cumprira-se a Escritura: Jesus ressuscitara. Seu aparecimento aos discípulos causou dúvida (João 20:24-29) e espanto.
Jesus ressuscitou glorificado em forma humana, porém não foi reconhecido de imediato. (João 20:15-16). Seus aparecimentos foram ocasiões de alegria e ensinamentos (Lucas 24:44 e Atos 1:3). A ressurreição transformou a tragédia em vitória. Sua ascensão aos céus aconteceu 40 dias depois da ressurreição. Jesus foi juntar-se ao Pai em glória (Lucas 24:51; João 20:17; Atos 1:9-11).

Fonte Ilúmina.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ANÁLISE HISTÓRICA DO 4º EVANGELHO CANÔNICO - Por André Rodrigues

INTRODUÇÃO

O evangelho que ocupa o último lugar entre os canônicos, é sem dúvida o mais sublime. Abrange em seu conteúdo abordagens devocionais e teológicas profundas. Tinha como prioridade advogar Jesus com verdadeiro Deus em função das muitas heresias surgidas naqueles dias e consegue ainda complementar os outros evangelhos fazendo abordagens diferenciadas acerca da identidade do Mestre.
Broadus David Hale em Introdução ao Estudo do Novo Testamento diz:“Nenhum outro livro levou tantas pessoas a Cristo e inspirou tantos a segui-lo e servi-lo”. Assim, dentro de nossas limitações, tentaremos expor com mais profundidade informações exegéticas em volta deste evangelho.


INFORMAÇÕES GERAIS

AUTOR –

A maioria dos estudiosos apontam o Apóstolo João como sendo o escritor do evangelho que leva seu nome, entretanto, há alguns que discordam e alegam outros personagens. Apresentaremos a seguir algumas citações a este respeito: David Hale, diz que a escola européia rejeita a idéia de que o filho de Zebedeu foi o autor, como afirma a tradição. Alguns supõem que o apóstolo encontra-se nos bastidores, mas não é o autor direto. . Outros diriam que certo João, o ancião, que viveu em Éfeso no final do primeiro século, escreveu esse livro. Outros nomes foram sugeridos, entre os quais estão João Marcos, Lázaro e até mesmo um João desconhecido, que foi um dos discípulos de Jesus que vivia em Jerusalém e era conhecido do sumo sacerdote. Já Os estudiosos conservadores, da Europa e das Américas, mantêm que há evidência suficiente para dizer-se, com alguma certeza, que João, o filho de Zebedeu, foi o autor. Alguns concederiam que João tenha usado um amanuense para a composição real, mas que João está por trás da obra, assim como outros o fizeram, por exemplo, Tércio foi o escriba de Paulo para Rm. 16.22 e Silvano para Pedro, I Pe 5.12.
A Bíblia de Estudo NTLH, declara que uma tradição muito antiga afirma que o discípulo a quem Jesus amava é o mesmo que viu o soldado romano furar o lado de Jesus com a sua lança. E na nota final do livro diz-se que ele é o discípulo que escreveu as coisas que viu Jo.21.24. E desde o segundo século este discípulo tem sido identificado como João, filho de Zebedeu. Finis Jennings Dake, em sua Bíblia afirma que o autor foi João, o discípulo amado, que era um apóstolo e meio irmão de Tiago. O Manual Bíblico SBB, diz que na igreja primitiva acreditava-se que o apóstolo João, já idoso, escreveu ou ditou o evangelho em Éfeso. F. Davidson diz que é geralmente aceito que o autor do evangelho foi um judeu que viveu na Palestina, entretanto, muitos comentaristas não o identificam com João, o apóstolo. Porém, há convincentes provas de que ele é o autor deste evangelho. Admite-se que o evangelho tenha sido escrito por uma testemunha ocular. O discípulo a quem Jesus amava e que estava presente a última ceia e, finalmente, a crucificação e ao túmulo vazio, é o mesmo “que dá testemunho destas coisas” Jo 21.24. Estes fatos a respeito desta testemunha defendem a autoria de João, o apóstolo. David Alan Black declara que não há sérias razões para rejeitar a autoria deste evangelho delegado a João, o filho de Zebedeu, o apóstolo e o discípulo amado, como também afirma a tradição. Donald Stamps na BEP nos informa que o autor identifica-se indiretamente como o discípulo “a quem Jesus amava”. O testemunho dos primórdios do cristianismo, bem como a evidência interna deste evangelho, evidenciam João, o filho de Zebedeu, como o autor. João foi um dos doze apóstolos originais de Cristo, e também um dos três mais chegados a Ele. Segundo testemunhos muito antigos, os presbíteros da igreja da Ásia Menor pediram ao venerável ancião e apóstolo João, residente em Éfeso, que escrevesse este “Evangelho Espiritual” para contestar e refutar uma perigosa heresia concernente à natureza, pessoa e deidade de Jesus, propagada por um certo judeu de nome Cerinto.
Além destes estudiosos modernos temos ainda algumas citações de notáveis Pais da Igreja, como por exemplo: Dionísio de Alexandria, em uma ocasião buscou um autor distinto para o livro de Apocalipse, por causa da influência dos quiliastas no Egito, mas ele nunca questionou se João era ou não o autor do quarto evangelho, algo impensável para ele. Orígenes também dá testemunho alegando que João foi o último evangelista a compor um evangelho, conforme a tradição da igreja. Clemente de Alexandria, o mestre de Orígenes deixa claro que a “tradição dos primeiros Pais da Igreja” considerava o apóstolo João, o último dos evangelistas, “cheio do Espírito Santo, que escrevera um evangelho espiritual”. Irineu de Lião ligado a era apostólica por intermédio de seu mestre, Policarpo, discípulo do apóstolo João, em seus escritos tinha o prazer de fazer citações de versículos do quarto evangelho, fez isso pelo menos cem vezes e sempre acompanhado da afirmação “Como João, o discípulo do Senhor, diz”. Irineu, comentando a composição do quarto evangelho declara enfaticamente que João era o autor, ele diz: “Posteriormente, João, o discípulo do Senhor, que deitou sua cabeça sobre o peito dele, também escreveu um evangelho quando residia em Éfeso na Ásia”. E ainda na igreja de Roma havia a mesma opinião quanto a autoria do evangelho.

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DATA

Como é comum o desacordo da cronologia bíblica, aqui também não é diferente. Existem diversas especulações quanto a data de sua composição, tornando assim difícil a fixação de modo preciso de quando o evangelho foi escrito. Um ponto a observar é que a maioria dos estudiosos concordam que o evangelho foi escrito depois dos sinópticos. Shedd relata que “os eruditos conservadores situam-no depois da escrita dos outros evangelhos, ou seja, algum tempo entre 69 d.C. (antes da queda de Jerusalém) e 90 d.C.” (Bíblia Shedd, pg. 1482). As opiniões de outros variam apenas se foi antes ou depois da queda, entretanto, concordam que não seja provável que houvesse sido escrito depois do ano 90 d.C. Frank Charles Thompson concorda que a data é incerta mas coloca uma probabilidade para a última parte do primeiro século. O comentarista Mathew Henry faz uma breve declaração dizendo: “A história narra que depois da morte da mãe de Cristo, João viveu principalmente em Éfeso, onde se crê que escreveu seu evangelho e as epístolas, por volta do 97 d.C., e morreu pouco depois”.(Comentário Bíblico Novo Testamento, Mathew Henry, pg. 96). O renomado pesquisador David Alan Black, afirma que o evangelho foi composto na última década do século I, e diferente das opiniões acima, diz que a composição do evangelho se deu mais precisamente em 96 ou um dos anos subsequentes, David lança pelo menos três pontos para assegurar este pressuposto. Primeiro, o quarto evangelho foi composto depois dos sinópticos, como já dissemos, opinião unânime. Segundo, foi escrito após a morte de Pedro, pois o último capítulo faz conjecturas sobre a morte deste apóstolo e em terceiro lugar, ele foi escrito após a destruição do templo, pois o evangelista parece indicar que o fim para a cidade e para o povo como nação já ocorrera.
É interessante uma nota existente na Pequena Enciclopédia de Orlando Boyer que diz: “Descobriu-se na biblioteca John Ryland em Manchester, entre papiros adquiridos em 1920 no Egito pelo falecido professor Bernard Greenfall, uma folha contendo, de um lado, os versículos 31-33, do capítulo XVIII do Evangelho Segundo São João, e no verso, os versículos 37-38. Este fragmento de códex proviria de Oxyrhynchus (Benhesa), no Alto Egito.
A importância do achado está em que o fragmento data da primeira metade do segundo século, portanto anterior a tudo quanto se havia identificado até aqui, e demonstra que o Evangelho Segundo São João se achava em circulação nesta data, o que destrói a opinião de que ele era muito posterior aos Sinóticos”. (Transcrito da revista A Bíblia no Brasil; edição junho-dezembro de 1964 - PEOB, pg.374).
Esta mesma citação, em outras palavras é claro, é descrita pela Bíblia de Jerusalém nos informando que o testemunho mais antigo para a datação da escrita do quarto evangelho é um fragmento de papiro (Rylands 457), escrito por vlta de 125, que apresenta Jo 18.31-34.37-38 sob a forma que hoje conhecemos. Ainda outro papiro conhecido como Egerton 2, que lhe é muito pouco posterior, cita várias passagens do evangelho. Os dois citados documentos foram encontrados no Egito, dando a entender que sua publicação teria sido ou em Éfeso ou em Alexandria, nos últimos anos do primeiro século. As autoridades judaicas no Concílio de Jâmnia diz que sua forma quase definida, no tocante a composição, não teria sido antes dos anos 80.

LOCAL -

Cidades como Alexandria e Antioquia da Síria foram postas como sendo o local da composição do evangelho. Na primeira, por ocasião dos papiros descobertos no Egito e a semelhança de algumas literaturas daquele lugar. Na segunda, também por semelhança na escrita, agora, do chamado Odes de Salomão, descrito por alguns estudiosos como tendo paralelos, ou seja, como tendo semelhança com aquela literatura. Entretanto, é opinião unânime entre os pais da igreja que Éfeso, a cidade mais importante da província romana da Ásia, seja o local onde João escreveu o evangelho. Ademais é precisa a afirmação de Irineu, discípulo de Policarpo, seguidor de João, que diz “João, o discípulo do Senhor, que deitou sua cabeça sobre o peito Dele, também escreveu um evangelho quando residia em Éfeso na Ásia”.

PANORAMA HISTÓRICO –

Não é tarefa fácil extrair com propriedade informações sobre a escrita deste evangelho, no tocante, a tudo que relaciona-se com a história. Esta dificuldade gira em torno de, descobrir primeiramente a intenção e a inclinação de João, quanto a escrita. David Hale diz a cerca deste assunto que: “Muita atenção foi dada a esta área de estudo, e uma das razões por que diversos estudiosos entendem o quarto Evangelho diferentemente é porque ele tem idéias diferentes acerca de seu fundo histórico. É nesta área de estudo bíblico que as mais recentes batalhas se travaram acerca deste Evangelho. A pergunta fundamental parece ser se o autor escreveu de, e para, um ambiente basicamente judaico ou helênico. Alguns tentaram indicar que ambas as situações de estão evidentes neste Evangelho, indicando que o autor era um cidadão de dois mundos e escreveu a partir dessa perspectiva”.(Introdução ao estudo do N.T., pg. 115)
Passaremos a expor algumas informações de acordo com nossa pesquisa.
Descobrimos que a influência “maior” de sua escrita, fora judaica. Entretanto, é bom salientar que João não cobre seu escrito de referência escriturísticas veterotestamentária, e apenas faz uso de catorze delas em lugares bastante oportuno. Porém, João menciona diversas festas e títulos messiânicos conhecidos da comunidade judaica, mostrando claramente sua influência. É importante a divisão feita por alguns estudiosos dos tipos ou ramificações do Judaísmo na época da escrita deste evangelho, alguns atribuem que havia uma variedade de divisões, mas a mais conhecida era: o Judaísmo Rabínico, o Sectário e o Helenístico. Acredita-se que há uma certa ligação entre o evangelho e a literatura do Judaísmo Rabínico.
É interessante observar que, em João, Jesus devotou quase que seu ministério inteiro em Jerusalém, onde o centro religioso estava localizado. A maioria das controvérsias de Jesus eram com os membros do Sinédrio, tais como Nicodemos ou aqueles que apoiavam essa instituição (3:1; 7:45-52; 9:28,29; 11:45-53). Muitos dos discursos giravam em torno dos argumentos e da tradição rabínicas (5:10-18; 5:37-47; 7:15-24; 8:13-19; 10:31-38). Do começo ao fim, vê-se que o quarto Evangelho reflete o interesse rabínico (7:25-31; 7:40-44; 12:34). O uso, por Jesus, do termo "Eu sou" ,era especialmente de interesse rabínico, uma vez que ele se relaciona com a auto-identificação de Jesus como o Jeová do Velho Testamento (4:26; 6:20,35,41,48,51; 8:12, 24,28,58; 10:7,9,11,14; 11:25; 14:6; 15:1). (D.H. pg. 116).
Além do pensamento centrado na influência judaica para escrita deste evangelho, pensa-se também numa outra advinda de uma heresia surgida no primeiro século conhecida como Gnosticismo que era um ecletismo filosófico-religioso diversificado em numerosas seitas, e que visava a conciliar todas as religiões e a explicar-lhes o sentido mais profundo por meio da gnose. (Aurélio). Acredita-se com veemência que a escrita recebeu esta influência com o intúito de refutação, mas não se pode definir até que ponto esta foi estabelecida. Alguns estudiosos atribuem como sendo o ponto central para a interpretação correta deste evangelho, e outros atribuem apenas uma vaga influência indireta.
Um problema histórico-geográfico é apresentado no contexto do evangelho de João. Este, centraliza o ministério de Jesus na Judéia, enquanto os sinóticos declaram Galiléia. Na realidade não chega a ser uma contradição diz David Hale e sim que o quarto evangelho é escrito numa outra ótica, entretanto, com o mesmo objetivo, comunicar Jesus.

PROPÓSITO –

Na escrita deste evangelho cercado de atrativos tinha João em mente, independente das influências, das circunstâncias, das dificuldades, em fim, independente de tudo, queria ele em seu escrito comunicar e comprovar que Jesus é o Filho de Deus e que todo e que todo aquele que nEle crê tem a vida eterna.

ESBOÇO -

A BEP traz um atrativo esboço deste evangelho vejamos:

O Prólogo do Verbo (1.1-18)
I. Apresentação de Cristo a Israel (1.19-51)
A. Por João Batista (1.19-36)
B. Aos Primeiros Discípulos (1.37-51)
II. Os Sinais e Sermões de Cristo Diante de Israel e a Sua Rejeição (2.1—12.50)
A. A Revelação de Cristo a Israel (2.1— 11.46)
1. Primeiro Sinal: A Água Transformada em Vinho (2.1-11)
Interlúdio (2.12)
2. Testemunho Inicial aos Judeus em Jerusalém (2.13-25)
Festa em Jerusalém (Páscoa) (2.23-25)
3. Primeiro Sermão: O Novo Nascimento e a Nova Vida (3.1-21)
Interlúdio: João Batista e Jesus (3.22—4.3)
4. Segundo Sermão: A Água da Vida (4.4-42)
Interlúdio na Galiléia (4.43-45)
5. Segundo Sinal: Curando o Filho do Régulo (4.46-54)
Festa em Jerusalém (5.1)
6. Terceiro Sinal: Curando o Paralítico em Betesda no Sábado (5.2-18)
7. Terceiro Sermão: A Filiação Divina de Cristo (5.19-47)
8. Quarto Sinal: Alimentando os Cinco Mil (6.1-15)
9. Quinto Sinal: Andando sobre o Mar (6.16-21)
10. Quarto Sermão: O Pão da Vida (6.22-59)
11. Seleção dos Discípulos (6.60-71)
Interlúdio (7.1)
12. Festa em Jerusalém (Tabernáculos) (7.2-36)
13. Quinto Sermão: O Espírito Vivificante (7.37-52)
A Mulher Encontrada em Adultério (7.53—8.11)
14. Sexto Sermão: A Luz do Mundo (8.12-30)
15. Controvérsia com os Judeus (8.31-59)
16. Sexto Sinal: Curando o Cego de Nascença (9.1-41)
17. Sétimo Sermão: O Bom Pastor (10.1-21)
Festa em Jerusalém (Festa da Dedicação — 10.22-42)
18. Sétimo Sinal: A Ressurreição de Lázaro (11.1-46)
B.Cristo é Rejeitado por Israel (11.47—12.50)
III. Cristo e o Começo do Povo do Novo Concerto (13.1—20.29)
A. A Última Ceia (13.1—14.31)
1. A Lavagem dos Pés dos Discípulos e a Conversação Subseqüente (13.1-38)
2. Jesus, o Caminho ao Pai (14.1-31)
B. Sermão sobre a Videira Verdadeira e as Bênçãos da União com Cristo
(15.1—16.33)
C. Oração por Si Mesmo e pelo Povo do Novo Concerto (17.1-26)
D. O Servo Sofredor (18.1—19.42)
1. A Prisão (18.1-12)
2. O Julgamento pelos Judeus (18.13-27)
3. O Julgamento pelos Romanos (18.28—19.16)
4. A Crucificação (19.17-37)
5. O Sepultamento (19.38-42)
E. O Senhor Ressurreto (20.1-29)
O Propósito do Autor (20.30,31)
O Epílogo (21.1-25)



CONCLUSÃO


Claramente podemos entender que este evangelho é sem dúvida de extrema importância para nossa realidade. Mesmo com as diversas correntes, os diversos assuntos debatidos, as variadas exposições por inúmeros estudiosos renomados, fica preciso que Deus estava regendo o apóstolo na confecção deste evangelho, que seria um diferencial. Na capa do livro Por Que Quatro Evangelhos está estampado três rosas entrelaçadas e uma distante, representando com criatividade o que este evangelho representa. Muito mais daquilo que temos conhecido, fora operado por este tão grande homem de Deus. O testemunho histórico acerca de João é assim descrito “O "discípulo amado" era irmão de Tiago o Maior. As igrejas de Esmirna, Sardes, Pérgamo, Filadélfia, Laodicéia e Tiatira foram fundadas por ele. Foi enviado de Éfeso a Roma, onde se afirma que foi lançado num caldeiro de óleo fervendo. Escapou milagrosamente, sem dano algum. Domiciano desterrou posteriormente na ilha de Patmos, onde escreveu o livro do Apocalipse. Nerva, o sucessor de Domiciano, o libertou. Foi o único apóstolo que escapou de uma morte violenta”. Este pequeno testemunho citado pelo historiador, revela-nos que João, filho de Zebedeu, foi o desbravador de pelo menos seis das Igrejas da Ásia, mostrando-nos com isso que o Senhor sempre esteve ao seu lado, confirmando e abençoando seu ministério. Sigamos este exemplo!



BIBLIOGRAFIA

•STAMPS, Donald. BÍBLIA DE ESTUDO PENTECOSTAL, Revista e Corrigida, Ed. 1995, 2002 CPAD – RJ
•DAKE, Finis Jennings. BÍBLIA DE ESTUDO DAKE, Revista e Corrigida, Ed. 1995, 2009 CPAD – RJ
•BÍBLIA DE ESTUDO APLICAÇÃO PESSOAL, Revista e Corrigida, Ed. 1995, 2003 CPAD – RJ
•THOMPSON, Frank Charles, D.D.,Ph.D. BÍBLIA DE REFERÊNCIA, Almeida Edição Contemporânea, 16º impressão 2005 EDITORA VIDA – SP
•BÍBLIA SAGRADA ALMEIDA SÉCULO 21. Coordenação Luiz Alberto Texeira Sayão, 2008 VIDA NOVA – SP
•SHEDD, Russel P. BÍBLIA SHEDD, 2º edição Almeida Revista e Atualizada no Brasil, 1997 VIDA NOVA – SP
•BÍBLIA DE ESTUDO NTLH, 2008 SBB Barueri – SP
•BÍBLIA DE JERUSALÉM, Tradução do texto em língua portuguesa diretamente dos originais, 2002 PAULUS – SP
•BLACK, Dadid Alan, POR QUE QUATRO EVANGELHOS, 2004 VIDA – SP
•BOYER, Orlando, PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA, 2º Edição Revista e Atualizada, 2006 VIDA – SP
•MANUAL BÍBLICO SBB, Tradução de Lailah de Noronha, 2008 Barueri – SP
•FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, NOVO DICIONÁRIO DA LÍNGUA PORTUGUESA, Versão Eletrônica 3.0, 1999 NOVA FRONTEIRA.
•HALE, Broadus David, INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO NOVO TESTAMENTO, Tradução de Cláudio Vital de Souza. 1983 JUERP - RJ
•DAVIDSON, F. MA, DD, O NOVO COMENTÁRIO DA BÍBLIA, 3ª Edição 1995, Reimpressão 1997 VIDA NOVA – SP
•FOX, John, O LIVRO DOS MÁRTIRES, CPAD - RJ

sábado, 14 de novembro de 2009

GÓLGOTA, (Breve definição)

Gólgota é o lugar perto de Jerusalém aonde Jesus e mais dois ladrões foram crucificados. A palavra Gólgota , que em hebraico e em aramaico significa "crânio", é usada em três dos evangelhos (Mateus 27:33; Marcos 15:22; João 19:17), porém no evangelho de Lucas, é usada a palavra que vem do latim "caveira", que tem o mesmo significado (Lucas 23:33).

A razão pela qual esse lugar era chamado de "o crânio" é desconhecida, apesar de existirem vários palpites. De acordo com o padre Jerônimo (346-420 D.C.), a Gólgota era um lugar usado para execuções, e portanto havia muitos crânios jogados por ali de pessoas que haviam sido executadas. No entanto, não há evidências que comprovem esta idéia. Outras pessoas sugeriram que era um lugar usado para execução e que "o crânio" era uma figura de linguagem simbolizando a morte. Um teólogo da igreja primitiva Origen (185-253 D.C.) mencionou uma lenda antiga que dizia que o crânio de Adão tinha sido enterrado ali. Outros diziam que o lugar da Crucificação era uma colina com formato de crânio, mas novamente não existem evidências que provem isso e o Novo Testamento não descreve o lugar como sendo uma colina.

Ninguém nem tem certeza de onde exatamente ficava Gólgota. As referências bíblicas nos dão apenas uma idéia vaga da localização. Era fora da cidade (João 19:20; Hebreus 13:12), pode ter sido tanto numa colina como num plateau, pois dava para ser visto a uma certa distância e provavelmente perto de uma estrada visto que a Bíblia menciona que havia transeuntes (Mateus 27:39; Marcos 15:29). João descreve como sendo um lugar perto de um jardim que tinha uma cova aonde Jesus foi sepultado (João 19:41). O uso de "o" - "o lugar do crânio" - indica que era um lugar bem conhecido. Aparentemente houve pouco interesse na localização da Gólgota até o começo do século 4. O historiador, Eusebius, que viveu em Jerusalém por muitos anos, disse que o Imperador Constantino instruiu um de seus bispos a achar o lugar aonde Jesus foi crucificado e enterrado. Dizia uma lenda que o bispo foi guiado por uma figura fantasmagórica da Rainha Mãe Helena. O lugar que ele achou continha um templo de Afrodite, o qual foi destruído pelo Imperador. De acordo com a lenda, ele encontrou fragmentos da cruz de Cristo. Ele construiu duas igrejas, e esse é o lugar da igreja do Santo Sepulcro, que ainda existe hoje, apesar de ter sido destruída e reconstruída várias vezes.

Em 1842 um estudioso chamado Otto Thenius, sugeriu que a Gólgota era uma colina rochosa a uns 228.5 metros noroeste do portão de Damasco. O lugar que Thenius mencionou havia sido um lugar aonde antigamente os judeus usavam para apedrejar criminosos. Esse lugar se localizava fora do muro da cidade e tinha o formato de um crânio. Mais tarde o General Charles Gordon sugeriu o mesmo lugar e desde então é conhecido como "A Caveira de Gordon".

Fonte: Ilúmina
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